NOTÍCIAS

  • Conheça as diferenças entre seguro aluguel, fiador e caução


    Fonte: Revista Apólice

    Na hora de alugar um imóvel, é importante esclarecer as principais dúvidas sobre as opções disponíveis de garantias locatícias para não haver prejuízos.

    Para quem está procurando ou anunciando um imóvel para alugar, é comum ficar em dúvida na hora de escolher a melhor opção de garantia que vai assegurar o cumprimento do contrato. O seguro aluguel, o fiador e a caução são as principais formas de garantia disponíveis que possibilitam o pagamento do aluguel ao proprietário do imóvel e a tranquilidade para o inquilino na hora de alugar. Para esclarecer as dúvidas a respeito desse tema, Marcos Silva, diretor comercial da sucursal Rio de Janeiro da Porto Seguro, explica as diferenças entre as três opções de garantias locatícias.

    Fiador

    É a pessoa que está disposta a pagar pelo aluguel em caso de uma emergência. Não é exigido grau de parentesco, mas o fiador deve comprovar renda e possuir um imóvel em seu nome e na mesma cidade onde o inquilino deseja alugar.

    Devido à dificuldade de encontrar uma pessoa para ser fiadora e pelo fato de haver necessidade de análise e aprovação da documentação do fiador, esse processo costuma ser um pouco mais lento do que os outros. Além disso, neste caso, em situações de inadimplência, o pagamento é realizado somente após um processo judicial, no qual o proprietário precisa fazer uma notificação sobre a falta de pagamento para poder receber os valores em atraso.

    Caução

    Nesta opção o inquilino deve realizar um pagamento adiantado na hora de alugar o imóvel, o valor combinado pode ser equivalente a até três meses de aluguel e deve estar previsto em contrato. Ao término do contrato, caso não haja danos no imóvel e nenhuma necessidade de reparos, o valor pago para a garantia é devolvido ao inquilino.

    Seguro Aluguel

    O seguro aluguel substitui a figura do fiador e transfere a responsabilidade do pagamento do aluguel para a seguradora, em caso de inadimplência. O processo é mais ágil e desburocratizado e não há necessidade de comprovação de renda e envio de documentação. Além disso, o segurado conta com uma série de coberturas adicionais que ampliam as garantias para inquilino, proprietário e imobiliária.

    Garantia de Aluguel (nota da redação)

    Este é um produto de capitalização contratado pelo locatário tendo como beneficiário o locador do imóvel, para ser acionado em caso de inadimplência. Além o valor de face do título de capitalização, ele oferece sorteio de prêmios em dinheiro. Os produtos desta linha já oferecem serviços de assistência 24h para o imóvel.

  • Curso para formação de Corretores de Vida e Previdência em todo o País


    Fonte: Escola Nacional de Seguros

    Para comercializar Seguros de Vida e Planos de Previdência Complementar, o corretor de seguros deve estar tecnicamente preparado com conhecimentos específicos sobre esses dois segmentos. Somente assim saberá oferecer o melhor atendimento aos seus segurados, aconselhando-os com as coberturas mais adequadas.

    A formação do corretor de seguros é atribuição da Escola Nacional de Seguros (ENS), que, no momento, oferece vagas para o Curso para Habilitação de Corretores de Seguros na modalidade Vida e Previdência. Vale lembrar que a formação completa exige conhecimentos também nas áreas de Capitalização e Demais Ramos do Seguro.

    As aulas têm início marcado entre 20 e 30 de maio, dependendo de onde o aluno for estudar. Anápolis (GO), Araguaína (TO), Cascavel (PR), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Mogi das Cruzes (SP), Salvador (BA), Teresina (PI) e Uberlândia (MG) são algumas dentre as 34 localidades que receberão o curso.

    O programa tem duração de 96 horas/aula e tem como pré-requisito o curso de Capitalização. Informações como investimento e conteúdo programático podem ser obtidas no endereço sercorretor.com.br.

    As matrículas devem ser efetuadas diretamente nas secretarias das Unidades da Escola, os endereços estão disponíveis no site ens.edu.br.

  • Mercado incentiva atuação dos corretores de planos de saúde


    Fonte: Revista Apólice

    Em momento oportuno, corretoras de benefícios e operadoras de saúde apostam na formação profissional de corretores e interessados em iniciar no ramo.

    O corretor de planos de saúde é o profissional habilitado, que possui entre suas atribuições, a função de intermediar a contratação dos planos de saúde e odontológicos. Comprometido em prestar uma consultoria completa de custo-benefício, oferece para o cliente um serviço de qualidade, atendendo às suas necessidades e expectativas, além de aconselhar e dar suporte técnico após a concretização da venda.

    “A forma de atuação é variada podendo ser exercida em regime CLT ou de forma autônoma através de RPA ou CNPJ, sendo este último o modelo mais comum, em virtude da remuneração ser mais atraente. Portanto, os corretores de planos de saúde, em sua grande maioria, não cumprem horário nem estão obrigados a manter fidelidade a uma única plataforma de vendas”, relata Rosa Antunes, presidente da Acoplan e diretora da Viacorp Corretora de Seguros. Segundo ela, é bastante comum, inclusive, corretores que desempenham essa função paralelamente a outra atividade, como forma de ganhar um dinheiro extra no fim do mês. “Mas há também aqueles especialistas, que se dedicam exclusivamente à corretagem de planos de saúde”, diz.

    É o corretor quem vai até o cliente, conversa sobre as necessidades e apresenta as opções de planos de saúde mais adequadas. “O corretor também auxilia o cliente no preenchimento das propostas físicas ou online e os leva ou transmite para a corretora, como a empresa faz, por exemplo. A corretora realiza uma revisão do contrato para posterior implantação na operadora. Assim que o contrato é cadastrado, é gerado um boleto diretamente para o cliente, que ao pagar, faz com que a operadora identifique a plataforma e proceda o devido repasse para o corretor, que recebe seu comissionamento”, conta a especialista.

    Esse mercado pode ser muito promissor para o corretor. A remuneração é por comissionamento com base na produtividade. De acordo com Rosa, cada operadora paga um comissionamento diferente, com base nos seus custos comerciais e, dependendo da necessidade de cada uma em volume de vendas, quanto maior a comissão, mais será atrativa e despertará o interesse do corretor em promover aquele determinado plano de saúde. “Os ganhos podem variar dependendo também do tempo de carreira do profissional. Corretor iniciante consegue ganhar em torno de R$ 2.500,00 podendo faturar até R$ 50.000,00 em virtude da experiência e do volume da carteira”, afirma.

    Para a presidente da Rosa, as vantagens de atuar como corretor de planos de saúde é que o profissional é o seu próprio chefe, possuindo horários flexíveis e trabalhando de forma independente; tem rotina desafiadora, devendo usar sua persuasão, carisma e organização para prospectar seus clientes, pois dele depende o sucesso do negócio; e é financeiramente gratificante, podendo obter uma sólida carreira no setor.

    “Com os períodos de crise, grande parte da população deixou de ter planos de saúde, mas agora o mercado está aquecido. A tendência é voltar crescer e os usuários que deixaram de ter comprar novamente. Criatividade às operadoras de planos de saúde não está faltando, há duas delas com produtos ambulatoriais que irão competir diretamente com as clínicas populares. Os corretores que já atuam no setor devem investir em mais treinamentos na saúde e ampliar o leque de produtos, como o odontológico e o seguro de vida, para esse novo momento, pois exige mão de obra mais qualificada. A tecnologia é nossa aliada e trará mais benefícios para o setor”, finaliza.

  • A importância do planejamento em uma corretora de seguros


    Fonte: Revista Apólice

    Executivo fala sobre etapas que precisam ser planejadas e executadas dentro de uma seguradora, servindo como plano de ação para quem quer dar um passo e iniciar um ciclo como empresário.

    Com objetivo de auxiliar os corretores de seguros que desejam se tornar pessoa jurídica, o CEO do Grupo Pentagonal Seguros, Bernard Biolcini, relacionou uma série de etapas que precisam ser planejadas e executadas em uma corretora de seguros.

    ”Atualmente, empreender no Brasil não é uma tarefa fácil. Dar continuidade a essa finalidade requer não só investimento financeiro, é preciso ter muita atenção em cada tomada de decisão para não haver equívocos. Quando mencionamos o setor de seguros em ramos a serem comercializados e a quantidade de seguradoras disponíveis na gestão de atendimento ao corretor, temos que ter em mente toda amplitude do relacionamento com os seus executivos”; explicou.

