NOTÍCIAS

  • Venda de veículos seminovos caiu pela metade até abril


    Fonte: CNC

    A venda de veículos seminovos, aqueles com até 3 anos de uso, caiu pela metade de janeiro a abril, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Fenauto, federação dos revendedores multimarcas.

    Essa foi a "faixa etária" mais negociada entre os usados em 2016 e 2017, mas, neste ano, ela é a apenas a terceira, perdendo para os que têm de 4 a 8 anos ("usados jovens", na classificação da Fenauto) e os de 13 anos ou mais ("velhinhos").

    A venda de carros, caminhões e ônibus novos foi 21% maior de janeiro a abril deste ano do que no mesmo período do ano passado, somando 762,8 mil emplacamentos. Considerando só a venda para pessoa física, a alta foi de 15,6% no mesmo período, aponta Isabela Tavares, economista da Tendências Consultoria.

  • Rejeitado projeto que altera remuneração da poupança


    Agência Câmara

    A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados rejeitou o Projeto de Lei 3613/12, do deputado Sibá Machado (PT-AC), pelo qual os depósitos de poupança com saldos superiores a R$ 50 mil seriam remunerados por taxa equivalente a 80% da taxa Selic. Hoje, a Selic está em 6,5% ao ano.

    O projeto será arquivado, a menos que haja recurso ao Plenário. Segundo o autor, a ideia era garantir “maior equilíbrio entre os diversos tipos de aplicações e instituições, com ressalvas para os pequenos poupadores”.

    No entanto, a relatora na comissão, deputada Simone Morgado (PMDB-PA), acredita que a medida é prejudicial ao desempenho da poupança, uma vez que o poupador com saldo de poupança superior a R$ 50 mil passaria a ter interesse em outros tipos de aplicação, como as lastreadas em títulos da dívida pública.

    Equilíbrio
    Simone Morgado justifica que a legislação atual já garante o equilíbrio de mercado entre a poupança e os títulos de renda fixa (Lei 12.703/12). Pela lei, a poupança será remunerada pela Taxa Referencial (TR) acrescidos de 70% da meta da taxa Selic, sempre que essa taxa não exceder 8,5% ao ano.

    Na prática, a caderneta de poupança, que até então tinha valorização de 0,5% ao mês mais TR, passou a render 70% da Selic mais a TR. Quando a Selic exceder 8,5% ao ano, a remuneração da poupança volta a ser TR mais 0,5% ao mês.

    “A motivação que norteou o projeto já não se sustenta em razão dessa lei, que acabou encontrando uma fórmula mais equilibrada para aqueles que aplicam seus recursos na caderneta de poupança, para os agentes econômicos que atuam no mercado imobiliário e, não menos importante, para os mutuários do sistema financeiro habitacional”, justificou a relatora.

  • Propostas novas regras para criação de municípios


    Fonte: Agência Câmara

    Representantes de movimentos que defendem a emancipação de distritos estiveram na Câmara nesta terça (15) para pedir a votação pelo Plenário do Projeto de Lei Complementar (PLP) 137/15 que estabelece novas regras para a criação de municípios.

    Aprovada por uma comissão especial em março, a proposta prevê plebiscito e estudos de viabilidade municipal para criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios.

    Entre os novos critérios exigidos, está a necessidade de a população do novo município e do que foi desmembrado ser de pelo menos 6 mil habitantes, nas regiões Norte e Centro-Oeste. O número de habitantes será de 12 mil na região Nordeste. Já no Sul e Sudeste a população deverá ser de 20 mil habitantes.

    O presidente da União Brasileira para criação de novos municípios, conhecido como Movimento Emancipa Brasil, Augusto César, afirmou que o objetivo da criação de novos municípios é melhorar a qualidade de vida da população, e não apenas uma vontade de políticos.

    "Criar município é uma necessidade do povo que vive em distritos que cresceram, que se desenvolveram, que precisam andar com suas próprias pernas. O distrito Castelo dos Sonhos, no Pará, com 15 mil habitantes, por exemplo, está vinculado ao município de Altamira, a 1.100 km. É uma falta de respeito com um povo que tem que andar mais de mil quilômetros para registrar um filho", relatou.

    O deputado Julião Amin (PDT-MA) lembra que em seu estado muitos povoados e distritos ficam até 200 ou 300 quilômetros distantes da sede dos municípios, o que dificulta a administração dessas localidades.

    Votação necessária
    Já o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) defendeu a votação do projeto o mais rapidamente possível. "O poder Legislativo está em dívida com a sociedade brasileira no que diz respeito a estabelecer as regras para criar, fundir ou incorporar novos municípios. É mais do que necessário que nós aprovemos finalmente essa lei para dar justiça, reconhecendo que muitos desses povoados já são inclusive maiores que muitos municípios existentes", destacou.

    Gastos
    Os defensores da proposta rebatem os argumentos de que novos municípios vão gerar mais despesas e afirmam que os critérios para emancipação são mais exigentes e vão garantir a sobrevivência dos novos municípios.

  • Prévia do PIB indica que economia recuou no trimestre


    Fonte: G1

    A economia brasileira registrou retração de 0,13% no primeiro trimestre de 2018, indica o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (16).

    O recuo de 0,13% entre janeiro e março deste ano foi verificado na comparação com o quarto trimestre de 2017 (outubro a dezembro). O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes de um ano.

    Quando a comparação é feita com o resultado do primeiro trimestre de 2017, porém, o IBC-Br do primeiro trimestre de 2018 indica alta de 0,86% (sem ajuste sazonal).

