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  • CNseg explica as vantagens do seguro em série no YouTube


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    O programa ‘Você + Seguro!’ estreia nesta quinta-feira (14/07), no canal da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) no YouTube, com objetivo de explicar à sociedade os benefícios do seguro para pessoas físicas. A série educativa é uma produção da entidade e será publicada uma vez por semana, durante 13 semanas consecutivas.

    O primeiro episódio do ‘Você + Seguro!’ vai tratar de um assunto que todo mundo ama: viagens. O seguro viagem é um companheiro para quem quer se divertir e conhecer lugares novos sem preocupação, mas muitos não sabem como usá-lo ou quais as suas coberturas. Além de ser indispensável para o ingresso em diversos países, o seguro é uma proteção para os viajantes em caso de emergências médicas, bagagem perdida e até cancelamento da viagem.

    Acompanhando o avanço da vacinação no Brasil e a consequente abertura das fronteiras com outros países, nos quatro primeiros meses de 2022, a demanda pelo seguro Viagem avançou 222,2% em relação ao mesmo período de 2021, com volume de prêmios arrecadados, ou seja, valor dos seguros vendidos, de R$ 221,7 milhões. De janeiro a abril deste ano, o valor das indenizações alcançou R$ 83,9 milhões, garantindo o pagamento, o reembolso e a prestação de serviços na ocorrência de riscos cobertos relacionados à viagem.

    O seguro viagem garante, ao segurado ou aos seus beneficiários uma indenização, limitada ao valor do capital segurado contratado, na forma de pagamento do valor contratado, de reembolso ou de prestação de serviços, no caso da ocorrência de riscos cobertos, desde que relacionados à viagem, durante período previamente determinado, nos termos estabelecidos nas condições contratuais.

    O primeiro vídeo da série está disponível no link.

  • Curso do IDRS atualiza corretores de seguros sobre o novo marco regulatório


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Há pouco mais de um ano entrou em vigor um novo marco regulatório dos seguros de danos no mercado de seguros brasileiro, a partir do qual deverá ocorrer uma ampla revisão dos produtos, em razão da modernização e da simplificação ancoradas no princípio da liberdade econômica, que trouxe maior liberdade para as seguradoras para a criação das condições contratuais, com possibilidade de coberturas all risks em diferentes ramos, acabando com o “engessamento” na estruturação e padronização de produtos. A Circular Susep 621/2021 e a Resolução CNSP 407/2021 trouxeram uma quebra de paradigmas, recolocando o mercado de seguros brasileiro nos trilhos sob o ponto de vista regulatório, sem perder de vista que ainda temos imensos desafios a serem superados.

    Os corretores precisam estar preparados para crescer e se proteger neste novo cenário de intensa transformação e desafios. Por isso, o Instituto de Direito de Seguros Robson Silveira (IDSRS) lançou seu mais novo curso Seguros de Danos e LGPD, que tratará sobre o novo marco regulatório do setor de seguros, voltado para corretores de seguros e demais profissionais do ecossistema que queiram entender o que muda e como se adaptar.

    “O novo marco regulatório demanda maior nível de profissionalização dos operadores deste mercado, em especial dos corretores de seguros, que não mais farão a contratação de produtos engessados e padronizados, estruturados necessariamente em condições gerais, especiais e particulares, o que exige maior conhecimento técnico e jurídico para que possa fazer uma avaliação individualizada e criteriosa sobre o produto que atenda a necessidade e o perfil de cada cliente e de cada risco a ser transferido ao segurador, a fim de evitar problemas de interpretação e litigiosidade”, explica o advogado Robson Luiz Schiestl Silveira, titular do IDSRS, especialista em Direito de Seguros e sócio do escritório Robson Silveira Advogados.

    Ele conta que o IDSRS tem como missão levar conhecimento e difundir a importância do direito do seguro também para o corretor de seguros. “O contrato de seguros é um instrumento jurídico, e especialmente em ramos como seguros de danos e de responsabilidade civil é fundamental que o corretor tenha conhecimento sobre os aspectos técnicos e jurídicos dos contratos e das garantias securitárias, para poder atuar e se desenvolver. Também levamos o direito do seguro para magistrados e operadores jurídicos, de forma que tenham embasamento sobre as particularidades do setor de seguros em decisões da justiça”. Mesmo com a falta de cultura que ainda temos sobre a importância de entender de direito do seguro, o último curso de Seguros de Reponsabilidade Civil do Instituto realizado este ano teve uma turma com 71 alunos matriculados, dentre eles 55 corretores de seguros, de diversos estados brasileiros.

    “Com o novo marco regulatório temos também um desafio relacionado à necessidade de observância do chamado diálogo das fontes normativas, pois as referidas normas não excluem as normas do Código Civil e do Código de Defesa do Consumidor, bem como, com as demais normas da Susep, a exemplo da Resolução CNSP 382/2020 que foi objeto de muitas controvérsias e que ainda está em fase de implementação em todo o setor, tanto pelos seguradores como pelos intermediários responsáveis pela comercialização dos produtos”, justifica Silveira.

    “O novo regramento traz desafios e oportunidades. Os desafios são imensos e passam inclusive pelo aprimoramento do Poder Judiciário em relação aos contratos de seguros. Hoje ainda convivemos com decisões judiciais ultrapassadas, que desconhecem a natureza jurídica dos contratos de seguros e entendem, por exemplo, que o excesso de velocidade é causa de perda de direitos por agravamento intencional de risco nos seguros de danos, esvaziando a finalidade e a função do contrato de seguro, notadamente no caso dos seguros de RC, que sempre circunscreveram a cobertura do risco àquelas situações provenientes de ato ilícito culposo do segurado, entre outras inúmeras situações igualmente esdrúxulas, criando um cenário retrógrado e preocupante, de intensa insegurança jurídica, que pode inclusive inviabilizar na prática os objetivos tão esperados por meio da nova regulamentação”, diz o especialista.

    Neste novo cenário, os consumidores demandam por produtos e serviços mais completos e mais eficientes, que efetivamente atendam às suas necessidades de proteção. E identificar as melhores proteções é o papel do corretor. “Este conjunto normativo permitirá a efetiva modernização e o desenvolvimento do mercado de seguros no Brasil, desde que os corretores de seguros estejam preparados tecnicamente para fazer uma venda consultiva, que leve em conta as nuances de cada produto, pois seu papel definitivamente não será mais apenas de apresentar uma cotação de um produto singular e padronizado”, finaliza.

  • Fairfax Brasil lança Seguro de Responsabilidade Civil para corretores


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Depois de lançar o Seguro de Responsabilidade Civil Profissional (E&O) para os Médicos e Dentistas, a Fairfax Brasil (FF>>Seguros) anunciou a oferta do mesmo produto para os corretores de seguros. O produto para essa categoria tem por objetivo proteger o patrimônio do segurado e ser usado para reparar eventuais prejuízos a terceiros. Ele permite que o corretor tenha tranquilidade para investir na carreira e cuidar da sua família, preservando o patrimônio.

    O lançamento da modalidade E&O para os corretores de seguros faz parte do compromisso da FF ORBI, plataforma digital integrada desenvolvida pela Fairfax, em oferecer uma variada oferta produtos de varejo, proporcionando benefícios exclusivos para os corretores e parceiros, além de abrir espaço no futuro para a participação de novos canais de distribuição.

    Lançada no início de maio, a plataforma ORBI já conta com mais de 1.500 corretores de seguros cadastrados. Trata-se de um número expressivo de corretores listados que podem montar suas carteiras de clientes na própria plataforma digital, projetando a rentabilidade das operações, volume diário, semanal e mensal de vendas, simulador de ganho de comissões, campanhas promocionais, sistema de pontuação e prêmios.

    Os produtos que fazem parte do portfólio da FF ORBI são baseados no conceito do mundo digital: cotação instantânea, emissão 100% digital em poucos minutos e disponibilização de inteligência de performance através de dados e dashboard de controle. A facilidade, agilidade e a segurança da plataforma permitirão ao corretor apresentar cotações e emitir apólices em poucos cliques e sem burocracia.