    Balanço anual

    A retrospectiva do ano anterior pode auxiliar não só ao equilibrar as contas, mas a avaliar os acertos e os erros durante a caminhada profissional, para que os mesmos não se repitam. Verifique todas as ações postas em prática no último ano e faça um comparativo entre o crescimento dos números, da composição da carteira de segurados e da entrada de novos clientes.

    Plano de Metas

    Traçar metas não se resume em inserir uma relação de ações a serem concluídas somente no papel. Tenha em mente que para a sua empresa crescer de tamanho, é preciso planejar e executar os objetivos a serem realizados.

    Gestão Financeira

    O planejamento, a análise e o controle das atividades financeiras da empresa são fundamentais, pois determinam onde e como a receita é aplicada para equilibrar as finanças. É preciso priorizar esse quesito, porque muitas vezes a corretora desenvolve a comercialização de apólices, adquire novos clientes, foca no comercial e esquece que sem caixa, não há o que produzir ou vender.

    Gestão de Pessoas

    As atividades de umas empresas e todas suas composições iniciam na atuação dos seus colaboradores. Em uma corretora de seguros não seria diferente. Quando falamos em gestão de pessoas, envolvemos todos que fazem parte da empresa, desde o gestor aos seus funcionários. Manter a equipe alinhada quanto ao objetivo que precisa alcançar, é essencial para que a produção do trabalho tenha sucesso. Portanto, é necessário investir em qualificação e satisfação no trabalho.

    Gestão Comercial

    A área comercial é a mola propulsora do funcionamento de uma corretora de seguros. Para sobreviver, é preciso comercializar apólices e planejar uma meta em relação ao fechamento dos contratos. Ao conduzir todo processo de vendas numa corretora de seguros, é preciso ampliar o relacionamento nas seguradoras e alinhar toda equipe que atua no comercial. Fazer o acompanhamento do plano de vendas e atuar para que o mesmo seja executado requer dedicação e persistência de todos os envolvidos.

    Tecnologia

    No setor de seguros, a tecnologia está presente em todos os debates. Com a finalidade de facilitar o expediente a corretora de seguros, investir em sistemas que organize os dados dos processos de gestão de vendas, administrativo, financeiro, dentre outros, é primordial como ferramenta facilitadora, proporcionando perspicácia em todas as etapas de conclusão do trabalho em cada setor. Buscar informações com um profissional pode ajudar na escolha de qual estratégia aplicar.

    Fidelização da carteira de clientes

    Um dos grandes desafios de uma corretora de seguros atualmente é fidelizar seus segurados. As seguradoras oferecem seguros em diversos ramos e com preços onde nem sempre são satisfatórios em alguns casos. Implantar um setor que cuide das renovações e trabalhar para a criar um pós-vendas eficaz, auxilia na hora de fazer com que o cliente perceba a importância da sua empresa prestar a consultoria em seguros para seu benefício e da sua organização, quando os mesmos são empresários.

    Investimento em estratégias de Marketing

    A criação de um conteúdo relevante voltado para o público alvo no qual a corretora quer atingir, pode auxiliar na comunicação com os clientes. Ferramentas de marketing digital quando são eficazes, pode fazer toda diferença no suporte ao departamento comercial da corretora. Verifique todas as possibilidades dentro do marketing que possa agregar para o seu negócio e nunca hesite em investir, independente de qual estratégia escolheu.

  • Valor do seguro dos carros mais vendidos do Brasil no mês de abril


    Fonte: Revista Apólice

    A Minuto Seguros realizou um estudo com base na lista divulgada pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) com os carros mais vendidos no Brasil em março. O Onix, da Chevrolet, continua na liderança e teve o seu melhor mês de vendas em 2019: 19.619 unidades. O HB20, que já se consolida na segunda posição, teve 10.386 unidades comercializadas, cerca de 15% a mais que o mês de março. Desde janeiro as vendas do hatch da Hyundai vêm crescendo: de 7.249 em janeiro, saltou para 8.055 em fevereiro e atingiu 9.051 unidades em março. O KA, terceiro carro mais vendido do mês e do ano, teve um crescimento nas vendas: saiu 8.341 e foi para 8.772 em abril. Só que, mesmo com um bom mês de vendas, os dois veículos não ultrapassaram a quantidade de comercialização do Onix: 19.619 do hatch da Chevrolet contra 19.158 dos dois veículos.

    Em abril, o preço médio do seguro do Onix, entre as cinco capitais cotadas, foi de R$1.922 para o público masculino. A queda, em comparação ao mês de março, é de cerca de 5%, quando o valor estava R$2.017. A queda do preço no seguro para o Onix se dá, principalmente, pela queda do preço do modelo na capital paulista, já que em abril, o valor médio é de R$1.118, o menor entre as cinco capitais cotadas. Além disso, esse valor em São Paulo foi o menor do ano. Em comparação ao último mês, por exemplo, a queda foi de 36%, bem agressiva, já que a média de variação de valores chegava, no máximo, a 5%, para mais ou para menos.

    Sobre o perfil feminino para os preços do seguro do Onix, elas se mantêm pagando menos do que os homens: R$1.577, valor médio das cinco capitais cotadas e, também, o menor do ano. O valor é R$345 mais barato do que o valor médio pago pelos homens, na média. Para as mulheres, o valor da capital paulista também foi o menor entre as cinco capitais cotadas.

    O Kwid, da Renault, teve um excelente mês de vendas e por menos de 1.500 unidades não passou o Ford KA e entrou no TOP3 dos mais vendidos do mês. O mini SUV ficou na quarta posição com a venda de 7.319 unidades. Outro ponto positivo para o Kwid foi em relação ao preço médio do seguro, que ficou em R$1.800 nas cinco capitais cotadas. O público feminino teve uma média de valor mais baixa, de R$1.657.

    O Ford KA, terceiro carro mais vendido do Brasil, teve aumento nas vendas, mas ainda assim, não foi suficiente para alcançar o HB20: foram 431 carros a mais, o que totaliza 5%. Além disso, a Ford pode comemorar pois, pela primeira vez, o Ford Ka Sedan entrou na lista dos mais vendidos do país, ficando na nona posição, com 5.610 unidades, superando, inclusive, o Novo Polo, que ficou em décimo com 5.073 carros comercializados.

    A Ford viu outra boa notícia que pode impactar positivamente as suas vendas para o próximo mês. O preço médio do seguro do KA para os homens foi de R$1.826, mais baixo que os R$1.899 de março. Já para as mulheres, outra queda significativa: para as mulheres de R$1.711 para R$1.502, algo em torno de 12%. Além disso, os moradores da capital paulista podem pagar no seguro do KA, valores abaixo de mil reais. Para os homens, com perfil médio de 35 anos, o valor ficou R$742,96, já para as mulheres, com o mesmo perfil, o preço ficou em R$735. É a primeira vez que um carro que está no TOP3 ficou com valor médio abaixo dos mil reais.

    O preço do seguro médio do Ford KA, por mais um mês, foi o mais barato entre os três modelos mais vendidos do Brasil: R$1.522 para mulheres e R$1.826 para homens. O segundo lugar permanece com o Onix, com R$1.577 para as mulheres e R$1.922 para homens.

    Análise do preço do seguro dos mais vendidos

    A somatória dos 10 carros mais vendidos do Brasil continua apontando crescimento: em janeiro foram 70.889 comercializações; em fevereiro 71.694; em março, o número bateu 76.039 unidades; e em abril, 83.238. Em comparação com janeiro, por exemplo, a venda dos dez modelos mais comercializados do Brasil cresceu 17%. O preço do seguro médio desses 10 veículos ficou no valor de R$2.155 para os homens e de R$1.756 para as mulheres. Para ambos os sexos houve redução nos valores, 19% para as mulheres e 13% para os homens. O seguro, no mês de abril, ficou mais baixo em diversos sentidos e para diversos modelos de carros.

    Quem paga menos pelo seguro?

    Dentro destes perfis mencionados pela pesquisa da Minuto Seguros, o preço do seguro para o Kwid é o que apresenta a menor diferença entre as capitais cotadas para homens. O valor mais alto está no Rio de Janeiro com R$2.241 e o menor em São Paulo, por R$1.506, uma distância de R$735. No contraponto de diferença de valores, ainda citando o público masculino, o Renegade é que o que tem a maior diferença entre estados: R$2.914. A mais alta também no Rio de Janeiro, com R$4.113, e a menor em São Paulo, com R$1.119. Para os homens, a capital paulista é a cidade com seguro mais barato para nove dos dez veículos. Nos seguros com valores mais altos, o Rio de Janeiro é a cidade que detém os maiores preços: também nove dos dez modelos. O preço médio do seguro para homens, em São Paulo, cidade com menor custo, para os 10 carros mais vendidos é de R$1.293. Já no Rio de Janeiro, o preço médio foi de R$2.822.