    A retração registrada no primeiro trimestre de 2018 é a primeira desde o quarto trimestre de 2016, quando o IBC-Br apontou recuo de 0,78% no economia.

    O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados no dia 30 de maio.

    O cálculo do IBC-Br é um pouco diferente do usado no PIB. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo IBGE.

    Além disso, o IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. O crescimento ou desaceleração da economia influenciam na inflação, que o Banco Central busca controlar por meio da taxa Selic.

    Ano de 2017 e expectativas
    O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2017, o PIB teve uma alta de 1%, após dois anos consecutivos de retração.

    Os indicadores do primeiro trimestre de 2018, porém, indicaram um desempenho da economia pior que o esperado. Por conta disso, economistas baixaram suas projeções para o desempenho do PIB no período.

    Para todo este ano, o governo ainda mantém a estimativa de alta de 3% para o PIB, mas pode revisar para baixo este número na próxima semana, quando será divulgado o relatório de receitas e despesas do Orçamento.

    Devido à piora nos indicadores, o mercado já tem baixado sistematicamente sua previsão para o crescimento da economia em 2018. Na mais recente consulta feita pelo Banco Central, os economistas de instituições financeiras revisaram de 2,70% para 2,51% a estimativa de alta do PIB neste ano.

    Março e resultado em 12 meses
    Os dados do BC mostram que, somente em março, o IBC-Br registrou queda de 0,74%, contra fevereiro. Neste caso, a comparação foi feita após ajuste sazonal, considerada mais apropriada por analistas.

    Quando a comparação é feita com março do ano passado (sem ajuste sazonal, pois são períodos iguais), houve uma queda de 0,66%, de acordo com o Banco Central.

    Na parcial de 12 meses até março, a prévia do PIB do Banco Central registrou crescimento de 1,05%. O Banco Central divulga esse indicador somente sem ajuste sazonal.

  • Patrocínio condicionado ao combate a abuso sexual


    Fonte: Agência Câmara

    O deputado Roberto Alves (PRB-SP) vai apresentar um substitutivo para determinar que bancos e empresas públicas e privadas que patrocinam clubes esportivos de qualquer modalidade cumpram ações sociais de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes. A proposta original em análise na Câmara (PL 9622/18), da deputada Erika Kokay (PT-DF), alcança apenas os bancos públicos e os times de futebol.

    O projeto de lei foi tema de audiência pública nesta terça-feira (15) na Comissão do Esporte, e o deputado Roberto Alves acatou sugestões dos participantes do debate para estender o alcance da proposta.

    “Desejamos ampliar a medida para os esportes olímpicos e não olímpicos e também para empresas, sejam elas públicas ou privadas”, ressaltou.

    Diversos deputados presentes à audiência manifestaram-se a favor da mudança.

    Lei Joanna Maranhão
    A nadadora Joanna Maranhão, que já competiu em quatro olimpíadas, foi abusada sexualmente por um treinador na infância. A partir de suas denúncias, feitas há dez anos, o Congresso Nacional aprovou uma lei (12.650/12) para que o prazo de prescrição dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes só comece a contar quando elas completarem 18 anos.

    “O abuso sexual ainda é muito silenciado, ele é um crime que se alimenta de sombra e silêncio. Quando a gente começa a ver pessoas tendo coragem de falar, as coisas começam a mudar”, declarou a nadadora, durante o debate de hoje.

    “Quando trouxe minha história à tona, houve muitas pessoas e veículos de imprensa que falaram que eu estava mentindo, que eu estava querendo mídia. Enfim, isso dói muito, isso faz com que outras pessoas se calem.”

    Providências
    Romper o silêncio em torno do assunto. Essa foi a principal medida ressaltada durante a audiência. No entanto, somente agora o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) resolveu tomar providências para enfrentar os abusos sexuais de atletas, reconheceu o presidente do Conselho de Ética do COB, Alberto Murray Neto.

    “É a primeira vez que o comitê olímpico tem efetivamente um canal de denúncias e uma entidade prevista no estatuto para lidar com esse tipo de coisa”, disse. “Uma das preocupações do presidente [do COB] Paulo Wanderley foi modernizar o estatuto – que era extremamente anacrônico – e tratar todas as questões do esporte sem receio de receber denúncias, apurá-las e punir culpados”, completou. Neste momento, o COB está apurando denúncias sobre abusos sofridos por ginastas.

    Secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o ex-deputado Walter Feldmann destacou que a instituição possui uma comissão de ética e um canal de denúncias. “Vamos fazer um convênio com o Disque 100 para que outros sistemas possam ser apresentados. Na CBF, temos punição a quem infringe o código de conduta, desde advertência e suspensão até o banimento do futebol."

    Erika Kokay reclamou do fato de a CBF não ter cumprido pacto firmado há quatro anos, com uma série de condicionantes para prevenir e combater abusos contra crianças e adolescentes.

    Para que esse pacto seja refeito, as comissões do Esporte; e de Direitos Humanos e Minorias; frentes parlamentares da Câmara ligadas ao tema; e diversas instituições da sociedade civil vão fazer uma reunião conjunta, ainda sem data marcada, a fim de se estabelecer um novo compromisso que abranja todos os clubes de futebol.

  • CNC mantém projeção de queda de receitas do setor de serviços


    Fonte: CNC

    Mesmo apostando na preservação do cenário atual da economia, os resultados recentes do setor de serviços e as dificuldades de reativar investimentos levaram a CNC a manter uma projeção de queda de 0,8% no volume de receitas do setor ao fim deste ano.