    Rápida e descomplicada, a plataforma digital oferece uma solução integrada e proporciona a melhor experiência para toda a cadeia de relacionamento do setor de seguros. “Trata-se de uma poderosa ferramenta que visa simplificar o processo de cadastramento das corretoras e aprovação das apólices. Em apenas um minuto, é aprovada a apólice de seguro sem que o corretor e seu cliente tenham de aguardar horas ou dias, tempo que normalmente ocorre com as seguradoras tradicionais para aprovar a transação”, afirma Eduardo Pitombeira, head de Canais Digitais da FF >>Seguros.

    A plataforma digital oferece ainda aos corretores cadastrados assistência 24 horas por chat, WhatsApp e central telefônica para tirar as dúvidas. Conta também com dois programas exclusivos: FF ORBI PULSO e FF ORBI VIP. Pulso é o programa de aprimoramento contínuo para corretores, incluindo cursos, palestras e treinamentos com foco no crescimento do seu negócio. Já o programa de incentivo e recompensas, VIP, foi estruturado pensado especialmente para o corretor.

  • Seguradoras que investem em tecnologia registram crescimento de 40% em média


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Empresas de seguros que investem em tecnologia para digitalizar processos e gerar inovação crescem mais rapidamente do que seus pares que ainda utilizam sistemas legados. Um levantamento realizado pela i4pro, junto à sua carteira de clientes que conta com aproximadamente 40 seguradoras brasileiras, mostrou que essas companhias registraram crescimento médio na ordem de 40% no primeiro trimestre do ano. No mesmo período, de acordo com dados da Síntese Mensal da Susep (Superintendência de Seguros Privados), o mercado supervisionado de seguros cresceu 15,4%, arrecadando um total de R$ 82,14 bilhões.

    A digitalização do setor segue em ritmo acelerado, impulsionada pelo regulador e pelas próprias companhias na busca pela redução de despesas administrativas e melhoria das margens. Nesse cenário, empresas de tecnologia veem um nicho para prosperar. A i4pro, por exemplo, teve uma receita de R$ 69 milhões em 2021, com mais de 30 milhões de itens segurados na plataforma e R$ 9 bi de prêmio emitido. A empresa cresceu 140% no acumulado dos últimos cinco anos, com uma média de mais de 20% de crescimento ao ano.

    Só no ramo de Petróleo, a plataforma da i4pro transacionou R$ 1,1 bilhão em prêmios de seguros em 2021, o que corresponde a um crescimento de 29,2% em relação a 2020. No relatório da Susep, o mesmo ramo apresentou um crescimento de 24,6% na comparação com o ano anterior.

    No setor rural, a plataforma transacionou R$ 1,7 bilhão em prêmios, 46,3% mais que em 2020, enquanto o crescimento geral do segmento foi de 39,3%. Em prêmios de seguro de Vida em Grupo (Pessoas Coletivo), a companhia transacionou um valor 12,3% maior do registrado em 2020, contra 9,4% de crescimento geral no setor.

    “As empresas do setor perceberam que soluções de tecnologia dão tração aos negócios e que empresas especializadas reduzem o time to market na implementação e migração de sistemas”, comenta Rafael Araújo, CEO da i4pro. “Atuamos como facilitadores e parceiros de nossos clientes. Aliamos tecnologia ao conhecimento do negócio, inovação e aos melhores talentos. Temos a expertise em seguros e criamos soluções ágeis, simplificadas e que atuam de ponta a ponta para todos os produtos e serviços do mercado segurador”.

  • Em junho, mercado de seguros manteve otimismo


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    O ICSS é um indicador mensal organizado pela Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros) que mede a confiança do setor de seguros no Brasil. Esse indicador é o resultado de três variáveis: ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras), ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras).

    Em todos os finais de mês são enviadas perguntas simples, de múltipla escolha, em que as empresas dizem sobre o que esperam que aconteça nos próximos seis meses, com relação a algumas variáveis relevantes do setor. Ao todo, aproximadamente 100 companhias são entrevistadas em cada oportunidade.

    Em junho, podemos dizer que o otimismo do setor de seguros ficou, na média, no mesmo nível do mês anterior, com os indicadores de confiança se situando em torno de 115 pontos.

  • Seguro para casa de praia ou de campo garante tranquilidade nas férias


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    As férias de julho estão chegando e muitos brasileiros optam por aproveitar o período descansando no campo ou nas regiões praianas. E não são apenas as residências localizadas nas áreas urbanas que precisam de proteção. O seguro residencial é um item essencial também para proteger imóveis de lazer, seja no interior ou no litoral, garantindo tranquilidade no período de descanso.

    “Os chamados imóveis de veraneio, sejam eles na praia ou no campo, tendem a ficar a maior parte do ano fechados. Por isso, esse tipo de seguro é importante, para que o cliente evite transtornos com os imprevistos que possam surgir no período em que o imóvel está fechado e, principalmente, no momento em que está sendo habitado, deixando a estadia dos moradores muito mais tranquila”, destaca Marcel Tornero, gerente de Ramos Elementares da Porto.

    Em geral, as coberturas do seguro para residências de lazer são bem similares às soluções oferecidas pelo seguro tradicional. Ou seja, possui cobertura em caso de incêndio, danos elétricos, roubo ou furto, alagamentos, vazamentos, vidros quebrados, danos a terceiros etc. Mas há diferenciais, como destaca Marcel.

    “Para além das coberturas tradicionais, o seguro para residências de lazer conta ainda com cobertura de danos ao jardim, que ampara as árvores, plantas, mobiliários e até os sistemas de iluminação e irrigação destes espaços, caso aconteça um vendaval, queda de granizo, incêndio e até em caso de roubo ou furto”, destaca Tornero.

    Esse tipo de seguro também dá ao cliente o direito a um check-up no imóvel, que verifica se está tudo certo com a rede elétrica e hidráulica da residência, além de realizar troca de lâmpadas e lubrificação de portas e janelas, para que o segurado possa aproveitar seu momento de descanso sem preocupação.

    Os serviços atrelados à apólice são um diferencial e podem ser acionados pelo morador ou até por outra pessoa que esteja usando o imóvel temporariamente. Além das coberturas do seguro em casos de sinistros, esse tipo de solução ainda conta com uma série de serviços. Os segurados têm à disposição atendimento de encanador, eletricista, chaveiro, reparo em eletrodomésticos e ar-condicionado, também outros serviços de comodidade, como instalação de ventilador, limpeza de caixa d’água e desentupimento.

  • Seguros crescem 20% em abril e reforçam expectativas positivas em 2022


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    O mercado de seguros (sem Saúde e DPVAT) manteve bom desempenho e apresentou forte crescimento de 20,3% em abril na comparação com o mesmo mês de 2021. Nos quatro primeiros meses do ano, a expansão foi de 16,5%.

    “Os dados de abril demonstram a solidez do crescimento do setor e reforçam as expectativas da CNseg de que 2022 será um ano muito positivo para o ramo de seguros no Brasil”, avalia o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Dyogo Oliveira, no edital da publicação Conjuntura CNseg nº 74.

    Oliveira destaca que das 32 categorias da classificação utilizada pela CNseg, 24 apresentaram crescimento positivo no acumulado do ano até abril. “Os principais fatores são a retomada da atividade econômica pós-pandemia e uma maior percepção da importância dos seguros que a pandemia trouxe para grande parte da sociedade. Em face das dificuldades enfrentadas nesses últimos anos, constatamos mais uma vez que os seguros são uma importante ferramenta social para garantia das condições de vida e estabilidade financeira das famílias e empresas”, afirma.

    A expansão do setor nesses primeiros quatro meses do ano tem sido sustentada, de um lado, pelo bom desempenho de ramos de grande participação no mercado como o de Automóveis (26%) e seguro Rural (35,7%) e, de outro, pelo forte crescimento de seguros de Grandes Riscos (50,8%) e Riscos de Engenharia (91,2%).