    No perfil feminino, o Kwid também foi o que apresentou a menor diferença entre as capitais cotadas, com uma diferença de R$700, do valor mais alto, que está no Rio de Janeiro, com R$1.968, para o mais baixo, que está em São Paulo, com R$1.268. Falando agora sobre a distância de valores mais alta, o Renegade ficou com a maior: R$2.109. A maior no Rio de Janeiro, com R$3.248 e a menor, também em São Paulo, com R$1.139. No âmbito do público feminino, São Paulo foi a cidade com o seguro mais barato para todos os modelos. Já os valores maiores estão concentrados no Rio de Janeiro, também, com todos os carros por lá. O preço médio do seguro em São Paulo, para as mulheres, ficou com R$1.150 e no Rio de Janeiro, R$2.241.

    Para realizar o estudo, a Minuto Seguros considerou como perfil um condutor homem e uma condutora mulher, de 35 anos, ambos casados. Foram avaliados os preços dos seguros em cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Teresina e Palmas).

  • Embriaguez ao volante, um prejuízo para toda sociedade


    Fonte: Revista Apólice

    Nos contratos de seguros, a embriaguez ao volante constitui o chamado agravamento de risco. A conduta aumenta probabilidade de ocorrência do sinistro e da severidade do dano decorrente.

    O motorista que conduz veículo automotor sob o efeito de bebida alcoólica pratica um ato ilícito e reconhecidamente perigoso. Nos contratos de seguros, a embriaguez ao volante constitui o chamado agravamento de risco. A conduta aumenta de forma considerável a probabilidade de ocorrência do sinistro e da severidade do dano decorrente. Portanto, é passível de exclusão da cobertura securitária, conforme o Artigo 768 do Código Civil. Esse tem sido um tema recorrente na justiça, nos processos em que se discute a responsabilidade pelo pagamento de indenizações envolvendo acidentes de trânsito.

    Mesmo que não exista intenção de agravar o risco por parte do segurado, a embriaguez ao volante torna o risco previsível. Quando o próprio contrato dispõe que tal comportamento importa na exclusão da cobertura, a conduta é violação manifesta ao princípio da boa-fé. Sob esse aspecto, causa perplexidade a decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça em Novembro de 2018, no julgamento do Recurso Especial 1.738.247, sob relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

    A Terceira Turma do STJ decidiu pela “ineficácia para terceiros” (garantia de responsabilidade civil) da cláusula de exclusão da cobertura securitária na hipótese de o acidente de trânsito advir da embriaguez do segurado ou de quem este confiou a direção do veículo. Segundo o relator, “solução contrária puniria não quem concorreu para a ocorrência do dano, mas as vítimas do sinistro, as quais não contribuíram para o agravamento do risco”. Com esse entendimento, o STJ manteve o pagamento de indenização a terceiro que teve o caminhão atingido pelo veículo do segurado, conduzido por motorista alcoolizado.

    O acórdão da Corte vai na direção contrária da decisão tomada no âmbito do Recurso Especial 1.485.717/SP, do mesmo relator. Ela também se opõe ao que foi decidido no processo em que se discutia apólice de responsabilidade civil de terceiros, no Resp 1.441.620, de relatoria da Ministra Nancy Andrighi, que abordou a questão sob a ótica da função social do contrato e do impacto que o tema carrega.

    O contrato de seguro tem função de socialização dos riscos e, como todo contrato, é pautado pela boa-fé que deve ser inerente aos contratantes. Esse é um dever amplamente discutido e demonstrado pelos ministros nos acórdãos mencionados. O mutualismo, outro princípio inerente ao contrato de seguro, tira a análise de tal modalidade contratual do âmbito eminentemente privado. Na ocorrência de sinistro, o impacto financeiro não é somente das seguradoras, mas sim de toda a massa de segurados que de forma desproporcional arcam com o pagamento do dano.

    A embriaguez na direção de veículos automotores vem sendo reprimida pelo Estado através da criminalização da conduta e pelo apelo público da imprensa, que demonstra o perigo e letalidade de tal imprudência. Estudos científicos comprovam que o motorista, quando embriagado ou drogado, tem reduzidos o discernimento e os reflexos imprescindíveis para a direção de veículos.

    O segurado (pessoalmente ou através de preposto), ao dirigir o veículo embriagado, assume o risco de causar o sinistro (dolo eventual), deliberadamente aumenta o risco da seguradora e, por via reflexa, da massa de segurados. A ação de dirigir o veículo sob o efeito de álcool não foi calculada pela seguradora e, portanto, não incluída no valor do prêmio pago. A embriaguez ao volante ofende a mutualidade do contrato de seguro, a boa-fé objetiva, o princípio da confiança no trânsito, é infração administrativa e crime tipificado pelo Artigo 306 da Lei 9.503/97.

    É crime de perigo abstrato e de mera conduta, que se caracteriza pelo simples fato de o agente conduzir veículo automotor em estado de embriaguez, independentemente do resultado. Ou seja, a tipificação penal visa à garantia da paz social.

    O resultado pode ser visto nos atendimentos do SUS, no pagamento do seguro DPVAT, nos custos da segurança pública e no próprio Judiciário, que é instado a se manifestar ora em uma visão superficial de interpretação contratual, ora como poder responsável pela pacificação social. O Judiciário deveria se posicionar vedando o “prêmio” ao segurado imprudente que causa tamanho impacto a toda a sociedade.

    Como observado pela ministra Nancy Andrighi no Resp 1.441.620: “O argumento de que a ineficácia de tal exclusão de cobertura advém da função social do seguro de responsabilidade civil, uma vez que se privilegia a vítima e não o causador do dano, não é de todo sustentável, na medida em que a vítima recebe da seguradora. Mas, com isso, o causador do dano se abstém de pagar, ainda que no limite da cobertura da apólice. As consequências disso são, portanto, a facilitação de conduta danosa intencional – destacando-se aqui que a conduta de vitimar alguém em acidente de trânsito em caso de embriaguez do segurado pode não ser considerada dolosa, vez que não há intenção de matar, mas que dirigir em situação de embriaguez, sim”.

    Com esse artigo, procura chamar a atenção para a incongruência entre as ações do poder público no tocante ao perigo e às consequências desastrosas da embriaguez no trânsito e para as decisões contraditórias do Poder Judiciário acerca da cláusula de exclusão contratual em razão da embriaguez, seja nas apólices de seguro de automóvel seja nas de responsabilidade civil.

  • Qual deve ser a real missão do corretor de seguros?


    Fonte: Salvador Franco - Visafran

    Um profissional moderno e atualizado, que tem por missão não apenas vender ou oferecer um produto de seguro, mas disponibilizar a mais completa assessoria de proteção ao seu cliente.

    Há alguns anos atrás, o canivete era a ferramenta mais eficaz que poderíamos ter nos momentos de emergência. Embora tenha muitas funções e esteja disponível para ser usado nas mais diversas situações, muitas vezes, não aproveitávamos todos seus recursos, seja por desconhecê-los ou mesmo por displicência.

    Salvador Franco

    Hoje, talvez, a imagem que podemos ter de algo muito importante é o celular: podemos utilizá-lo para ligar e falar, consultar algum assunto na internet, receber mensagens, trocar e-mails, fotografar, agendar compromissos, usá-lo como despertador, ouvir música, assistir filmes e muitas outras funções que teremos de descobrir.

    Tendo em isso em mente, podemos usar esse paralelo para pensar o corretor. O profissional moderno e atualizado tem por missão não apenas vender ou oferecer um produto de seguro, mas disponibilizar a mais completa assessoria de proteção ao seu cliente, visando a minimização dos seus riscos quer seja empresarial, pessoal, profissional ou de responsabilidade. Esta missão exige maiores e melhores conhecimentos dos corretores, dos métodos de proteção para cada segmento que se deseja atender.

    Alguns corretores têm desenvolvido trabalhos em nichos específicos para atender aos profissionais liberais, como médicos, dentistas, advogados, cartorários etc. O objetivo é protegê-los de eventuais falhas profissionais ou ainda dar a proteção adequada à sua família nos casos de falecimento ou impossibilidade de continuar a exercer suas tarefas com consequência da perda de renda.