    Se confirmado, esse resultado levaria o setor de serviços a registrar a quarta queda anual consecutiva no volume de receitas.

    O reajuste da projeção da entidade se deu após a divulgação dos dados de março da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, segundo a qual nos três primeiros meses deste ano o setor acumulou retração de 1,5% ante o mesmo período de 2017.

    Para a entidade, apesar das condições econômicas atuais mais favoráveis do que as dos últimos anos, principalmente quanto ao comportamento dos preços e ao nível da taxa básica de juros, as incertezas no cenário eleitoral parecem contaminar o nível de confiança no setor produtivo, inibindo a retomada consistente dos investimentos e, sobretudo, a reativação do mercado de trabalho, no qual os serviços respondem por cerca de 44% da ocupação formal do setor privado.

  • Aposentadoria por idade só por telefone ou internet


    Fonte: G1

    A partir da próxima segunda-feira (21), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixará de agendar atendimento presencial para pedidos de aposentadoria por idade e salário maternidade. Os dois benefícios só poderão ser solicitados por telefone ou internet.

    A análise para concessão da aposentadoria por idade e do salário maternidade já é feita automaticamente, com base nos dados disponíveis nos sistemas do INSS e do governo, desde setembro de 2017. Mas até então também era possível fazer o pedido pelo modelo de agendamento, que agora ficará indisponível.

    Os benefícios poderão ser solicitados no site www.inss.gov.br ou pelo telefone 135. O segurado receberá um número de protocolo e só será chamado a uma agência do INSS em casos excepcionais, como na falta de documentos.

    De acordo com o INSS, a mudança deve ocasionar a redução do tempo de análise dos pedidos. Segundo o órgão, outros benefícios também passarão a ser solicitados dessa forma "em breve".

    Serviços agendados
    A partir do dia 24, serviços antes atendidos por ordem de chegada nas agências poderão ser agendados pela internet e telefone.

    São eles:

    Alterar meio de pagamento
    Atualizar dados cadastrais do beneficiário
    Atualizar dados do Imposto de Renda – Atualização de dependentes
    Atualizar dados do Imposto de Renda – Declaração de Saída Definitiva do País
    Atualizar dados do Imposto de Renda – Retificação de DIRF
    Cadastrar Declaração de Cárcere
    Cadastrar ou atualizar dependentes para Salário-família
    Cadastrar ou Renovar Procuração
    Cadastrar ou Renovar Representante legal
    Desbloqueio do Benefício para Empréstimo
    Desistir de Aposentadoria
    Emitir Certidão de Inexistência de Dependentes Habilitados à
    Pensão por Morte
    Emitir Certidão para saque de PIS/PASEP/FGTS
    Reativar Benefício
    Reativar Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência suspenso por inclusão no mercado de trabalho
    Renunciar cota de Pensão por Morte ou Auxílio-Reclusão
    Solicitar Pagamento de Benefício não Recebido
    Solicitar Valor não Recebido até a Data do Óbito do Beneficiário
    Suspender Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência para inclusão no mercado de trabalho
    Transferir Benefício para outra Agência

  • Site da Escola Nacional de Seguros tem novo Dominio


    Fonte: Escola Nacional de Seguros

    Desde 15 de março, o site institucional da Escola Nacional de Seguros está hospedado em novo domínio na internet: ens.edu.br. A nova URL está mais alinhada com as iniciativas da Escola, pois remete de maneira mais clara e imediata ao nome e à atuação da Instituição.

    Essa novidade consolida a mudança que vem sendo feita gradativamente, pois a sigla Funenseg já não estava mais presente na logomarca da Escola e agora deixou de nomear seu endereço na web. A superintendente de Comunicação e Marketing da Escola, Carla Pieroni, comenta que “já está em execução um plano de comunicação que explica esse novo posicionamento aos nossos diversos públicos, colaboradores, alunos, professores e lideranças do setor, entre outros”.

    A executiva também destaca que o envolvimento de todos os agentes do mercado será fundamental nessa fase de transição. “Contamos com a adesão maciça da comunidade do seguro para nos ajudar a propagar e fixar essas mudanças o mais rápido possível”, finaliza.

  • Atendimento ao Público é foco de certificações técnicas


    Fonte: Escola Nacional de Seguros

    Continuam abertas as inscrições para cursos de certificação técnica ministrados pela Escola Nacional de Seguros. No momento, estão sendo oferecidas três opções, marcadas para começar em abril, em Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR).

    Para profissionais de seguradoras, os cursos são na área de Atendimento ao Público, sendo um no segmento Seguros e outro sobre Vida e Previdência. Ambos acontecerão em Porto Alegre, a partir de 6 de abril.

    A opção para funcionários de corretoras de seguros é na área de Atendimento ao Público, no segmento Seguros. As aulas começarão no dia 14 de maio e serão realizadas em Curitiba.

    Os interessados devem se inscrever pelo www.funenseg.org.br, onde mais informações sobre certificações técnicas estão disponíveis.

  • Pós-graduações em três áreas de conhecimento


    Fonte: Escola Nacional de Seguros

    Os cursos de pós-graduação em nível de extensão da Escola Nacional de Seguros são indicados para quem procura se manter atualizado e reciclar ou aprofundar conhecimentos em áreas específicas do seguro.

    Voltados para profissionais que possuem ensino superior completo ou alto nível de conhecimento na área de interesse do curso, são ideais para quem deseja obter novas competências.