    A expansão do seguro de Riscos de Engenharia está ligada à normalização das atividades em vários setores da economia após a pandemia da Covid-19. “Popularmente chamado também de seguro de obras, indeniza o segurado em caso de danos materiais causados por acidentes ocorridos durante a realização de obras, tais como construções ou reformas. Ele se aplica a qualquer tipo de obra e cobre inclusive acidentes causados por veículos, roubo e furto de insumos. Este seguro pode ser contratado por pessoas físicas ou jurídicas e seu custo representa muito pouco sobre o valor da obra”, explica Oliveira.

    Os pagamentos de indenizações, benefícios, resgates e sorteios mantiveram o ritmo acentuado de crescimento no primeiro quadrimestre, totalizando R$ 75,5 bilhões, alta de 26% em relação ao mesmo período de 2021. Grande parte dessa expansão das indenizações se deve ao aumento de preços de veículos novos e usados assim como das peças automotivas.

    Outro destaque neste período são as indenizações do seguro Rural que somaram R$7,2 bilhões, alta de 394,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse valor já supera o total pago em todo o ano de 2021, em razão de condições climáticas adversas.

  • Presidente do Sincor-SP alerta corretores de seguros sobre desafios da categoria


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    A corretagem de seguros também está enfrentando os impactos da crise econômica. Os desafios vão desde a alta sinistralidade e o aumento de preços dos seguros até a dificuldade em encontrar mão de obra. Estas e outras questões foram analisadas pelo presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo), Boris Ber, durante almoço do CCS-SP (Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo), exclusivo para associados, realizado no dia 12 de julho, no Terraço Itália. No evento, ele também propôs algumas ações para superar os desafios atuais.

    A palestra de Ber foi precedida pela apresentação de dois novos associados. Evaristo José Almeida de Moura foi apresentado pelo secretário do CCS-SP Álvaro Fonseca e pelo associado Eduardo Minc. Ivone Arello Barbosa, viúva do saudoso ex-mentor Nilson Arello Barbosa, foi apresentada por Braz Romildo e pelo mentor Evaldir Barboza de Paula. Em seguida, o ex-mentor e fundador do Clube, Henrique Elias, compartilhou com os demais associados sua experiência na conquista de novos clientes durante a pandemia.

    Pontos de atenção

    Ber apresentou situações que estão afetando o bom desempenho dos corretores de seguros no dia a dia, como a dificuldade com mão de obra qualificada no setor, a alta sinistralidade, o aumento do preço do seguro, o retorno das empresas no pós-pandemia, os obstáculos na aceitação de riscos, os serviços de assistência 24 horas, entre outros.

    Em relação à volta das visitas presenciais, a avaliação do presidente do Sincor-SP é que o cliente deseja o reencontro. Também preocupa, segundo ele, o aumento de preços dos seguros e a alta sinistralidade. “Entendo que muitas seguradoras tiveram prejuízo, mas como explicar para o cliente o seguro, às vezes, pelo dobro do preço na renovação? Precisamos estar preparados”, disse.

    A dificuldade atual de colocação de resseguros e a falta de aceitação de riscos por resseguradoras também está impactando a corretagem de seguros. De acordo com Ber, de um ano para o outro muitas resseguradora deixaram de aceitar alguns riscos, tanto grandes como pequenos. “No sindicato, recebemos diariamente pedidos de ajuda dos corretores. Fizemos reuniões com o setor, mas, como estão enfrentando alta sinistralidade, não há solução no curto prazo”, afirmou.

    O problema recorrente no pós-pandemia das falhas na prestação de serviços das assistências 24 horas também entrou para lista de Ber. As razões para a crise no segmento, segundo ele, vão desde a falência de prestadores de serviços no período da pandemia até a alta do diesel. “Creio que em um ano a situação volte ao normal. É uma crise, vai passar”, disse.

    As fusões, aquisições e a venda de carteiras inteiras no segmento das seguradoras estão afetando os negócios dos corretores. O presidente do Sincor-SP observou que a concentração de mercado está exaurindo as opções de seguradoras por segmento. “Afunilou. Hoje, o corretor não consegue mais fazer aqueles acordos por resultado de produção e isso preocupa”, disse.

    Caminhos para o corretor

    Ber garantiu que todos os desafios atuais são tratados como prioridades pelo Sincor-SP, que dispõe, inclusive, de um canal para atendimento, o Disque Sincor, cujo resultado atingiu mais de 70% de resolução. Mas, o corretor, individualmente, pode adotar algumas ações. Uma delas, segundo o dirigente, é escolher melhor os parceiros e trabalhar com menos seguradoras, dada a dificuldade para acompanhar as condições de cada uma.

    Outra medida indicada por Boris Ber é a modernização da corretora. “Quem não tiver um cálculo, um modelo de gestão e o controle de sua corretora está com a morte anunciada. Não existe mais espaço para quem não se modernizar”, disse. Também é importante, segundo ele, manter o foco no resultado da corretora. Vale, ainda, prestar atenção nos novos produtos. “Não faltam informações nos eventos, jornais e outras mídias”, afirmou.

    Próximo encontro

    O mentor Evaldir Barboza de Paula elogiou o conteúdo apresentado por Ber e por Henrique Elias, destacando que ambos os ex-mentores são Prata da Casa, referindo-se ao projeto de sua gestão que valoriza os talentos do Clube. “Estamos aqui para debater e buscar soluções, com competência”, disse. Ele aproveitou a oportunidade para divulgar o próximo almoço, que será no dia 2 de agosto, com a participação da Allianz Seguros, ocasião em que haverá, também, a apresentação das chapas concorrentes à eleição de nova diretoria no CCS-SP para a gestão 2022/2024.


  • Mercado de seguros é fundamental para infraestrutura brasileira avançar


    Fonte: * Luiz Araripe, CEO da Gallagher RE no Brasil

    A agenda de investimentos privados e as novas concessões de vários segmentos até pouco tempo controlados pelo estado tornaram-se mais aderentes à nova realidade econômica. Àquela que defende que não há desenvolvimento sem a participação conjunta entre governo e capital privado. Essa premissa é corroborada com os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostram que o investimento público perdeu espaço para o setor privado na indústria da construção no Brasil, por exemplo. As empresas ampliaram a sua participação de 42,1% em 2010 para 50% em 2021, impulsionando, com isso, tanto o setor de seguros como, em contrapartida, o de resseguro.

    Como uma das economias gigantes do planeta, o Brasil é desafiador para os investidores. De acordo com dados do Fórum Econômico Mundial, apesar de estarmos entre os 10 maiores PIB do mundo, a qualidade de nossa infraestrutura (sobretudo para o escoamento da produção) está em 65º lugar entre 137 países. É muito pouco para quem quer espaço entre os líderes da produção mundial. O mesmo estudo apontou outras deficiências: a qualidade das estradas, das ferrovias, dos portos e dos aeroportos ficou em 105ª, 88ª, 106ª e 95ª posições, respectivamente. Ou seja: há muito o que fazer.

    Para que o país possa ser competitivo daqui uma década, a ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura de Base) calcula que os investimentos anuais até 2031 teriam que ser superiores a R$ 280 bilhões em projetos voltados à produção. Como isso envolve risco, é necessário desenvolver salvaguardas que sustentem e despertem o apetite do capital privado nacional e mundial. E como as grandes empresas do mercado sempre cultivaram a expressão segurança e proteção, o seguro é a garantia dos projetos.

    Mas a seguradora precisa, assim como todos, cuidar da sua segurança financeira, evitar que seu patrimônio e de seus clientes possa ser dilapidado por riscos. Isso atinge todos os setores, especialmente o de grandes obras, como petróleo e gás, energia e transporte, assim como os segmentos econômicos intensivos em uso de novas e modernas tecnologias. É isso que as apólices de seguro e resseguro têm o compromisso de honrar.