    Para as pequenas e médias empresas, também deve ser desenvolvido o conhecimento das suas necessidades operacionais e seus riscos, sejam eles patrimoniais, na área de responsabilidade civil de suas operações, empregador, produto ou ainda na proteção e garantia de seus colaboradores.

    Como nos exemplos citados acima: tanto do canivete suíço quanto do celular, o corretor de seguros se tornou multifacetado sabendo a importância de investir e desenvolver junto com o mercado segurador produtos e garantias a fim de minimizar os eventuais prejuízos possíveis. A busca deve ser constante e incessante.

  • Generali anuncia parceria com Lojas Americanas


    Fonte: Revista Apólice

    Empresa terá exclusividade de cinco anos para distribuir seguros de smartphones nos pontos de vendas da rede varejista.

    A Generali terá exclusividade de cinco anos para distribuir seguros de smartphones nos pontos de vendas das Lojas Americanas. A parceria se dá em duas modalidades: a primeira é o seguro de Roubo ou Furto Qualificado com cobertura de quebra acidental para smartphones e tablets adquiridos na rede. Há também a opção do seguro para quem possui aparelhos com até 12 meses de uso (comprovado via nota fiscal da compra).

    As Lojas operam em dois formatos: tradicional e express, além do modelo de conveniência, em desenvolvimento. A rede varejista também conta com a plataforma de serviços +AQUI, que oferece cartão de crédito e de conteúdo, empréstimo pessoal, vales presentes e seguros. “Esse é mais um passo para o crescimento da +AQUI, que segue buscando parceiros, destaques em seus setores de atuação, para atender cada vez melhor as demandas dos clientes”, explica Carlos Padilha, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Lojas Americanas.

    “Estamos muito entusiasmados com a oportunidade de desenvolver nosso relacionamento com a rede e dar um passo significativo no mercado brasileiro de seguros de consumo em massa”, afirma Claudia Papa, head de Mass Channels da Generali. “Tenho certeza que essa parceria solidificará ainda mais o modelo de negócios que a área de massificados vem construindo e, certamente, a estratégia de B2B2C é um trilho de sucesso para o futuro”.

    Esta parceria conta com os serviços da TRR Corretora, que assessora a rede nos projetos de seguros massificados. “É uma nova etapa para a Americanas, que evoluiu continuamente em suas operações de seguros massificados”, comenta Paulo Davidoff, superintendente de Afinidades da corretora.

    Os dados relativos ao mercado de celulares demonstram o potencial do negócio no Brasil. Segundo a consultoria Teleco, especializada no setor de telecomunicações, o País terminou o mês de setembro de 2018 com 234,3 milhões de aparelhos, alcançando 111,84 celulares/100 habitantes.

    Em relação ao mercado de seguros para celulares, a procura por parte dos consumidores cresce. Segundo levantamento da FenSeg, o montante pago pelos clientes avançou 82% entre 2016 e 2017. O aumento pela procura por este tipo de proteção pode ser explicado pelo alto número de brasileiros que já tiveram um celular roubado ou furtado, que chega a 49%, segundo pesquisa realizada pelo Mobile Time em parceria com a Opinion Box. “Ou seja, é um mercado amplo e com enorme potencial à frente”, conclui Claudia”.

  • Chuvas no Rio: seguradoras atendem pedidos de indenização


    Fonte: Revista Apólice

    Empresas reforçaram equipes de Assistência 24 horas para atender aos segurados que necessitam de ajuda ou tiveram seus bens danificados pelas chuvas e enchentes.

    As seguradoras montaram um plano de contingência no Rio de Janeiro para fazer frente às ocorrências relacionas às fortes chuvas que atingem a cidade desde a noite de segunda-feira (8). As empresas reforçaram as suas equipes de Assistência 24 horas para atender aos segurados que necessitam de ajuda ou tiveram seus bens danificados pelas chuvas e enchentes. A medida vale tanto para as apólices de seguro automóvel quanto residencial, condomínio e empresarial.

    Tokio Marine

    Diante da situação crítica, a Tokio Marine acionou um plano de contingência para tornar ainda mais ágil o processo de atendimento aos segurados da região. Com uma equipe exclusiva de operadores e com vistoriadores alocados em pátio previamente selecionado para concentrar todas as operações, a companhia consegue antecipar os diagnósticos e regulação de sinistros de Automóvel e demais riscos segurados.

    A seguradora tem o compromisso de tomar medidas imediatas que visam amenizar os impactos que possam afetar seus Clientes. A ação, portanto, tem como objetivo viabilizar que, em no máximo 24 horas.

    Mapfre

    Em situações atípicas, como a das chuvas dos últimos dias no Rio de Janeiro, a Mapfre se mobiliza por meio de um plano emergencial de contingência para atendimento imediato aos clientes com danos em seus veículos ou residências. Desta maneira, as vistorias e liberações de indenizações são feitas de forma imediata.

    A abertura de sinistros para carros na cidade aumentou em quase 150%, das 19 horas da segunda-feira (8), quando as chuvas começaram, até meio-dia de terça-feira (9). A maior parte dos casos está relacionada a panes gerais e entrada de água no automóvel.

    FenSeg explica

    De acordo com a FenSeg, a cobertura compreensiva do seguro automóveis – a mais completa, que engloba a maioria das apólices – garante indenização ao segurado em caso de prejuízos provocados por enchentes e eventos climáticos. Nesse caso, proprietários de veículos terão suas perdas cobertas pelo seguro. O pagamento de indenização é feito no prazo de até cinco dias úteis, em média, após a entrega da documentação completa.

    Para entidade, o mais importante é garantir agilidade e segurança no atendimento aos clientes, como forma de minimizar as perdas. Daí a importância de entrar logo em contato com a seguradora e comunicar o sinistro. Basta informar todos os dados do veículo, explicando exatamente o que ocorreu. Além do acesso via central de atendimento, várias empresas já oferecem auxílio pela Internet ou pelo aplicativo do telefone celular.

    O segurado pode ficar confiante. Aquele que contrata seguro não deixará de receber sua indenização por falta de dinheiro em caixa. Para fazer frente aos pedidos de indenização, as seguradoras contam com reservas técnicas e a supervisão da Susep. É importante registrar que as empresas seguradoras são previamente autorizadas a operar de acordo com a legislação vigente, seguindo exigências de patrimônio para garantia do cumprimento de todas as responsabilidades com os seus segurados.

  • Porto Seguro começa a utilizar drones para vistorias de sinistros


    Fonte: Revista Apólice

    A Porto Seguro começou a realizar o processo de vistoria com uso de drones para determinadas situações após sinistros em imóveis residenciais e empresariais. Brasília e Goiás são as primeiras regiões a operarem com a novidade, que contribui para maior agilidade e segurança para o cliente e dos prestadores de serviço em casos de sinistros nestes locais.

    A iniciativa, que reforça o compromisso da Porto Seguro com a inovação e melhora contínua de seu atendimento aos clientes, parceiros e corretores, otimiza o tempo de todos os envolvidos em um sinistro para a averiguação dos danos causados ao local. “O que antes só poderia ser feito com equipamentos de proteção, andaimes, escadas e outros acessórios para chegar em ambientes de difícil acesso, agora pode ser feito por drones. A tecnologia permite averiguar o sinistro com menor tempo, além de maior segurança”, destaca Claudio Cruz, superintendente de Sinistros Patrimoniais e Financeiros da Porto Seguro.

    A implementação dessa novidade deve contribuir para a checagem de sinistros no seguro residencial e empresarial, como desmoronamentos e quebras de telhados, duas modalidades que registraram crescimento em 2018 na seguradora.

    Brasília e Goiás serão as primeiras regiões a receberem os drones, pois são estratégicas para a companhia nessas modalidades. Segundo o IBGE, Brasília foi a unidade de Federação com maior crescimento populacional de 2012 a 2017. A região ampliou 11,4% o seu número de habitantes e contribuiu para que o Distrito Federal atingisse mais de 3 milhões de pessoas, tornando-se a quarta maior capital do país. Além disso, o DF teve quase o dobro da média nacional de renda domiciliar per capita no Brasil. Goiás também é um estado com constante crescimento populacional. Em 2017, os dados do IBGE apontaram para um crescimento de 1,24% de habitantes em relação ao ano anterior e com destaque para a renda domiciliar, que representa a oitava maior do País.