    Até junho, há oferta de três cursos em cinco cidades. A pós-graduação Gestão Comercial do Seguro, que fornece visão estratégica do mercado de seguros, dos produtos comercializados e das técnicas de comercialização e controle, está programada para Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Nesta última cidade, os interessados têm até 14 de março para se inscrever, pois as aulas terão início no dia 16 deste mês.

    Na capital paulista, serão realizados outros dois cursos. O de Resseguro Avançado transmite conhecimentos teóricos e práticos por meio de disciplinas relacionadas às operações de resseguro em seus vários tipos e situações cotidianas.

    Já Logística, Riscos e Sinistros na Cadeia de Suprimentos fornece visão holística deste segmento econômico, abrangendo toda a cadeia de suprimentos, incluindo logística, gerenciamento de riscos, seguros, sinistros e resseguros. Este curso também será oferecido no Rio de Janeiro.

    As inscrições devem ser feitas no www.funenseg.org.br, onde mais informações estão disponíveis.

  • Produção da indústria caiu em janeiro


    Fonte: G1

    A produção da indústria brasileira recuou 2,4% em janeiro frente a dezembro do ano passado. O resultado, pior desde fevereiro de 2016 quando houve retração de 2,5%, interrompeu quatro meses seguidos de crescimento. É o que aponta a pesquisa do setor divulgada nesta terça-feira (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Segundo o IBGE, a queda na produção foi generalizada entre as quatro grandes categorias da indústria brasileira. Mas a principal influência negativa partiu da produção de veículos automotores, que recuou 7,6% na passagem de dezembro para janeiro. Em dezembro, a indústria automotiva havia crescido 9,1% na comparação com o mês anterior.

    “A indústria automobilística tem um forte efeito de encadeamento e afeta diversos ramos que produzem componentes utilizados nos automóveis”, apontou o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Dentre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-7,1%) mostrou a queda mais acentuada e eliminou parte da expansão de 9,8% acumulada nos dois últimos meses de 2017. Essa foi a taxa negativa mais intensa desde março de 2017 (-7,5%). Também tiveram recuo os segmentos de bens intermediários (-2,4%) e de bens de capital (-0,3%).

    A única taxa positiva em janeiro foi a do setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis, que avançou 0,5%. Foi o segundo avanço consecutivo nesse tipo de comparação e levou ao acúmulo, nesse período, de um crescimento de 4,2%.

    Entre os setores, outras contribuições negativas relevantes sobre a indústria, além da automobilística, vieram de metalurgia (-4,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-5,4%), de produtos alimentícios (-1,1%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,4%), de outros equipamentos de transporte (-12,1%), de produtos de metal (-4,9%), de produtos diversos (-11,2%), de celulose, papel e produtos de papel (-3,3%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%).

    Dos 24 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE, apenas cinco tiveram crescimento de dezembro para janeiro. Os mais expressivos foram os de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (21,0%), de indústrias extrativas (2,2%) e bebidas (5,0%).

    Crescimento no ano

    Já na comparação com janeiro do ano passado, a indústria brasileira registrou crescimento de 5,7%. Segundo o IBGE, foi a nona taxa positiva consecutiva nesta base de comparação e a mais acentuada desde abril de 2013 (9,8%).

    “O setor industrial continua apresentando características de recuperação de perdas do passado, mas uma recuperação gradual”, ponderou o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.

    Os resultados positivos na comparação com janeiro do ano passado foram observados em todas as quatro grandes categorias econômicas da indústria brasileira e em 20 dos 26 ramos.

    De acordo com a pesquisa, bens de consumo duráveis (20,0%) e bens de capital (18,3%) assinalaram os avanços mais acentuados entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens intermediários (4,2%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (3,0%) também mostraram taxas positivas nesse mês, mas ambos com crescimento abaixo da média nacional (5,7%).

    O IBGE destacou que o segmento de bens de consumo duráveis registrou a 15ª positiva consecutiva nesta base de comparação - mês contra igual mês do ano anterior. As maiores influências para este resultado partiram da fabricação de automóveis, que cresceu 17,3% no período, e de eletrodomésticos da linha marrom, que avançou 50,4%.

    No acumulado dos últimos doze meses, ao avançar 2,8% em janeiro de 2018, a produção industrial marcou o resultado positivo mais elevado desde junho de 2011 (3,6%) e prosseguiu com a trajetória ascendente iniciada em junho de 2016 (-9,7%).

  • Preço médio da gasolina voltou a cair


    Fonte: CNC

    O preço médio da gasolina para o consumidor voltou a cair e fechou a semana passada em queda, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

    O recuo foi de 0,38%, para R$ 4,193 na média por litro.

    Na semana anterior, o valor do combustível registrado leve queda, mas chegou a registrar sequência de 14 semanas consecutivas de alta nas bombas. Em 2018, o preço da gasolina já tem alta acumulada de 2,29%. O valor representa uma média calculada pela ANP, que verifica os preços em diversos municípios.

    Eles, portanto, podem variar de acordo com o local. Eles, portanto, podem variar de acordo com o local. Ainda segundo levantamento da agência, o estado com o preço médio mais caro do Brasil é o Acre, com R$ 4,807, seguido pelo Rio de Janeiro, com R$ 4,665por litro. Já o Maranhão tem o preço médio mais baixo, com R$ 3,855. Enquanto o preço da gasolina terminou a semana em queda, nas refinarias, o valor foi ajustado para cima pela Petrobras, com alta de 3,21%.