    Em um país emergente e continental como o Brasil, tanto o mercado de seguros como de resseguros tem muito a contribuir para a formação de poupança interna e a cobertura de grandes riscos que grandes obras envolvem. É este segmento que tem conquistado relevância por dar proteção às relações econômicas com seus interesses sociais e financeiros na vida de todos. Mesmo com as obras de infraestrutura ainda na planilha, o resseguro no Brasil avançou 4,5% entre janeiro e abril de 2022, segundo a Susep (Superintendência de Seguros Privados), totalizando R$ 4,5 bilhões em prêmios. Demonstra que, apesar do momento, de baixo crescimento e inflação alta, o mercado cresce.

    É esta a importância do resseguro para a vida e a saúde do mercado segurador e para a economia. Uma palavra muitas vezes desconhecida e que tem uma importância vital sobretudo porque são as grandes obras, tanto públicas como privadas, que abrem caminho para o desenvolvimento econômico e social de uma cidade, de um estado e de um país.

  • Para conquistar clientes, mercado de seguros deve ir além das proteções tradicionais


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Para entender os principais motivos que levam os brasileiros a não contratarem seguros, a Youse encomendou uma pesquisa para a Opinion Box, que ouviu 412 pessoas que não têm seguro contratado em todas as regiões do Brasil. Os preços ou a falta de condição financeira estão entre os principais fatores citados entre os segurados.

    “Nosso principal objetivo ao encomendar a pesquisa é entender as necessidades do consumidor e democratizar o seguro. Queremos também mudar a visão de quem se sente tranquilo mesmo não tendo nenhum tipo de seguro, pois é dever do mercado mostrar os benefícios e a importância de investir neste serviço, que garante estabilidade e é um investimento para as famílias”, diz Uribe Teófilo, gerente de Produto e Design na insurtech.

    Corte de gastos, pandemia e desemprego foram os principais motivos para os entrevistados da pesquisa não contarem com um seguro. Nilton Dias, diretor Comercial da Seguralta, afirma que o seguro é a garantia de uma proteção capaz de cobrir as despesas necessárias e imediatas decorrentes de imprevistos. “Muitas pessoas olham para o seguro como uma despesa extra, mas, na realidade, o preço da proteção é um investimento bem menor do que os gastos para reparar os estragos de um problema que poderia ser prevenido. Assim, no caso de uma ausência repentina ou da perda de bens, o cliente e a sua família estarão imediatamente protegidos pela apólice”.

    De acordo com a pesquisa, no caso do Seguro Automóvel, especificamente, quase metade (49%) dos não segurados citou o corte de gastos como principal motivo para não ter o serviço no momento. 19% falaram sobre a pandemia, 16% sobre utilizar pouco o carro, 12% estão em fase de pesquisas e outros 10% falaram que o desemprego é o motivo. “As estratégias adotadas pelas seguradoras para manter clientes ativos foram facilitar as formas de pagamento, aumentando o número de parcelas sem juros (tanto em cartão de credito e debito em conta). No caso das corretoras, a opção escolhida é reduzir algumas assistências como guinchos e reparos de vidros, uma vez que os veículos no período estão sem utilização”, diz Dias. Ele ressalta que ao fazer isso, as empresas reduzem o preço do seguro e o cliente mantém a cobertura.

    Entre os principais motivos para ter um seguro, os entrevistados citaram ter confiança na empresa (33%) e resolver tudo sozinho pelo celular (28%). Para Rodrigo Borges, superintendente Comercial e de Produtos Vida, Previdência e Ramos Elementares da Seguros Unimed, essa é uma tendência acelerada pela pandemia, e o setor segurador deve investir em ações que proporcionem uma melhor experiência ao cliente. “Aqui na seguradora a inovação e o foco no cliente norteiam todas as nossas ações. O projeto Omnichannel, cujo objetivo é entregar uma experiência única na interação do consumidor com nossos serviços, com uma visão harmoniosa e unificada em todos os meios pelos quais ele interage com a companhia, é uma das nossas prioridades nos próximos anos”.

    A pesquisa da Youse ainda apontou que mais da metade das pessoas entrevistadas que não contam com seguros pretendem contratar um no futuro (57%), com maior preferência por serviços de Auto (32%), Vida (26%) e Residencial (19%). Borges acredita que as pessoas estão desejando mais esses produtos por servirem de proteção ao patrimônio e a família. “Quando se contrata um produto Vida, por exemplo, não significa que os únicos beneficiados por ele serão os dependentes do titular. Esses seguros oferecem uma série de facilidades para a rotina do segurado, como assistência técnica 24 horas, benefícios para pets, clube de descontos e auxílio para o descarte correto de objetos”.

    A maior parte dos entrevistados para o estudo (53%) fazem parte das classes D e E, com renda igual ou abaixo de R$ 3.636,00. Teófilo diz que para proteger essa parcela da população brasileira, é preciso que o mercado de seguros inove e pense além das proteções tradicionais, elaborando produtos com menor custo de aquisição e manutenção para o consumidor. “É necessário que sejamos capazes de informar para a sociedade o grau de prosperidade que o seguro pode oferecer para as pessoas. Se conseguimos introduzir esse tipo de cultura no Brasil, poderemos sonhar com um setor mais acessível para todos”.

  • Crescimento do mercado imobiliário movimenta o seguro habitacional


    Fonte: Nicole Fraga - Revista Apólice

    Segundo o estudo Indicadores Imobiliários Nacionais, produzido pelo Senai Nacional (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, o número de vendas de imóveis novos cresceu 12,8% no ano passado, quando comparado a 2020. De acordo com a pesquisa, os lançamentos imobiliários registraram 25,9% de aumento. Dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) apontam que os financiamentos de imóveis cresceram 65% em 2021, atingindo o montante de R$205,4 bilhões.

    Com o mercado aquecido, é importante que as pessoas que estão financiando um imóvel estejam protegidas contra imprevistos. O seguro habitacional pode ser uma solução para oferecer mais tranquilidade ao proprietário da residência e sua família. Ele garante o interesse legítimo do segurado, com o pagamento da indenização ao beneficiário, às operações de crédito imobiliário, contratado junto ao estipulante, desde que ocorridos durante a vigência da apólice.

    Atualmente, existem dois tipos de seguro disponíveis no mercado imobiliário:

    SFH (Sistema Financeiro da Habitação): Este é um sistema administrado pelo governo e que possui uma apólice-padrão obrigatória para todos os financiamentos concedidos. No caso de haver algum prejuízo a ser coberto, o responsável pelo pagamento é o Estado. No SFH, existe um limite para concessão de créditos imobiliários. Os imóveis devem valer, no máximo, 500.000 reais e o financiamento não pode ultrapassar 450.000 reais.

    Seguros oferecidos por empresas privadas: Quando o preço do imóvel está acima do teto máximo do SFH, o crédito pode ser concedido por diversas empresas privadas e cada uma possui seus próprios critérios. Quem garante o risco em caso de morte ou invalidez de quem contratou o financiamento é a seguradora, cuja apólice tem valores ilimitados.

    As coberturas do seguro habitacional têm por finalidade a quitação da dívida do cliente junto a Instituição Financeira, correspondente ao saldo devedor a vencer, a partir da data da caracterização do evento coberto por Morte ou Invalidez permanente (MIP). Já no caso dos eventos relacionados aos Danos Físicos ao Imóvel (DFI), é disponibilizada a indenização para reparação ou reconstrução do bem segurado no caso de ocorrência de incêndio, queda de raio, explosão de qualquer natureza ou origem, inundação, alagamento, desmoronamento, vendaval ou destelhamento causado por vento ou granizo.

    Segundo dados da CNseg, o seguro habitacional movimentou R$ 458,8 milhões em março de 2022, representando um crescimento em sua demanda de 12,1% sobre o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, a arrecadação ultrapassou R$ 1,4 bilhão, expansão de 12,8% na comparação interanual. Giovanna Almeida, executiva Regional Sul e Sudeste da Too Seguros, acredita que um dos motivos para a expansão da carteira foi a maior liberação de alvarás para construtoras, fazendo com que tivéssemos mais lançamentos e pessoas interessadas em comprar imóveis na planta. “Além disso, as taxas de financiamento neste ano estavam atrativas e foram liberados muitos incentivos por parte do Governo, fazendo com que muitos buscassem o financiamento para aquisição do imóvel”.