    Em 2018, a seguradora fez alguns ajustes operacionais na comercialização dos seguros patrimoniais, além de campanhas de vendas e reformulação na oferta de benefícios. Esses fatores foram significativos para o crescimento de 4% nos prêmios consolidados dos ramos patrimoniais da empresa no ano. “Para 2019, as expectativas são positivas, já que o mercado de seguros como um todo ainda mantém boas possibilidades e expansão no Brasil. Para atender a essa demanda do setor, é que buscamos o que há de mais inovador e tecnológico no mercado como o uso de drones na averiguação de sinistros”, afirma o superintendente da companhia.

    “A expansão para outros estados deve acontecer em breve, mas ainda não há um calendário definido. As estatísticas de atendimentos a partir dessa implementação, direcionarão os próximos passos para a ampliação geográfica da iniciativa”, completa Cruz.

  • Governo quer trabalhar com setor privado para destravar crescimento


    Fonte: Revista Apólice

    Bom funcionamento dos mercados de seguro e resseguro é fundamental para a retomada da confiança e do desenvolvimento econômico.

    O secretário de Desenvolvimento de Comércio, Indústria e Inovação do Ministério da Economia, Caio Megale, afirmou, na abertura do 8º Encontro de Resseguros do Rio de Janeiro, que o bom funcionamento dos mercados de seguro e resseguro é fundamental para a retomada da confiança e do desenvolvimento econômico.

    Ele ressaltou a importância das reformas de setores essenciais, como a da previdência, para que o Governo volte a ter suas contas equilibradas. Para ele, 2018, apesar da turbulência por conta de ter sido um ano eleitoral, começou a mostrar sinais de leve recuperação, ainda que com uma velocidade aquém da desejada. “Devemos ter confiança no cenário de reformas e na quebra do excesso de regulação, além da agenda de melhorias do ambiente de negócios”, destacou Megale.

    O grande problema se deu pelo crescimento acelerado dos gastos públicos nas últimas décadas, que atingiu um nível de obstrução para o desenvolvimento da economia. “Estamos em uma situação em que não se aceita a volta da inflação nem o aumento dos gastos públicos. A carga tributária precisa ser reduzida, se possível”. Assim como a nova superintendente da Susep, Solange Vieira, Megale defendeu a menor participação do Estado na iniciativa privada e o foco para a resolução de problemas que envolvem a infraestrutura, as questões trabalhistas e a carga tributária, fatores que influenciam negativamente o desenvolvimento econômico.

    O presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros, Paulo Pereira, mostrou a relevância das conquistas do setor de resseguros, como o assento no Conselho Nacional de Seguros Privados e a inversão do entendimento da Receita Federal sobre o imposto das resseguradoras admitidas. Ele falou sobre a confiança do setor na capacidade do novo Governo de aprovar as reformas necessárias.

    “Vemos como oportunidades os seguros para riscos cibernéticos, que podem atingir valores catastróficos, e o resseguro para o setor de saúde suplementar e previdência. Acreditamos no empenho da Susep em avaliar estas questões”, antecipou Pereira.

    A capacidade de negócios do setor agrícola foi lembrado pelo presidente da FenSeg, Antonio Trindade. Já o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, lamentou o avanço lento das melhorias econômicas necessárias para o desenvolvimento do setor.

    “2018 não foi tão bom quanto o esperado, mas criou bases para o desenvolvimento de 2019. O atual Governo já mostrou seu ímpeto reformista e a equipe econômica sinaliza com a aceleração das conversas com o setor privado”. Coriolano apontou que renda, emprego e produto são os alicerces para que o setor de seguros volte a crescer na casa de dois dígitos.

  • Mercado discute o resseguro em meio ao caos do Rio de Janeiro


    Fonte: Revista Apólice

    Mais de 200 mm de chuva castigaram a cidade do Rio de Janeiro no primeiro dia do evento de resseguro, que contou com mais de 700 participantes.

    O 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, organizado pela Fenaber em parceira com a CNseg, acontece em meio a um estado de crise decretado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em virtude ao intenso volume de chuva que caiu sobre a cidade.

    O presidente da Fenaber, Paulo Pereira, lembrou que o crescimento do resseguro é diretamente proporcional ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB), e expressou confiança na aprovação das reformas. Pereira citou outros fatores que podem contribuir para o crescimento do setor: oportunidades, como o risco cibernético; a aprovação da nova Lei das Licitações; a simplificação regulatória; e a necessidade de rever a carga tributária das resseguradoras para melhorar sua competitividade. “Enquanto os locais pagam no Brasil 40% de imposto e contribuição social, além de PIS e COFINS, o americano paga 34%, o suíço e alemão pagam 30%, o inglês paga 20%, o irlandês paga 12 % e o de Bermudas zero.”

    CNseg

    Marcio Coriolano, presidente da CNseg, falou sobre projetos que podem influenciar no crescimento do mercado segurador em 2019, como o projeto de seguro de garantia de obras contratuais, uma aposta do setor junto ao novo Governo. Ele informou que existe na Susep um projeto de seguros inclusivos, que podem atingir uma parcela mais significativa da população, mas cujo desenvolvimento depende de mais renda, emprego e produtos mais acessíveis. “É preciso trazer o seguro para perto do bolso das pessoas”, sentenciou Coriolano. Ele lembrou as propostas do setor seguros para 2019 a 2022, que visam contribuir para o desenvolvimento do País e já foram apresentadas ao Congresso Nacional e entregues aos representantes dos poderes executivo e legislativo.

    Seguro-catástrofe – Rubem Hofliger, responsável pela área de soluções para o setor público na América Latina da SwissRe, defendeu a adoção do seguro paramétrico para enfrentamento de catástrofes. “O número de catástrofes naturais cresce em ritmo muito mais rápido do que o crescimento do seguro desses eventos. A cobertura é de cerca de 40%, o que obriga os governos a arcar com os custos de reconstrução e atendimento à população mais vulnerável”. Hofliger explicou que os seguros paramétricos estabelecem em contrato um limite que, quando atingido, dispara um gatilho de pagamento. No caso de chuvas, por exemplo, é possível estabelecer que a partir de determinado índice de precipitação o seguro é acionado. “As vantagens desse produto, ainda pouco usado no Brasil, são a agilidade e a liberdade para alocar os recursos de acordo com as necessidades mais urgentes”, argumentou afirmando que mundialmente, os setores onde o seguro paramétrico mais tem crescido são agricultura e energia, e os governos começam a se interessar pelo produto.

    Contratos – “Princípios da Lei Contratual de Resseguro” foi o tema da palestra de Helmut Heiss, professor do Instituto de Direito de Zurich. Ele trouxe a metodologia utilizada para criação dos Princípios da Lei Europeia de Contratos de Seguros (Pricls), que, segundo ele, não tem a intenção de ser uma lei global, o que demoraria muito. “Há quem diga que ela poderia ser um exemplo modelo para a lei nacional, mas não acho que traria as respostas para tudo. Como a arbitragem pode escolher as regras de direito, que são maiores que o direito como um todo, os Pricls talvez possam ser utilizados, pois são mais sólidos e, portanto, vão além das declarações de juízo”.

    Blockchain – Encerrando o dia, foram realizados dois painéis: Aplicações de blockchain em seguros e resseguro e RC Ambiental. O painel sobre aplicações de blockchain em seguros e resseguros teve como palestrante o chairman da B3i, Anthony Elliott, e como debatedores Marcelo Hirata, diretor de Tecnologia e Inovação do IRB Brasil Re, Keiji Sakaim country head Brazil da R3, e Adilson Lavrador, diretor executivo de Operações, Tecnologia e Sinistros da Tokio Marine Seguradora. Elliott descreveu os benefícios que o blockchain trará para o mercado brasileiro: economia de 30% nos custos de transação, mais eficiência, melhoria na qualidade de informação e maior transparência. Para Elliott, o mundo vive um momento de inflexão, em que “os dados são o novo petróleo”.

    RC Ambiental – O painel técnico sobre RC Ambiental trouxe a evolução do setor nos últimos 10 anos, as mudanças recentes em acionamentos, as oportunidades existentes, tendo como parâmetro os mercados americano e europeu, bem como a complexidade do conceito que ainda gera barreiras. O superintendente da HDI Global, Marcio Guerreiro, mostrou as diversas possibilidades de classificação e monitoramento de riscos que facilitam o processo de subscrição, destacando, sob esse aspecto, as oportunidades de aproximação das companhias de resseguros. Já o Latam Regional Manager da Chubb, Fabio Barreto, abordou as principais diferenças em comparação ao mercado americano que já possui 40 anos. “O mercado de seguros em riscos ambientais é de US$ 22 milhões, enquanto o mercado americano, que é o mais desenvolvido nesse setor, é de US$ 2 bilhões em prêmio”.