  • Inflação de baixa renda recua em fevereiro


    Fonte: G1

    A inflação percebida pelas famílias de baixa renda recuou em fevereiro, pressionada pelo recuo de preços de alimentos e de cursos, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para as famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos, apresentou variação de -0,01%, taxa 0,51 ponto percentual abaixo da apurada em janeiro, quando o índice registrou variação de 0,50%.

    Com esse resultado, o indicador acumula alta de 0,49% no ano e de 1,94% nos últimos 12 meses.

    Em fevereiro, o IPC-BR (que mede a taxa do restante da população) registrou variação de 0,17%, portanto, acima do IPC-C1. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 3,07%, nível também acima do registrado pelo IPC-C1.

    Das oito classes de despesa que entram no cálculo do indicador, sete apresentaram recuo de preços:

    Alimentação (1,19% para -0,31%)

    Transportes (1,77% para 0,76%)

    Educação, Leitura e Recreação (2,24% para -0,18%)

    Vestuário (0,19% para -0,72%)

    Comunicação (0,08% para -0,10%)

    Saúde e Cuidados Pessoais (0,18% para 0,17%)

    Despesas Pessoais (0,14% para 0,13%)

    Nestes grupos, os destaques partiram dos itens:

    Hortaliças e legumes (16,30% para -0,39%)

    Tarifa de ônibus urbano (2,53% para 0,47%)

    Cursos formais (7,00% para 0,00%)

    Roupas (-0,26% para -0,70%)

    Mensalidade para TV por assinatura (0,16% para -2,60%)

    Salão de beleza (0,57% para 0,26%)

    Cartão de telefone (0,91% para -0,10%)

    Em contrapartida, apenas o grupo habitação apresentou acréscimo em sua taxa de variação (-0,83% para 0,07%), com destaque para o item tarifa de eletricidade residencial, que passou de -5,39% para 0,84%.

  • Relator da nova lei de licitações quer acabar com pregão eletrônico para obras


    Fonte: Agência Câmara

    O relator da comissão especial que analisa o projeto da nova lei de licitações (PL 6814/17), deputado João Arruda (PMDB-PR), defendeu nesta terça-feira (6) a extinção da modalidade de pregão eletrônico para obras. O texto aprovado pelo Senado libera os pregões para obras e compras de até R$150 mil.

    “Ou a gente libera tudo, ou acaba com o pregão de vez para obras e mantém o uso que está na lei, que é para dar agilidade na gestão e comprar produtos de consumo por um preço mais barato”, disse. Ele acredita que, com o teto proposto, ainda é possível fazer pequenas obras por meio de pregão eletrônico.

    Arruda foi indicado para a relatoria pelo presidente da comissão especial, deputado Augusto Coutinho (SD-PE), durante reunião desta tarde que marcou o início dos trabalhos do colegiado.

    O relator informou que deve apresentar seu parecer até a primeira semana de maio. Pelo Regimento da Casa, a comissão tem o prazo de até dez sessões do Plenário para analisar o relatório, a contar de 27 de fevereiro.

    Seguro garantia
    Segundo ele, a ideia é aprimorar a atual Lei de Licitações e Contratos (8.666/93), sobretudo em relação ao seguro garantia (entre o poder público e a empresa que executa a obra), a responsabilidade do gestor no cumprimento de prazos e o poder dos órgãos de fiscalização.

    “Tivemos já o Regime Diferenciado de Contratação (RDC) que foi importante para a execução de obras específicas, mas a gente precisa criar algo mais amplo que possa atender a todas as áreas e não que seja criado simplesmente para execução de uma obra ou de um programa específico de um governo”, disse o relator.

    João Arruda deve apresentar o roteiro de trabalho, com propostas para audiências públicas, na próxima reunião do colegiado, que ainda não foi marcada.

  • Pesquisa: 38% dos entrevistados estão com as contas no vermelho


    Fonte: CNC

    Pesquisa do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) revela que 38% dos entrevistados estão com as contas no vermelho. Isso significa que a renda deles não é suficiente para pagar todas as despesas.

    O levantamento foi realizado em fevereiro em 12 capitais brasileiras e ouviu 800 consumidores com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais.

    A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Ainda de acordo com a pesquisa, a maior parte dos consumidores ouvidos, 40%, informaram estar no "zero a zero", ou seja, sem sobra e nem falta de dinheiro.

    Outros 18% disseram que estão com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. Os 4% restantes não souberam ou preferiram não responder.

  • Mulheres ganham menos que os homens em todos os cargos


    Fonte: G1

    O mercado de trabalho brasileiro mostra que as mulheres ainda têm um longo caminho a percorrer para obter o mesmo reconhecimento que os homens. Pesquisa realizada pelo site de empregos Catho neste ano com quase 8 mil profissionais mostra que elas ganham menos que os colegas do sexo oposto em todos os cargos, áreas de atuação e níveis de escolaridade pesquisados – a diferença salarial chega a quase 53%.

    Além disso, mulheres ainda são minoria ocupando posições nos principais cargos de gestão, como diretoria, por exemplo.

    Para Kátia Garcia, gerente de relacionamento com cliente da Catho, apesar de ainda existir uma grande desigualdade entre homens e mulheres, houve um avanço, mesmo que tímido. E reconhece que levará tempo até que as condições sejam equiparadas.

    “Embora o cenário esteja longe do ideal, não podemos dizer que não há melhora. Aumentou a ocupação da mulher no mercado de um modo geral e também nos cargos de chefia”, diz.