    Na Mapfre, a sinistralidade na carteira em 2021 registrou um crescimento de 100% em comparação com 2020 e 2019. De acordo com Ivan Marcos dos Santos, superintendente de Seguros Massificados Tradicionais e Habitacional da seguradora, apesar de pandemias serem um risco excluído das apólices de seguros, o grupo optou por cobrir casos de sinistros decorrentes da Covid-19 para cumprir seu papel social. “É nos momentos de dificuldade que a indústria de seguros demonstra sua relevância, e quando escolhemos adotar essa medida sabíamos que a sinistralidade da carteira seria afetada. O seguro habitacional é o meio adequado para proteger ambos os lados da operação, pois dá a garantia de que o saldo restante do financiamento do imóvel será pago caso o mutuário venha a faltar ou sofra de alguma condição estabelecida em apólice que o impossibilite de arcar com a dívida”.

    Para Fabiana Medina, superintendente Técnica de Ramos Elementares da Sompo Seguros, com o surgimento de benefícios como a opção de portabilidade de contratos de financiamento, por exemplo, os corretores de seguros têm a possibilidade de expandir a carteira e prestar consultoria ao consumidor, apresentando as opções de mercado disponíveis que podem trazer a cobertura adequada para o cliente com taxas competitivas. “Essa prospecção pode acontecer tanto no processo de financiamento imobiliário, quanto em oportunidades em que o mutuário está em busca de fazer a portabilidade de seu contrato vigente para outros agentes financeiros. Quando se aborda a questão de danos à parte estrutural dos imóveis, é bastante comum as pessoas ainda fazerem a associação da cobertura DFI do seguro habitacional com o seguro residencial ou o seguro condomínio. É sempre importante que o corretor de seguros deixe claro aos seus clientes que a contratação de um não exclui a necessidade de contratação dos demais”.

  • Veja 3 tendências do mercado de saúde suplementar


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    Transformação digital, produtos na atenção primária básica e capital regulatório são os destaques da agenda do setor para 2022.

    Rogério Scarabel, ex-diretor presidente substituto da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), é o mais novo sócio do escritório Miglioli, Bianchi, Borrozzino, Bellinatti e Scarabel Advogados (M3BS).

    Atuando no setor de saúde desde 2004, Scarabel tem ampla experiência em Saúde Suplementar e Saúde Pública e será responsável pela nova célula da banca “Regulação em Saúde Suplementar”, consolidando a posição de destaque do escritório no segmento.

    “Para isso, trabalhamos ativamente de acordo com os temas que estão em discussão na agenda regulatória, sempre em defesa das atividades das operadoras de planos de saúde, prestadores de serviço, pacientes, e para a sustentabilidade do setor”, declara Scarabel.

    Tendências 2022

    Ainda segundo o ex-diretor presidente da ANS, os debates sobre transformação digital, produtos na atenção primária básica e a mudança do capital regulatório são as tendências do setor para este ano.

    De acordo com Scarabel, a telemedicina cumpre um papel fundamental de acessibilidade. “Se usada de forma adequada, com profissionais capacitados, aproxima pacientes e médicos.”

    O especialista complementa: “o modelo é eficiente, pois racionaliza e otimiza a operação. Em alguns casos, não há necessidade de que os pacientes recorram ao pronto-socorro, por exemplo. Além de evitar exposição, o uso consciente do sistema pode gerar economia e salvar vidas.”

    Assim, a digitalização da saúde avança para tornar processos mais seguros, ágeis e eficazes. Somada a inovação aplicada no desenvolvimento de produtos na atenção primária, direciona o paciente para o diagnóstico e tratamento no tempo certo, colaborando para o uso racional dos planos de saúde e o equilíbrio do sistema.

    “A transformação digital facilita o acesso, melhora o atendimento, possibilita um olhar individual para cada paciente, e consequentemente, aumenta o cuidado de milhares de vidas.”

    Concluindo o debate sobre melhores práticas, Scarabel ressalta sobre a importância do marco legal da RN 443/19, que trata de solvência e regras a serem adotadas pelas operadoras para o aumento da performance e o impulsionamento do desempenho dos negócios, e chama a atenção sobre a gestão de riscos financeiros como ferramenta regulatória.

    “Até o final de 2022, a RN nº 451/20 manterá a regra da margem de solvência, que permite às operadoras escolherem entre duas opções para a apuração do capital regulatório. Porém, a expectativa é que a partir de 2023, a obrigação considere o capital de risco de cada operadora, individualmente. A mudança vai trazer temas de Governança e Compliance à mesa.”

  • Junto Seguros e ENS disponibilizam curso gratuito sobre Seguro Garantia


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    As aulas serão online, contando com material didático contextualizado em um ambiente virtual de aprendizagem. Ao serem aprovados no final, os candidatos terão uma declaração de participação.

    A ENS (Escola de Negócios e Seguros), em parceria com a Junto Seguros, lançou o primeiro curso sobre Seguro Garantia na Nova Lei de Licitações. As aulas são gratuitas e online, com material didático contextualizado em um ambiente virtual de aprendizagem. Ao serem aprovados no final, os candidatos terão uma declaração de participação. Com início previsto para 20 de fevereiro e duração de 9 horas, a conclusão do curso pode ser feita em até 90 dias.

    O objetivo é proporcionar conhecimento a quem atua direta ou indiretamente com contratos públicos, conhecimento prático sobre Seguro Garantia e os impactos proporcionados pela Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações) e recentes atos normativos da Susep (Superintendência de Seguros Privados). Dessa forma, é voltado para servidores públicos que trabalham na área.

    Os temas abordados serão: funcionamento do Sistema Nacional de Seguros Privados; diferenças do Seguro Garantia para outras modalidades; riscos cobertos em uma apólice de Seguro Garantia; melhores práticas a serem adotadas em relação ao seguro, durante a vigência do contrato; mudanças no Seguro Garantia, a partir da Nova Lei de Licitações; procedimentos, riscos e responsabilidades em casos de retomada de obra pela Seguradora.

    O curso é dividido em seis módulos, sendo apresentado em uma plataforma de alta tecnologia, o que permitirá que os participantes assistam como desejarem. Mais informações e inscrições estão disponíveis neste link.

  • Susep divulga Síntese Mensal com dados do setor em dezembro


    Fonte: N.F. Revista Apólice

    A arrecadação do mercado supervisionado ultrapassou o patamar de R$ 300 bilhões em 2021, movimentando, até dezembro, a soma de R$ 306,31 bilhões.

    A Susep (Superintendência de Seguros Privados) divulgou hoje, 9 de fevereiro, a Síntese Mensal dos principais dados relativos ao desempenho do setor de seguros até dezembro de 2021. As informações foram obtidas a partir dos dados encaminhados pelas companhias supervisionadas. O documento é atualizado de acordo com o envio pelas empresas, podendo haver ajustes em função de recargas do Formulário de Informações Periódicas (FIP).

    As receitas dos segmentos supervisionados pela Susep ultrapassaram o patamar de R$ 300 bilhões em 2021. Ao todo, foram arrecadados R$ 306,31 bilhões no último ano, o que corresponde a um crescimento de 11,8% em relação a 2020, quando as receitas totalizaram R$ 274,09 bilhões. Somente em dezembro de 2021, o setor arrecadou R$ 31,07 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 21,3% em relação a novembro de 2021.

    Os seguros de danos apresentaram crescimento de 14,4% na arrecadação de prêmios no acumulado de 2021, quando comparado com 2020. Foram movimentados R$ 90,19 bilhões no último ano, face aos R$ 78,86 bilhões em 2020.

    Os seguros de pessoas foram responsáveis pela arrecadação de R$ 176,98 bilhões em 2021, o que representa alta de 12,1% em relação a 2020.