    A gerente de responsabilidade civil geral e ambiental da AIG Seguros Brasil, Nathália Gallinari, trouxe uma visão prática, abordando os tipos de acionamentos de sinistros, fazendo um paralelo ao mercado europeu. Segundo ela, a construção civil teve o dobro de acionamentos, com foco em gestão de resíduos de obra, assim como incêndio, seja pelas emissões atmosféricas, seja pela água de rescaldo (usada no combate a incêndios). No Brasil, hoje, 20% dos acionamentos são de efluentes sanitários humanos e biológicos, o que mostra que esse produto está cada vez mais presente em todos os segmentos da economia.

  • IR 2019: Saiba como realizar a declaração do seu imposto de renda


    Fonte: www.segs.com

    Casais devem fazer a declaração de IR junta ou separada? Como declarar pensão alimentícia?

    É permitido aos cônjuges ou companheiros que façam a declaração em conjunto ou em separado, seguindo o que for mais conveniente.

    Declaração em conjunto é apresentada em nome de um dos cônjuges, abrangendo todos os rendimentos, inclusive os provenientes de bens gravados com cláusula de incomunicabilidade ou inalienabilidade, e das pensões de gozo privativo e supre a obrigatoriedade da apresentação da Declaração de Ajuste Anual a que porventura estiver sujeito o outro cônjuge.

    Já na declaração separada cada cônjuge deve incluir na sua declaração o total dos rendimentos próprios e, se for o caso, 50% dos rendimentos produzidos pelos bens comuns (como por exemplo imóveis alugados) compensando 50% do imposto pago ou retido sobre esses rendimentos, independentemente de qual dos cônjuges tenha sofrido a retenção ou efetuado o recolhimento; ou um dos cônjuges inclui na sua declaração seus rendimentos próprios e o total dos rendimentos produzidos pelos bens comuns, compensando o valor do imposto pago ou retido na fonte.

    Em geral quando ambos os cônjuges têm rendimentos tributáveis e deduções, é mais interessante que a declaração seja feita em separado para que cada um se beneficie da menor faixa de tributação de imposto de renda.

    Já, a entrega da declaração em conjunto pode ser interessante, se um dos cônjuges ou companheiro não tiver renda ou tiver baixo rendimento, mas possuir altos valores de deduções.

    Na verdade, apresentar a declaração em conjunto ou em separado, é uma questão de planejamento tributário aceito pela Receita Federal do Brasil, desde que seja feito dentro dos padrões legais.

    “É importante simular as duas situações e fazer sua própria análise, pois o programa da receita te dá o resultado tributário de ambas as formas de apresentação”, afirma Andréa Nicolini, coordenadora de impostos IOB, da Sage Brasil.

    Sobre a Sage

    A Sage (FTSE: SGE) é a líder global em tecnologia para ajudar empresas de todos os tamanhos na gestão de tudo o que precisam: de dinheiro a pessoas – sejam elas start-ups, scale-ups ou de grande porte.

    Nós fazemos isso com o Sage Business Cloud – a primeira e única solução de gestão que contempla as áreas de Contabilidade, Gestão Financeira, Gestão de Empresas, Recursos Humanos, Folha de Pagamentos e Pagamentos.

    Nossa missão é liberar os empreendedores do peso das tarefas administrativas para que eles possam passar mais tempo fazendo o que amam. É o que fazemos todos os dias para três milhões de clientes em 23 países, por meio de nossos 13 mil colegas e de uma rede de contadores e parceiros. Nosso compromisso é fazer negócios de forma responsável e retribuir para as comunidades onde atuamos por meio da Sage Foundation.

  • Presença feminina na saúde suplementar se mantém em alta


    Fonte: www.segs.com

    Desde a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em janeiro de 2000, o número de mulheres titulares de planos de saúde no Brasil é superior ao número de homens. Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 08/03, a ANS divulga dados que destacam essa tendência: em dezembro de 2000, cerca de 54% dos beneficiários eram mulheres e, 19 anos depois, em janeiro/2019, o percentual se mantém, com 53,3% dos beneficiários do sexo feminino. Ou seja, dos 47,36 milhões de usuários de planos de assistência médica registrados no período, mais de 25,24 milhões são mulheres.

    Confira, ao final do texto, tabela com o histórico do número de beneficiários em planos de assistência médica, separados por sexo.

    Dentro da própria ANS também é grande a presença feminina: elas representam 52,1% dos quase 1,4 mil colaboradores e ocupam postos de liderança, inclusive na diretoria. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a participação feminina no mercado de trabalho vem aumentando nos últimos anos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2012-2017 mostrou que em 2017, de 91,5 milhões de pessoas ocupadas, 43,4% eram mulheres. Em 2012, eram 42,3% de mulheres ocupadas, num contingente de 89,7 milhões de trabalhadores.

    Assistência em saúde

    A cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde contempla diversos procedimentos relacionados à melhoria e à manutenção da saúde da mulher. Em 2018, quatro cirurgias laparoscópicas foram incorporadas, ampliando os cuidados para este público na saúde suplementar: debulking (câncer de ovário), restauração do suporte pélvico, desobstrução e restauração da permeabilidade das tubas uterinas.

    Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos usuários de planos de saúde, a ANS estimula as operadoras a integrarem programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças (Promoprev) à coordenação do cuidado dos beneficiários. Atualmente há mais de 1,8 mil programas em todo o país informados à ANS, sendo que 15,5% deles, ou seja, 281 programas têm foco exclusivamente na saúde da mulher. Entre os temas abordados estão: saúde mental e bucal; planejamento familiar; incentivo ao parto normal; pré-natal, parto e puerpério; climatério; osteoporose; prevenção de câncer de mama e cuidados paliativos, entre outros.

    Outra ação voltada para a mulher é o Projeto Parto Adequado, criado pela ANS em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), que tem como objetivo estimular o parto normal em estabelecimentos de saúde no Brasil. O projeto está na fase 2 e conta com participação de 113 hospitais (sendo 26 públicos e 87 privados), além do apoio de operadoras de planos de saúde em âmbito nacional. Na primeira fase do projeto, criado em 2015, 10 mil cesarianas desnecessárias foram evitadas. Mas ainda é alto o número de cesarianas feitas no país. Dados da ANS apontam que, em 2015, a taxa de partos cesáreos chegava a 84,6% na saúde suplementar. Em 2017, a taxa caiu para 83%. O objetivo da ANS é que a taxa de partos normais chegue a 40% entre os participantes do projeto Parto Adequado, e que esses resultados positivos estimulem uma mudança em grande escala no sistema de saúde do país, reduzindo as ocorrências de cirurgias desnecessárias e melhorando a saúde de mães e bebês. Já é comprovado cientificamente que o trabalho de parto é bom para a saúde dos bebês, uma vez que têm menos chances de desenvolverem doenças como asmas, diabetes, alergias e obesidade.

    Os cuidados das mulheres com a saúde podem ser verificados através da pesquisa Vigitel Saúde Suplementar. Segundo dados da edição mais recente (2017), elas apresentam melhores percentuais do que os homens em indicadores como tabagismo, excesso de peso e obesidade, por exemplo. No conjunto das 27 cidades brasileiras pesquisadas, a frequência de excesso de peso foi de 53,7%, sendo maior entre os homens (61,6%) do que entre as mulheres (47,6%). Em relação ao tabagismo, a frequência de adultos fumantes foi de 7,9%, sendo maior no sexo masculino (10%) do que no feminino (6,3%). A frequência do consumo de refrigerantes em cinco ou mais dias da semana foi de 13,6%, também sendo mais alta entre os homens (16,6%) do que entre as mulheres (11,2%), enquanto a frequência de consumo recomendado de frutas e hortaliças foi de 29,4%, sendo menor em homens (23,2%) do que em mulheres (34,3%).

    A Vigitel Saúde Suplementar é uma parceria entre o Ministério da Saúde e a ANS e tem como objetivo monitorar por telefone a frequência e distribuição dos principais determinantes das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Na edição mais recente divulgada, foram realizadas 53.034 entrevistas por telefone, sendo que 63,2% delas foram respondidas por mulheres. Acesse aqui a pesquisa.