    Nível de escolaridade

    A pesquisa mostra que as maiores diferenças salariais se dão entre os profissionais de nível superior e com MBA – as mulheres ganham quase a metade do salário dos homens. O percentual é atenuado conforme a escolaridade vai diminuindo, mas o salário dos homens é superior em todos os níveis de escolaridade.

    Kátia diz que essa diferença pode ser explicada pelo fato de as profissionais interromperem a vida profissional por causa da maternidade ou por mudarem de carreira e começarem do zero em outra com mais frequência que os homens.

    Segundo ela, estudo anterior feito pela Catho mostra que as mulheres interrompem a carreira seis vezes mais que os homens com a chegada dos filhos.

    Cargos
    O levantamento mostra que quando as mulheres ocupam cargos de presidente e diretor recebem em média 32% a menos que os homens. No cargo de consultor, a diferença chega a quase 39%. As menores diferenças estão nos cargos de auxiliar/assistente e estagiário/trainee.

    Kátia considera que o contexto histórico explica tantas diferenças reveladas pela pesquisa. “O fato de a mulher ter entrado no mercado mais tarde, ter tido acesso a escolaridade mais tarde, ter atribuição principal sobre a maternidade, tudo isso contribui para que o processo de carreira seja mais lento e existam essas diferenças”, explica.

    Quanto mais alto cargo, maior a desigualdade

    Já em relação à distribuição das mulheres entre cargos de gestão pesquisados, houve uma pequena melhora desde 2011, mas as desigualdades ainda aparecem e aumentam à medida que o nível hierárquico sobe.

    O cargo de presidente é o que tem a menor proporção de mulheres – 25,85% em 2017 - e apresenta o menor crescimento em comparação a 2011 - aumento de 2,94 pontos percentuais.

    Já o cargo de encarregado, o mais baixo entre os pesquisados em nível de gestão, tem a maior proporção de mulheres – 61,57%.

    Kátia considera que a questão da maternidade pode desacelerar a carreira das mulheres, o que pode explicar tamanha desproporção e o fato de elas terem maior participação nos cargos mais baixos da hierarquia.

    Áreas de atuação

    A pesquisa da Catho mostra que em todas as áreas de atuação pesquisadas, as mulheres ganham menos que os homens, até mesmo nas que há predominância feminina, como na de saúde. A maior diferença está na área jurídica – as mulheres recebem menos da metade da remuneração dos homens (52,7% a menos).

    “A verdade é que estamos longe da equiparação salarial, em especial quando percebemos que elas ainda ganham menos que eles em todas as áreas de atuação consultadas”, diz Kátia.

    Segundo ela, as empresas costumam avaliar a disponibilidade que a profissional mulher tem para contratá-la ou promovê-la. “Se o filho fica doente é a mãe que sai para socorrer. Para uma promoção por exemplo isso pesa”, diz.

    Cenário promissor
    Kátia ressalta que tem havido um aumento das promoções para as mulheres, incluindo mudanças de cargos e reajustes de salários, e que existe uma tendência para que as desigualdades sejam reduzidas.

    Entre os fatores, ela cita a tendência de muitas empresas de permitirem o home office (trabalho remoto), que ajuda principalmente as profissionais com filhos a terem um horário de trabalho flexível.

    “É positivo para o mercado as profissionais que cuidam da casa e entregam bons resultados dentro do trabalho. Isso equaciona a maternidade e a carreira para as mulheres e propicia uma igualdade de salários um pouco maior”, afirma Kátia.

    Kátia se diz otimista com o futuro. Para ela, uma série de mudanças já começaram a contribuir para mudar o cenário de desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

    “Os homens estão ajudando as mulheres em casa, hoje em dia as famílias estão menores, há muitas famílias que optam por não ter filhos, a possibilidade de trabalhar em casa por causa da internet, tudo isso já está ajudando”, diz.

  • Mercado segurador pressiona governo por agenda específica




    Fonte: DCI

    O mercado segurador pressionará o governo pelo andamento das agendas regulatória e de microrreformas em 2018. Após pequeno avanço de 3,2% em 2017 contra 2016, previsão é que novos produtos e maior preparo tragam alta de dois dígitos para o setor em 2019.

    “O objetivo é fazer com que as autoridades priorizem uma agenda que permita ganho ao setor no curto e médio prazo”, comenta o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg), Marcio Coriolano em evento promovido pela confederação.

    Desde o ano passado a CNseg já pressionava para que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o próprio Ministério da Fazenda trouxessem o marco regulatório e colocassem em andamento medidas para sustentar o crescimento e de solvência do setor.

    O mau encaminhamento da situação fiscal do País e até mesmo as dificuldades para aprovação das reformas no Congresso, porém, adiaram as medidas voltadas ao mercado e ainda trarão volatilidade em 2018.

    Segundo Coriolano, o pouco espaço que sobra na agenda legislativa pode ser compensado com as microrreformas.

    “O governo não pode esquecer que há assuntos de seguros que contribuem para a questão fiscal e que a pauta microeconômica não necessita de projeto legislativo para acontecer. É um cardápio importante de medidas, mas que ainda depende de vontade política”, acrescenta.

    Além do produto de segurança no trabalho e de garantia – bastante comentado com a possível implementação da nova lei de licitações –, os executivos ponderam questões regulatórias de capitalização e a melhoria nos seguros de saúde – que ainda enfrenta dificuldades.

    Para Coriolano, a depender da direção dada aos assuntos por parte das entidades regulatórias e fiscalizadoras, o crescimento do setor pode alcançar os dois dígitos a partir do ano que vem.