    Nos seguros de pessoas e danos, os prêmios diretos totalizaram R$ 267,17 bilhões em 2021, alta de 12,8% em relação a 2020, quando totalizaram R$ 236,77 bilhões.

    O segmento de seguros de pessoas apresentou um total de prêmios de R$ 176,98 bilhões em 2021, o que representa aumento de 12,1% em relação ao ano de 2020. O seguro de vida teve crescimento de 17,4% em relação a 2020, correspondendo a um aumento de R$ 3,48 bilhões na arrecadação de prêmios.

    Os seguros de danos apresentaram crescimento de 14,4% na arrecadação de prêmios em 2021, quando comparado ao ano de 2020. Foram movimentados R$ 90,19 bilhões no último ano, face aos R$ 78,86 bilhões movimentados em 2020.

    A arrecadação de prêmios no seguro auto atingiu R$ 38,43 bilhões no ano de 2021, valor 8,8% superior ao do mesmo período em 2020. Na comparação entre dezembro de 2021 e dezembro de 2020, houve crescimento de 16,0%, com uma arrecadação de prêmios de R$ 4,09 bilhões.

    Desconsiderando-se auto, o desempenho das demais linhas de negócio dos seguros de danos foi 18,9% superior no ano de 2021 em relação a 2020, crescimento de R$ 8,24 bilhões na arrecadação de prêmios. A linha de negócio rural foi destaque, com crescimento de 40,0%. Os seguros das linhas riscos especiais patrimoniais, responsabilidade civil (RC) e transporte também se destacaram, com crescimento acima de 20% na arrecadação de prêmios em 2021.

    VGBL: As contribuições do VGBL em 2021 superaram as de 2020 em 11,9%, totalizando R$ 126,16 bilhões. As contribuições de dezembro de 2021 ficaram 15,8% abaixo das de dezembro de 2020. Já os resgates de 2021 apresentaram aumento de 28,3% em relação ao volume resgatado em 2020, totalizando R$ 92,65 bilhões. Em 2021, as contribuições superaram os resgates em R$ 33,51 bilhões.

    Rural: A linha de negócio rural foi destaque, com crescimento de 40,0% em relação a 2020. Os prêmios acumulados em 2021 para o segmento atingiram o montante de R$ 9,64 bilhões, contra os R$ 6,88 bilhões de 2020.

    Sinistralidade: Nos seguros de pessoas, excluindo-se o VGBL, a sinistralidade atingiu o patamar de 31,5% em dezembro de 2021, após pico de 61,4% em maio. No ano de 2021, a sinistralidade dos seguros de pessoas foi de 45,8%, frente aos 34,0% observados em 2020.

    A sinistralidade do seguro de vida, individual e em grupo, atingiu o valor de 47,6% em dezembro deste ano, valor ligeiramente abaixo do observado em novembro, quando foi de 52,1%. A sinistralidade do ano de 2021 foi de 70,9%, frente aos 49,8% observados em 2020.

    Nos seguros de danos, observa-se que a sinistralidade, em dezembro de 2021, cresceu em relação à sinistralidade de novembro de 2021, totalizando 81,7% e indicando pico de sinistralidade nos últimos 2 anos. Esse aumento na sinistralidade foi impulsionado pelo seguro agrícola, que apresentou sinistralidade elevada em dezembro do último ano.

    A sinistralidade dos seguros de danos em 2021 ficou em 54,6%, frente aos 49,4% observados em 2020.

    A sinistralidade no seguro auto ficou em 74,1% em dezembro de 2021, frente aos 76,9% observados em novembro de do mesmo ano e 57,6% em dezembro de 2020. No acumulado do ano, a sinistralidade desta linha de negócio ficou em 63,0%, frente aos 54,6% observados em 2020.

    Nos produtos de previdência, observa-se crescimento nominal de 5,8% na receita em 2021, em comparação com 2020.

    PGBL: O PGBL apresentou, em 2021, crescimento nominal de 7,2% nas receitas em relação a 2020, tendo arrecadado R$ 11,62 bilhões no período. Os resgates em 2021
    cresceram 14,0% em relação a 2020, totalizando R$ 9,64 bilhões. As contribuições superaram os resgates em R$ 1,98 bilhão em 2021.

    Previdência Tradicional: Observou-se, no ano de 2021, em comparação com 2020, crescimento nominal de 1,3% nas contribuições de Previdência Tradicional. Os resgates, por sua vez, cresceram, totalizando R$ 2,09 bilhões em 2021, 16,1% acima do valor resgatado em 2020. As contribuições superaram os resgates em R$ 1,26 bilhão em 2021.

    A publicação completa está disponível no link.

  • A regulamentação ESG no mercado de seguros e os caminhos para uma agenda bem-sucedida


    Fonte: Eduardo Takahashi, Country Leader da Willis Towers Watson Brasil

    As empresas que podem avaliar melhor seus impactos e riscos ambientais, sociais e de governança estarão em uma posição melhor para tomar decisões mais inteligentes.

    A observância dos critérios de ESG (ambientais, sociais e de governança) é fundamental e urgente para todas as organizações. Eventos globais, incluindo a pandemia, incertezas econômicas e a busca constante pelas melhores práticas de inclusão e diversidade estão estimulando empresas em todo o mundo a acelerar mudanças em suas prioridades. E isso requer uma gestão de risco específica, identificação de oportunidades e ação coletiva.

    O segmento de seguros desempenha um papel influente na garantia da sustentabilidade por meio de atividades de gestão de risco, subscrição e gestão de investimentos. As companhias que atuam neste mercado mais do que nunca estão atentas às mudanças em direção a uma economia mais sustentável. Se antes as empresas com perfil mais tradicional olhavam para esse tema de forma superficial, hoje já não o fazem mais.

    Em dezembro, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) lançou uma consulta pública (nº 44/2021) de minuta de Circular que dispõe sobre requisitos de sustentabilidade a serem observados pelas seguradoras e demais entidades do setor. Segundo o documento, o objetivo da proposta é fomentar uma atuação cada vez mais resiliente e sustentável do mercado segurador.

    O normativo proposto tem seis capítulos que trazem sugestões de aplicações, e de forma enfática, alerta que os riscos de sustentabilidade podem se materializar em diversos tipos de riscos financeiros e, por isso, devem ser integrados à gestão dos riscos de subscrição, de crédito, de mercado, operacional e de liquidez.

    Um dos pontos mais interessantes trata da necessidade de as companhias implementarem uma Política de Sustentabilidade que seja compatível com seu porte, natureza e complexidade de suas operações; esteja alinhada aos objetivos estratégicos e ao seu plano de negócios. O texto lembra ainda que tal política deve ser divulgada aos colaboradores “mediante linguagem clara, acessível e em nível de detalhamento compatível com as funções que desempenham, e ao público externo, em local de fácil identificação no sítio eletrônico da supervisionada, pelo menos em versão resumida que contenha suas linhas gerais”.

    A comunicação é essencial para que uma agenda ESG seja bem-sucedida. É preciso ter uma cultura de risco que envolva todos os colaboradores e estimule a identificação, a discussão, a revisão e o aprendizado com as violações e riscos potenciais.

    Essa questão fica ainda mais evidente quando falamos dos riscos cibernéticos. A proteção de dados deve ser algo enraizado na cultura corporativa de modo que todos, do funcionário de chão de fábrica ao CEO, estejam cientes dos riscos e suas responsabilidades em evitá-los. Vazamentos podem comprometer os resultados e a credibilidade de qualquer empresa. E isso tem sido visto como um problema ESG devido a necessidade de as empresas entenderem a importância de se fazer uma boa governança de dados e pelo fator humano, que é um dos pontos mais vulneráveis da segurança cibernética.