  • Mercado de seguros arrecada R$ 245,6 bilhões


    Fonte: www.segs.com

    De acordo com a última edição da Conjuntura CNseg, análise mensal sobre os segmentos de danos e responsabilidades, pessoas, saúde e capitalização, o mercado de seguros conseguiu arrecadar R$ 245,6 bilhões durante o ano passado.

    “O ano que passou consolidou a visão de um mercado de seguros em franca diferenciação entre os seus segmentos. Há o que se comemorar no desempenho de um setor segurador maduro”, afirma Marcio Coriolano, presidente da CNseg.

    O estudo também destaca os ramos de seguro que mais cresceram durante o período. No segmento danos e responsabilidades, sem o DPVAT, a arrecadação foi de R$ 70,1 bilhões, com destaque para os ramos de transportes, que cresceu 16,1%, rural com 11,4%, crédito e garantias com avanço de 10,6%, responsabilidade civil com 10,3% e patrimonial crescendo 10%.

    Já o ramo de pessoas conseguiu obter receitas da ordem de R$ 41,5 bilhões, com destaque para o seguro prestamista.

  • Projeto de lei cria seguro de vida obrigatório


    Fonte: www.segs.com

    O deputado Léo Moraes (PODE/RO) apresentou no dia (27/02) projeto de lei que institui o seguro de vida obrigatório para os servidores da área de segurança pública.

    Segundo a proposta, esse seguro será devido sempre que o fato gerador da morte ou invalidez do servidor tiver relação direta com a função pública, “quer seja no exercício direto ou em razão dela”, incluindo o deslocamento da residência ao local de trabalho e o retorno do local de trabalho para a residência.

    O deputado argumenta que os integrantes dos órgãos de segurança pública Há muito tempo carecem de um “tratamento digno” estabelecendo-se as condições mínimas para o exercício de suas funções. “Noticia-se diariamente a morte de um policial, seja no exercício de sua atividade ou em razão dela. Infelizmente, com a indiferença do Estado, muitas famílias ficam desamparadas.”, frisa o autor do projeto.

    Ele acrescenta que a criação de um seguro de vida para a categoria importará em dignidade para a família do servidor morto ou para que o policial portador de deficiência possa prover o sustento básico dos seus filhos e receba um mínimo atendimento de saúde.

  • As perspectivas do seguro residencial


    Fonte: www.segs.com

    Quais os fatores que influenciaram o bom resultado do seguro residencial de 12,8%, em 2018?

    O bom crescimento do seguro residencial se deve a maior conscientização das pessoas sobre as coberturas, serviços e benefícios do produto. Também destaco o aumento da incidência de eventos climáticos como raios e vendavais, que atingem as residências e causam prejuízos.Também colabora para isso a maior divulgação do produto pelas seguradoras e intensificação da oferta pelos corretores de seguro.

    O que esperar para 2019?

    Temos a expectativa que o seguro residencial mantenha um bom nível de crescimento porque é um produto que tem uma baixa penetração no total de domicílios do Brasil com menos de 15% das residências seguradas. Isso atrelado ao aumento dos eventos climáticos deve manter aquecida a procura pelo seguro.

    Focando no produto, o que o cliente deve saber sobre seguro residencial? Quais suas vantagens?

    É importante que o cliente conheça as coberturas disponíveis no mercado e procure contratar um seguro que atenda plenamente suas necessidades. O seguro residencial tem coberturas que protegem tanto o patrimônio contra incêndio, danos elétricos, vendaval, roubo, desmoronamento; quanto eventuais de danos a terceiros na cobertura de Responsabilidade Civil Familiar.

    E ainda fornece assistência emergencial para diversos serviços como chaveiro, encanador, eletricista, desentupimento, conserto de eletrodomésticos, dentre vários outros. O cliente deve ficar atento aos valores de contratação em cada cobertura, de modo que estejam adequados à sua necessidade e garantam que, em caso de um sinistro, haja uma indenização que seja suficiente para repor sua perda.

    É muito importante a consultoria do corretor de seguros para auxiliar o cliente na definição das coberturas, plano de serviços e valores a serem contratados.

    Há várias modalidades de seguros que hoje oferecem os chamados “mimos”, como tem sido a evolução destes benefícios ofertados pelo seguro residencial? Quais podemos citar?

    As seguradoras, cada vez mais, têm oferecido diferenciais em seus produtos e isso ajuda a disseminar a cultura a aumentar sua procura. Como exemplo, podemos citar coberturas específicas para obras de arte, joias e relógios; cobertura para placas solares. Há vários serviços como cuidador de idosos, assistência e/ou auxilio funeral para pet, assistência a bike, serviços ambientais como descarte inteligente e consultoria sustentável, só para citar alguns.

    Falando dos trabalhos da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados, como novo presidente deste grupo para o próximo triênio, quais ações o senhor pode destacar no trabalho?

    Estamos trabalhando no sentido de tornar o produto cada vez mais simples e acessível a todos os tipos de residência, com cláusulas de fácil entendimento pelo público geral. Além disso, vamos intensificar a divulgação de estatísticas relevantes para que o cliente tenha consciência da importância de se proteger.

  • ANS suspende venda de 46 planos de saúde no país


    Fonte: revistasegurototal.com.br

    A partir do dia 11 de março, 46 planos de saúde não poderão ser vendidos ou receber novos clientes em todo o país, por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida, anunciada nesta sexta-feira (01/03), é temporária e acompanha os resultados trimestrais do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, programa que monitora o desempenho do setor e atua na proteção do beneficiário. Neste ciclo, a reguladora determinou a suspensão temporária da comercialização de planos de 13 operadoras em função de reclamações assistenciais recebidas de consumidores no período, tais como: cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atendimento, entre outras.

    Juntos, os planos atendem cerca de 570 mil beneficiários, que ficam protegidos com a medida e têm mantida a garantia à assistência regular. O ciclo atual do programa refere-se ao monitoramento realizado pela ANS no 4º trimestre de 2018. Paralelamente à suspensão, a Agência liberou a comercialização de sete planos de saúde de duas operadoras, que haviam sido suspensos em ciclos anteriores. A liberação indica que esses planos poderão voltar a ser vendidos para novos clientes a partir do dia 11/03/2019.

    O Monitoramento da Garantia de Atendimento avalia as operadoras a partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. O objetivo do programa é estimular as empresas a qualificarem o atendimento prestado aos consumidores. Assim, os planos suspensos só podem voltar a ser comercializados quando forem comprovadas melhorias. “É uma medida que amplia a proteção ao beneficiário da operadora, já que não haverá ingresso de mais contratantes, ao passo que impede que novos consumidores contratem um plano que demande ajustes por parte da empresa”, explica o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

    Reclamações

    Nesse ciclo, foram consideradas as reclamações (como negativas de cobertura e demora no atendimento) recebidas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2018. No período, foram registradas 19.186 reclamações de natureza assistencial nos canais de atendimento da ANS. Dessas, 15.821 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento, excluindo-se as demandas finalizadas por motivos como duplicidade.

    No período, mais de 94% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), índice que regularmente tem se mantido superior a 90% em resolutividade, garantindo resposta ao problema dos beneficiários.

  • Corretor é indispensável no momento do sinistro


    Fonte: Revista Apólice

    “As novas tecnologias surgem para tornar o ‘fazer seguro’ mais prático, sustentável e organizado. Mas elas não suprem a necessidade da participação do corretor no negócio, que deve ter bons olhos para as ferramentas que chegam ao mercado”, essas são as palavras de Rossana Costa, diretora da GEO, gestora de dados e apólices de seguros para os ramos de construção civil e imobiliário, que atua de forma 100% online.

    A empresa, fundada em 2004, nasceu com o propósito de fazer distribuição de seguros para a construção civil para todo o âmbito nacional. “O espectro de negócio ficou mais amplo. Começamos com o seguro garantia, que sempre teve muita resistência do mercado, porque a seguradora precisaria entender muito de obra para poder efetivamente garantir a entrega”, explica a executiva. “Era uma luta convencê-las do negócio”, continua.