    A arrecadação total do mercado em 2017 – sem contar saúde suplementar – somou R$ 247,1 bilhões, alta de 3,2% em relação ao ano anterior (R$ 239,3 bilhões).

    “Há muito a ser feito. O crescimento da nossa indústria estará sempre limitado pela capacidade do País de incluir mais pessoas no mercado e da própria recuperação econômica. A expectativa é que as escolhas de 2018 levem a um crescimento melhor em 2019”, complementa Coriolano.

    Ramos Elementares

    Um dos fôlegos deve vir dos ramos elementares, principalmente nas apólices de automóveis – que mostraram quedas significativas na crise, ante aumento de preços e sinistros.

    “Apesar da alta sinistralidade, nós esperamos que as atitudes a favor da segurança pública e o fortalecimento do auto popular ajudem a trazer preços e crescimentos mais compatíveis com as expectativas”, avalia o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges da Costa.

    Segundo dados da Susep, desde sua implementação em dezembro de 2016, os prêmios diretos do seguro auto popular cresceram mais de 500% até o final do ano passado, de R$ 23,9 mil para R$ 148,1 mil.

    Além da maior abrangência que o seguro traria para o mercado, a expectativa é que a aderência do auto popular também contribua no combate à venda de proteção veicular, produto vendido por administradoras e considerado ilegal, uma vez que não é regulado pela Susep.

    “Com as novas fronteiras que as fintechs e o on-line têm trazido, temos trabalhado fortemente contra o mercado marginal que, inclusive, já começa a atuar em diversos setores”, pontua o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataides.

  • BNDES amplia prazo dos financiamentos de projetos


    Fonte: CNC

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a ampliação do prazo total dos financiamentos de projetos de infraestrutura, que poderão chegar a até 34 anos, redução dos spreads (diferença entre o que os bancos pagam para captar dinheiro e o que ganham ao emprestar) e aumento da participação máxima do banco nos financiamentos.

    As mudanças dão continuidade a medidas anunciadas em janeiro, quando entrou em vigor a Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituiu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) como taxa básica das operações do banco.

  • Com a crise, dispara a quantidade de brasileiros que desistem de viver no Brasil


    Fonte: Globo.com

    A quantidade de pessoas que decidiram deixar o Brasil para viver em outro país cresceu 165% em um período de sete anos. Em 2011, 8,1 mil declarações de saída definitiva foram entregues à Receita Federal; em 2017, contudo, esse número mais que dobrou, e 21,7 mil brasileiros deixaram o país até 13 de dezembro (dados mais recentes).

    O salto mais expressivo na debandada coincide com o auge da crise econômica no Brasil, de 2015 para 2016, quando o número de declarações entregues subiu mais de 40%. No ano anterior, o aumento tinha sido de 19% e, de 2013 para 2014, de 24%. Os números englobam tanto as saídas de brasileiros quanto de estrangeiros que residiam no país (veja gráfico completo abaixo).

    "Havia a expectativa de que a economia ia começar a melhorar e também um movimento xenófobo [no mundo], que poderia desacelerar esse processo [de saída do Brasil]. Mas as perspectivas para a política no ano que vem desanimam", afirma Jorge Botrel, sócio da JBJ Partners, empresa especializada em empreendedorismo e expatriação para os Estados Unidos, lembrando que 2018 é ano de eleições no Brasil.

    No escritório de Botrel, a demanda por assessoria para deixar o Brasil está aquecida. Em 2016, ele atendeu cerca de 60 clientes, dos quais 15 já foram embora do país. Em 2017, continua ele, já foram 120 atendimentos, e 25 desses clientes já embarcaram.

    "Estamos falando de pessoas qualificadas. O perfil do imigrante não é mais aquele que vem com uma mão na frente e outra atrás. São altos executivos, que estão abandonando suas carreiras para abrir um negócio, pessoas com PhD. É um movimento triste, porque o Brasil está perdendo recursos", destaca.

    Botrel afirma que aqueles que procuram seus serviços são, normalmente, pessoas na faixa dos 30 aos 55 anos de idade, que se mudam com a família. "São casais com filhos pequenos que querem dar um futuro melhor para eles, muitos empresários", conta.

    Esse é exatamente o perfil do paraquedista Ronaldo Tkotz, de 36 anos. Depois de muito ir e vir, ele fincou o pé nos Estados Unidos em maio. E levou a esposa e os dois filhos: um menino de 4 anos e uma menina de 2 anos.

    "Foi uma decisão muito ligada à nossa insatisfação com o Brasil, não só por conta do quadro econômico, mas porque é um país muito injusto com quem trabalha, quem empreende", diz Tkotz.

    Outra brasileira que ganhou um empurrãozinho da crise para dar adeus definitivo ao país foi a executiva de vendas Bruna Lousada, de 30 anos.

    Ela trabalhava em uma empresa que vendia equipamentos farmacêuticos importados no Brasil e sofreu pesado com a oscilação do dólar nos últimos anos. Diante desse cenário (e do término de um longo relacionamento), resolveu colocar em prática um plano antigo: procurar emprego no exterior, na sua área.
    A brasileira Bruna Lousada mora na Inglaterra há dois anos e meio (Foto: Arquivo pessoal) A brasileira Bruna Lousada mora na Inglaterra há dois anos e meio (Foto: Arquivo pessoal)

    A brasileira Bruna Lousada mora na Inglaterra há dois anos e meio (Foto: Arquivo pessoal)

    Bruna se mudou para a Inglaterra em julho de 2015 e, hoje, mora na cidade de Cambridge. Cidadã portuguesa, ela não precisou de visto – mas o investimento para conseguir a dupla nacionalidade foi de cerca de R$ 8 mil.