    É necessário agir com responsabilidade e transparência em relação às questões que envolvem o capital humano. A crise colocou o “S” do ESG firmemente no centro da discussão e muitas empresas passaram a identificar seus esforços para gerenciar saúde e segurança dos empregados, abordar a diversidade e inclusão e se envolver com as comunidades. As empresas líderes perceberam que seus colaboradores são os maiores defensores e facilitadores da estratégia climática e social e, portanto, uma força-chave para a mudança.

    Acredito firmemente que o investimento sustentável baseado em um conjunto robusto de métricas ESG são a melhor direção para as organizações que se esforçam para obter um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente, o que leva a um melhor desempenho dos negócios de longo prazo e na criação de valor.

    As empresas que podem avaliar melhor seus impactos e riscos ambientais, sociais e de governança estarão em uma posição melhor para tomar decisões mais inteligentes. Não podemos prever o que acontecerá em 2022, mas os eventos dos dois últimos anos ressaltaram a importância de ter uma visão de longo prazo colocando em prática políticas e estratégias de negócios que olham além do próximo trimestre ou ano. Propósito, valores de longo prazo e sustentabilidade são hoje primordiais para o futuro das organizações.

  • Planos de saúde: setor encerra 2021 com crescimento contínuo em 12 meses


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    São Paulo, Minas Gerais e Paraná são os estados que registraram maior crescimento de beneficiários ao longo do último ano.

    O segmento de planos de saúde fechou o ano de 2021 com crescimento contínuo em seus 12 meses. É o que apontam os dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) referentes ao número de beneficiários de planos de saúde, disponíveis na Sala de Situação. Em dezembro, o setor totalizou 48.995.883 usuários em planos de assistência médica e 29.239.226 em planos odontológicos. No comparativo com os anos anteriores, a evolução tem sido sequencial desde julho de 2020.

    No caso dos planos médico-hospitalares, em um ano houve incremento de 1.508.134 beneficiários – o equivalente 3,18% de aumento em relação a dezembro de 2020. No comparativo de dezembro com novembro, o crescimento foi de 283.167 usuários. O total de beneficiários é o maior número registrado desde janeiro de 2016, quando o setor atingiu 49.191.957 beneficiários nessa segmentação. Já nos planos exclusivamente odontológicos, foi registrado aumento de 2.563.104 beneficiários em um ano – o que representa 9,61% de crescimento no período – e de 330.693 em um mês (comparativo com novembro).

    Em relação aos dados por estado, no comparativo com dezembro de 2020, o setor registrou aumento de beneficiários em planos de assistência médica em 24 unidades federativas, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná os que tiveram o maior ganho de beneficiários em números absolutos. Entre os odontológicos, 25 unidades federativas registraram aumento no comparativo anual, sendo também que São Paulo, Minas Gerais e Paraná, os estados com maior crescimento em números absolutos.

    Outro detalhe interessante foi o crescimento de beneficiários por faixa etária. Na análise anual, a faixa etária de 39 a 43 anos foi a que apresentou o crescimento mais expressivo na assistência médica (7,12%), seguido pela faixa etária de 44 a 48 anos (6,49%). Também essas duas faixas etárias tiveram maior crescimento nos planos odontológicos – 12,76% para 39 a 43 anos e 12, 62% para 44 a 48 anos.

    Panorama de 2021

    – 48.995.883 beneficiários em planos de assistência médica
    – 703 operadoras ativas de assistência médica com beneficiários
    – 29.239.226 beneficiários em planos exclusivamente odontológicos
    – 254 operadoras ativas exclusivamente odontológicas com beneficiários
    – 18.964 planos ativos de assistência médica
    – 4.576 planos ativos exclusivamente odontológicos

    São Paulo, Minas Gerais e Paraná são os estados com maior crescimento de beneficiários, no comparativo de dez.20 a dez.21 (Assist. Médica e Excl. Odontológico).
    A ANS ressalta que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras.

    As tabelas de evolução de beneficiários por tipo de contratação do plano e por UF em diferentes competências estão disponíveis no link.

  • Seguro de RC exige dos corretores conhecimento jurídico


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Venda consultiva e expansão da carteira de Responsabilidade Civil dependem de qualificação da categoria civil.

    O setor de seguros acumulou, em 2021, R$ 275,3 bilhões em arrecadação até novembro (sem saúde e DPVAT), representando um aumento de 13,3% em relação ao mesmo período em 2020. Desse montante, os produtos de danos e responsabilidades acumularam R$ 80,9 bilhões, um avanço de 13,9%, o que demonstra que as pessoas passaram a contratar mais seguros de Responsabilidade Civil, buscando garantias face aos múltiplos riscos e interesses envolvidos.

    De acordo com o advogado especialista em seguros, Dr. Robson Silveira, os produtos de Responsabilidade Civil apresentam especificidades de natureza técnica e jurídica que os diferenciam dos demais seguros da área de danos. “As particularidades jurídicas precisam ser conhecidas pelos profissionais que trabalham com seguro de Responsabilidade Civil, pois abrangem diversas situações de riscos e atividades regidas por normas legais e aspectos técnicos que permeiam esse segmento. As leis formam a base dos diversos tipos de contratos de seguros de Responsabilidade Civil, em todos os seus ramos, sub-ramos e modalidades”, afirma.

    A concepção e o alcance dos seguros de responsabilidade civil têm se alargado de forma significativa, pois se tratam de contratos de seguros com a função de proteger o patrimônio do segurado a partir da obrigação legal que ele passa a ter de indenizar quem sofreu danos ou perdas por ele causados, seja por pessoas ou coisa sob sua responsabilidade. “Não há como fazer uma venda consultiva sem conhecer minimamente o instituto da responsabilidade civil e as modalidades de seguro disponíveis no mercado”, aponta o advogado.

    Sabendo da importância do conhecimento jurídico para que o corretor de seguros possa atuar nas oportunidades que existem no segmento de seguros de Responsabilidade Civil, e até mesmo se proteger, já que o corretor de seguros poderá ser responsabilizado na hipótese de não orientar e não aconselhar o cliente de forma correta, deixando de contratar produtos que atendam ao seu interesse e às suas necessidades de proteção, em 2019 fundou o Instituto de Direito de Seguros Robson Silveira (IDSRS), ampliando a qualificação técnica e jurídica da categoria, que cada vez mais precisa ter conhecimento para se manter competitiva no mercado de seguros, que vem passando por inúmeras transformações.

    A agenda de 2022 é aberta com o curso de Seguros de Responsabilidade Civil, que tem início em 22 de março, de modo 100% online e aulas ao vivo, para que os corretores possam impulsionar os seus negócios nesse segmento tão importante do mercado. “O curso se propõe a fazer o aprofundamento técnico e jurídico necessários, difundindo as normas e o entendimento doutrinário e jurisprudencial norteador do direito civil contemporâneo, para o aprimoramento do trabalho dos corretores de seguros. Nosso objetivo é que tenham um patamar mínimo de conhecimento e estejam efetivamente preparados para explorar este segmento de destaque no mercado de seguros, o qual conta com um volume de prêmios considerável, equivalente a R$ 3,2 bilhões nos últimos 12 meses”, justifica o especialista.

  • Seguro prestamista é porta de entrada para a educação financeira


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Mais do que quitar o pagamento de parcelas de uma dívida, esse tipo de proteção se apresenta como um dos primeiros passos rumo à compreensão sobre o que é planejamento financeiro.

    Um dos maiores medos das pessoas é o de não conseguirem honrar o pagamento das parcelas de suas compras. A preocupação procede. Recente pesquisa da Serasa apontou que 75% das famílias brasileiras estão endividadas e boa parte dos indivíduos está inadimplente.

    O fantasma da inflação e do desemprego, ambos na casa dos dois dígitos, faz como que tal temor tenda a crescer também ao longo de 2022, que especialistas apontam que será tão ou mais desafiador que os dois anos que o antecederam. O que poucos sabem é que existe um seguro que cobre o pagamento das parcelas de dívidas contraídas, como as que são feitas nas compras em lojas de departamento, por exemplo, sejam fisicamente ou pelo comércio eletrônico. Chama-se seguro prestamista, que é um aliado da a educação financeira segundo o diretor executivo de Parcerias da Zurich no Brasil, Luis Reis.