    Rossana conta que sentiu a necessidade de explorar outros nichos do mercado e viu no seguro prestamista a chance de alavancar de vez o negócio. “Fizemos uma adaptação desse produto para o setor de crédito imobiliário. No balcão dos grandes bancos, existia o seguro habitacional, mas, se o cliente quisesse financiar através de uma incorporadora, os créditos eram menores. Ou seja, não tinha um produto que atendesse à demanda dessas pessoas”, diz. Ela conta que a empresa focou em consumidores que não queriam ir até os bancos. “Foi um grande case que desenvolvemos online, sem nenhum papel. Planejamos a entrada dos dados, junto com a seguradora, parametrizamos, construímos o sistema e botamos para rodar”, salienta.

    Durante os seis primeiros meses de operação, a seguradora não conseguia fazer o processo sem a utilização do papel, pois pensavam que a Susep iria requerer os documentos físicos para a comprovação do serviço. “Fizemos a assinatura digital, mas, ainda assim, eles tinham esse temor. Demorou muito para que a seguradora ganhasse confiança de que poderia trabalhar digitalmente”. Rossana conta que estava em casa quando recebeu seis caixas cheias de apólices, pois, no acordo, a seguradora era proibida de mandar os documentos físicos para o cliente. “Eu devolvi as caixas e eles não mandaram mais. Demorou muito, cerca de uns seis anos para isso ficar incrustado no perfil de algumas companhias: ‘não precisa de papel!’”.

    Segundo Rossana, com o passar dos anos, as empresas também ficaram mais engajadas em ações sustentáveis, então, o caráter ecológico foi um dos argumentos que a GEO utilizou para convencer a seguradoras das soluções digitais, além de da empresa ter conversado com o jurídico dessas companhias. “Desse tempo para cá, estamos levando isso muito mais fácil. A gente simula, emite, fatura, cobra, regula sinistro, tudo de maneira digital. Entregamos esse serviço para as seguradoras sem impacto algum”, detalha a executiva.

    “Às vezes, um produto nosso demora dois anos para sair da prateleira, porque precisamos construir um caminho”, conta a diretora. “Nossa plataforma é atrativa para corretores pois só funciona com a participação deles próprios. O cliente entra e tem que, obrigatoriamente, escolher um vendedor para conseguir simular”, reforça. Hoje, a companhia mantém 1049 corretores ativos em sua base e a intenção é dobrar o número em 2019. “15 anos em 1. Queremos agregar profissionais à plataforma e conscientizar o mercado de que a tecnologia é sustentável e complementar”.

    Para ela, por mais digital ou didático que os sistemas sejam, o cliente sempre precisará de alguém conversando com ele em um momento: o do sinistro. “Por mais que o mercado ainda enxergue esse profissional como captador, nesse novo papel, ele será um solucionador de conflito e deve ser alguém de confiança do cliente”.

    A companhia cobra, na contratação de um seguro, a mesma taxa a todos os clientes, independente da quantidade de segurados ou itens de uma apólice. “Temos custos que pareiam com o mercado, não é muito mais barato, só que é esse preço para qualquer obra, independentemente do tempo que ela dure. Então, se você tem uma reforma que durará 3 meses de R$ 100 mil, a taxa é a mesma para uma obra de edificação de 20 andares que vai levar 5 anos para ficar pronta e custa R$ 100 milhões”, exemplifica. “Eu favoreço do pequeno ao grande risco. O corretor gosta, pois é simples, inteligente e ele tem o preço na cabeça”. Ela ainda diz que o custo administrativo é muito baixo, e a taxa pareada com o mercado tem facilities de contratação e emissão. “Para esse produto, diluímos o pagamento por todo o prazo da obra sem juros”, continua a executiva.

    Em 2018, a companhia teve um crescimento de emissão de apólices de 21% na comparação com o ano anterior, e, em 2019, o crescimento já é de 4,60% em relação ao mesmo período de 2018. Atualmente, a empresa trabalha com as seguradoras Zurich, Axa e Essor, cada uma focada num nicho de produto. “Os clientes são incorporadores, construtoras, cooperativas de crédito, bancos que não têm seguradoras no grupo, secutirizadores (organismos que compram com base na Bolsa) e também fundos de investimento imobiliário – que cresceram bastante no segundo semestre de 2018, que deu um oxigênio para a construção civil”, completa.

  • 5 situações em que é possível reverter negativa de seguradora por embriaguez


    Fonte: Revista Apólice

    Inúmeros são os casos em que as seguradoras negam a indenização devido a embriaguez de seus segurados ou dos condutores de seus veículos no momento dos acidentes. No entanto, existem alguns casos em que a negativa pode ser revertida pelo Poder Judiciário. Segundo o advogado Luís Eduardo Nigro, especialista em Direito Securitário e Direito do Consumidor, existem cinco situações em que o não pagamento de indenização por parte da seguradora pode ser considerado abusivo em casos de embriaguez e/ou ingestão de álcool.

    Condutor embriagado/alcoolizado não era o segurado

    Se quem dirigia o veículo sob efeito de álcool não era o segurado, a negativa, na maior parte dos casos, é entendida como sendo abusiva. De acordo com Nigro, em casos como esse, o segurado não agravou intencionalmente o risco. “O Código Civil delimita a perda da indenização securitária somente se for o segurado que agravou intencionalmente (dolosamente) o risco. Portanto, quando as seguradoras estendem as condições gerais do seguro a perda da garantia ao condutor que não seja o segurado, tal atitude é vista como abusiva, sendo considerada judicialmente tal cláusula leonina”, explica.

    Do mesmo modo, se for o segurado quem estava sob efeito de álcool no momento do acidente, deve-se analisar o caso sob dois aspectos: se o motorista está alcoolizado ou embriagado e o nexo causal do acidente.

    Alcoolizado x Embriagado

    De acordo com o advogado, é fundamental analisar se o segurado estava alcoolizado ou embriagado. Por exemplo, quem consome um bombom com licor já está alcoolizado, porém para que seja considerado embriagado, a quantidade de álcool consumida deve ser em quantidade tal que o teor alcoólico apresente resultado igual ou superior a 6 (seis) decigramas de álcool por litro de sangue (6 dg/L), no caso de realização de exame de sangue. Quando é feito o teste de bafômetro, é preciso apresentar 0,34 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expirado (0,34 mg/L) ou mais, para responder pelo crime de embriaguez ao volante previsto no artigo 306 da Lei 9.503 de 1997. “Portanto, entende-se que a ingestão de álcool em nível inferior a estes seja insuficiente para alterar a ação do motorista”, destaca Nigro.

    Nexo causal

    Também é necessário analisar se existe prova cabal de que foi a embriaguez/ingestão de álcool a causa efetiva do acidente. “Tal prova deverá ser feita pela seguradora, visto a relação de consumo existente entre segurado e seguradora, o que acarreta na inversão do ônus da prova considerando o CDC – Código de Defesa do Consumidor”, explica. Segundo Nigro, não existindo tal prova do nexo causal, não há o que se falar em exclusão da cobertura do seguro, sendo que a dúvida resolve-se em favor da parte mais fraca da relação, no caso, o consumidor/segurado.

    Diante da falta de esclarecimentos acerca do tema, o advogado também destaca que “se uma pessoa está conduzindo o veículo embriagada pela via preferencial e ao chegar no cruzamento outra desrespeita a placa da PARE e o atinge violentamente, pergunta-se: qual o nexo causal entre a embriaguez e o acidente? A resposta é nenhum, razão pela qual em casos que envolvam álcool ou drogas, deve-se analisar as peculiaridades de cada caso para se concluir se a negativa é ou não correta/abusiva/arbitrária“.

    “Por isso, entendo serem corretas as negativas de indenizações das seguradoras em relação aos segurados-condutores somente quando estes (segurados) estejam embriagados e sejam os culpados/causadores dos acidentes”, enfatiza.

    Terceiro vítima do acidente

    De acordo com Nigro, quando se trata de ‘terceiro’ vítima do acidente, o entendimento recente do STJ é o de que a cobertura contratada pelo segurado deve ser disponibilizada ao terceiro, independente do segurado ou de seu condutor estar embriagado. Isto porque deve ser considerada a função social que visa proteger os direitos da vítima, a qual seria duplamente penalizada com a exclusão da cobertura securitária.

    Seguro de vida

    Por fim, caso o segurado esteja conduzindo o veículo embriagado e possua seguro de vida, tal cobertura não poderá ser negada. “A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da indenização prevista em contrato de seguro de vida, conforme a súmula 620, divulgada recentemente pelo STJ”, explica Nigro.

    O advogado esclarece que as Súmulas são o entendimento consolidado nos julgamentos de casos semelhantes com a finalidade de orientar julgadores de instâncias inferiores e de uniformizar as decisões sobre determinado assunto.