    "Agora que eu conheci as oportunidades que um país de primeiro mundo pode dar, não volto mais", diz Bruna.

    "No Brasil, trabalhei cinco anos na mesma empresa, sendo três deles na mesma função. Aqui, em um ano e meio já fui promovida três vezes", emenda.

    Imóveis no exterior

    Os investimentos de brasileiros em imóveis no exterior quase dobraram de 2011 para 2016: de US$ 3,6 bilhões para US$ 6,1 bilhões, segundo dados do Banco Central.

    Os Estados Unidos são o país preferido, onde foram aportados US$ 2,3 bilhões em imóveis no ano passado. Portugal vem em segundo lugar, com US$ 725 milhões, seguido de França, com US$ 589 milhões, e Itália, com US$ 290 milhões.

    Matias Alem, fundador da Beyond Realty Group (BRG), que comercializa imóveis de luxo em Miami, no estado da Flórida (EUA), diz que a procura de brasileiros por apartamentos no tradicional destino de compras aumentou nos últimos dois anos.

    "A gente mostra muito apartamento para brasileiros e vê profissionais qualificados se mudando para cá. Quem tem negócio grande no Brasil e não pode deixar o país também compra como segunda residência", diz.

    Os imóveis que ele vende custam, em média, US$ 5 milhões (cerca de R$ 16,5 milhões).

    Tkotz ainda não tem casa própria nos EUA, mas está trabalhando no relacionamento com os bancos para conseguir crédito.

    O engenheiro de formação, por outro lado, já aplicou uma boa quantia em um negócio próprio no país. O dinheiro que ganhou com a venda da empresa de autopeças da sua família, em 2014, foi usado para abrir uma escola de paraquedismo na cidade de Hollister, no estado da Califórnia. Segundo ele, a nova vida é difícil, mas recompensadora.

    Os investimentos na empresa foram de US$ 450 mil, e cerca de US$ 100 mil foram usados para conseguir os vistos (grande parte dos vistos que dão direito a permanecer nos EUA exige aportes significativos para movimentar a economia do país).

    Todo o processo para se mudar, facilitado porque Tkotz tem passaporte alemão, levou cerca de um ano.

    "Cheguei a fazer sete planos de negócios para coisas diferentes no Brasil [de táxi aéreo a franquia de fast food], mas não tive coragem de investir. Aqui, me sinto como em uma pista de patinação: é só você dar um impulso que vai longe. Lá, me sentia com lama até a cintura, é uma dificuldade enorme para se mover de um lugar para outro. Não penso em voltar de forma alguma. Se tiver que sair daqui um dia, vou para a Europa", afirma.

    Bruna Lousada, formada em turismo e com MBA em marketing, diz que está juntando dinheiro para também montar seu próprio negócio.

    Noiva de um português, ela pretende deixar a Inglaterra para abrir uma pousada com foco em atividades voltadas para qualidade de vida em Portugal, em 2019. Voltar para o Brasil não está nos seus planos. Pelo contrário: ela quer levar toda a família para viver na Europa – o irmão já foi, agora falta convencer os pais.

  • Mercado eleva previsão de crescimento da economia para 2017 e 2018


    Fonte: G1

    Menos de uma semana depois de o governo elevar suas previsões de crescimento para a economia em 2017 e 2018, economistas do mercado financeiro mantiveram a tendência verificada nas últimas semanas e ampliaram mais uma vez suas expectativas de crescimento para este e para o próximo ano.

    Segundo dados do relatório de mercado conhecido como "Focus", o mercado espera que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 0,96% em 2017 e 2,64% em 2018, as previsões da semana anterior eram de 0,91% e 2,62%.

    Foi a terceira alta seguida na previsão do PIB de 2017 e a quinta semana seguida de elevação do PIB de 2018.

    Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que o governo estima um crescimento de 1,1% do PIB em 2017 e de 3% em 2018.

    O Focus é feito com base em pesquisas feitas na semana passada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.

    Inflação

    No último relatório, os economistas entrevistados pelo Banco Central reduziram novamente a previsão de inflação para 2017, de 2,88% para 2,83%, mantendo o índice abaixo do piso da meta do governo, que é de 3%. Para 2018, a estimativa de inflação caiu de 4,02% para 4%.

    Se a expectativa do mercado se confirmar, a inflação deste ano também será a menor desde 1998, ano em que somou 1,65%, segundo a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Sistema de metas de inflação

    A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

    Pelo sistema brasileiro, a meta central é de 4,5% para este ano e para 2018, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo, de modo que a inflação pode ficar entre 3% e 6% sem que seja formalmente descumprida.

    Quando a meta de inflação é descumprida, o presidente do Banco Central tem que escrever uma carta pública ao ministro da Fazenda explicando as razões para a variação fora da previsão.

    Juros

    O mercado financeiro não mexeu na sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, e a manteve em 7% ao ano (atual patamar) para o fechamento de 2018.

    Câmbio, balança e investimentos

    Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 subiu de R$ 3,25 para R$ 3,29.

    Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana ficou estável em R$ 3,30 pela 13ª semana consecutiva.

    A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2017, apresentou uma leve alta de US$ 65,66 bilhões para US$ 65,82 bilhões de resultado positivo.

    Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit caiu de US$ 52,5 bilhões para US$ 52 bilhões.

    A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 80 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas também ficou estável também em US$ 80 bilhões.