    Ele explica: “Mais do apresentar-se como opção de proteção, o seguro prestamista tem um papel social, pois permite que compromissos financeiros sejam honrados, evitando o inadimplemento, nos casos de imprevistos incontornáveis. Ele é a porta de entrada para a rede de proteção da sociedade já que, além de ajudar na educação financeira, permite um consumo consciente do ponto de vista da gestão das finanças pessoais”.

    “Quando combinado com outros tipos de seguros, o prestamista acaba por colaborar para a tranquilidade que os indivíduos previdentes conhecem de perto, já que estes se planejam, contanto com os imprevistos a que todos nós estamos sujeitos”, conclui.

    Planejamento, controle e consciência

    Pessoas endividadas têm problemas que vão além da falta de crédito. Somados a estes, elas também apresentam manifestações de cunho psicológico, como distúrbios do sono e ansiedade, por exemplo, que acabam por impactar na vida pessoal e profissional.

    Os motivos que levaram a atestarmos que 7 em cada 10 famílias brasileira estão endividadas, de acordo com a pesquisa citada acima, são reflexo do cenário macroeconômico causado, em grande parte, pela pandemia.

    O índice de desemprego no 3º trimestre teve um recuo e comparação aos três meses anteriores, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas ainda que a redução tenha sido de 1,6 ponto percentual (a taxa foi de 12,6%), há no país mais de 13,5 milhões de pessoas desempregadas. A inflação também atingiu o patamar de dois dígitos, elevando a taxa Selic, o que, no caso de inadimplência, pode levar os endividados a um cenário de total capacidade de honrar compromissos antes assumidos, uma realidade conhecida por muitos que já viveram em uma economia em recessão.

    “Em momentos incertos, mas também nos de maior estabilidade, a educação financeira tem papel de fundamental importância, já que pressupõe controle pessoal das finanças e planejamento das despesas futuras mediante a receita de que as pessoas dispõem. Os seguros têm, também nesse cenário, um papel relevante, pois funcionam como um colchão, uma rede de proteção que as ajuda a lidarem, de uma forma menos traumática, caso se depararem com uma situação inusitada”, ensina Reis.

  • Como o seguro de vida pode colaborar no tratamento do câncer


    Fonte: N.F. - Revista Apólice

    Com coberturas específicas em caso de diagnóstico da doença, o produto contribui evitando gastos inesperados com o tratamento e traz segurança para o cliente.

    O dia 4 de fevereiro marca o Dia Mundial de Luta contra o Câncer. Estudos da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, comandada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), estimam que 21,9 milhões de pessoas receberão o diagnóstico da doença até 2025, representando um aumento de 13,4% em relação às expectativas de 2015 a 2020.

    Os exames de rotina são essenciais para descobrir a doença em fases iniciais. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, até 50% dos tumores podem ser prevenidos e evitados com o acompanhamento médico constante. Para quem recebe esse tipo de diagnóstico, ter o apoio da família é fundamental para lidar com a situação. Além disso, é muito importante ter um amparo financeiro para lidar com gastos extras que não estavam previstos no orçamento.

    “Ter as finanças em dia é essencial para lidar com as adversidades, mas muitas vezes só isso não é suficiente quando se é surpreendido com uma doença. Contar com uma solução focada em ser um apoio em momentos de dificuldades pode remover a preocupação financeira e propor ao paciente a possibilidade de focar 100% em sua saúde”, explica Carlos Eduardo Gondim, diretor de Vida e Previdência da Porto Seguro.

    Segundo o executivo, uma das soluções disponíveis no mercado que pode garantir esse amparo é o seguro de vida. O produto oferece coberturas específicas para doenças graves, incluindo o câncer. Contratado a partir de parcelas de valores pequenos, o produto concede uma indenização em vida para que os segurados realizem o tratamento ou utilizem o dinheiro como acharem melhor nesse período. Com isso, os clientes conseguem manter o equilíbrio do orçamento familiar enquanto cuidam da saúde. “É uma maneira de proteger a si mesmo e a toda a família da perda financeira, que chega a ser muito maior que o custo de um seguro de vida”, afirma Gondim.

    O seguro de vida pode ser contratado com um corretor, profissional apto a esclarecer todas as dúvidas do consumidor, levantar as necessidades especificas de cada cliente e ajudá-lo na escolha do seguro de vida mais indicado para o seu perfil. Também existem opções que já podem ser contratadas diretamente online. Informações e detalhes sobre os seguros de vida da Porto Seguro podem ser conferidos no site da companhia.


  • Oportunidades são para os corretores de seguros que estiverem preparados


    Fonte: Robson Luiz Schiestl Silveira, sócio do escritório Robson Silveira Advogados

    O mercado de seguros caminha em direção a uma nova classe de corretores, que oferecerá serviços mais completos, incluindo consulta e assistência.

    Entendemos que o mercado de seguros vem passando por uma intensa transformação normativa, fato que, aliado às mudanças que vão surgir com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com as mudanças nas regras de previdência e com a chegada do “Open Insurance”, exigirá maior qualificação dos profissionais corretores de seguros.

    Em razão disso, criamos um Instituto de Direito de Seguros focado no corretor de seguros, que nasce com a principal missão de se transformar em uma importante ferramenta para a capacitação dos corretores de seguros nesta área do conhecimento que é de fundamental importância e que ainda tem pouca reflexão no campo jurídico, bem como, nos meios técnicos e acadêmicos.

    Temos um mercado segurador muito importante, mas a qualificação técnica ainda é baixa e esta situação cada vez mais tem acarretado a responsabilização dos corretores de seguros, além de impactar na prospecção de negócios, pois em muitos ramos o mercado passou a exigir uma assessoria mais específica, que requer níveis de conhecimento e profissionalização mais elevados, pois muitas modalidades possuem regras contratuais (e jurídicas) bastante complexas.

    Tenho dito ao longo dos últimos anos que o corretor de seguros precisa assumir um papel de consultor de seguros, caso contrário cederá espaço para os outros canais de comercialização e distribuição de seguros, incluindo as contratações on-line. E, para que possa assumir este papel precisa ter um patamar mínimo de conhecimento dos conteúdos de natureza jurídica da sua atividade, pois o contrato de seguros é, inicialmente, um negócio jurídico.

    No curso “Aspectos Polêmicos de Direito de Seguros”, primeiro a ser disponibilizado ao mercado, fazemos uma abordagem teórica e prática dos principais temas relacionados aos contratos de seguros, e que têm um impacto significativo no dia a dia dos corretores de seguros, com análise de jurisprudência a respeito de inúmeras questões que não estão consolidadas nos tribunais.

    O corretor de seguros precisa estar preparado para esta nova realidade do mercado segurador brasileiro, é um caminho sem volta. Ou o corretor de seguros se profissionaliza, incluindo a busca contínua por capacitação, ou perderá espaço e estará exposto a riscos, pois a tendência do entendimento jurisprudencial é de reforço da responsabilidade profissional do corretor de seguros, pois pressupõe que ele tenha o domínio da atividade a que se dedica e isso envolve o dever de aconselhar e de orientar o cliente sobre a melhor solução para a proteção dos riscos a que está exposto, o que só é possível fazer com estudo e capacitação.

    O mercado de seguros caminha em direção a uma nova classe de corretores de seguros, que oferecerá serviços muito mais completos, incluindo serviços de consulta e assistência, desde os seguros mais simples, aos mais complexos, incluindo riscos cibernéticos, danos ambientais, danos derivados da Internet, responsabilidade civil etc., razão pela qual o direito de seguros está intimamente relacionado à esfera de atuação e de conhecimento do corretor de seguros, embora, a “prima facie” aparente ser uma questão relacionada apenas às carreiras jurídicas, o que, efetivamente, não é verdade.

    Por isso, o direito de seguros é fundamental para o corretor de seguros, para que o mesmo possa atuar no correto assessoramento na contratação de seguros.