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  • Com a crise, dispara a quantidade de brasileiros que desistem de viver no Brasil


    Fonte: Globo.com

    A quantidade de pessoas que decidiram deixar o Brasil para viver em outro país cresceu 165% em um período de sete anos. Em 2011, 8,1 mil declarações de saída definitiva foram entregues à Receita Federal; em 2017, contudo, esse número mais que dobrou, e 21,7 mil brasileiros deixaram o país até 13 de dezembro (dados mais recentes).

    O salto mais expressivo na debandada coincide com o auge da crise econômica no Brasil, de 2015 para 2016, quando o número de declarações entregues subiu mais de 40%. No ano anterior, o aumento tinha sido de 19% e, de 2013 para 2014, de 24%. Os números englobam tanto as saídas de brasileiros quanto de estrangeiros que residiam no país (veja gráfico completo abaixo).

    "Havia a expectativa de que a economia ia começar a melhorar e também um movimento xenófobo [no mundo], que poderia desacelerar esse processo [de saída do Brasil]. Mas as perspectivas para a política no ano que vem desanimam", afirma Jorge Botrel, sócio da JBJ Partners, empresa especializada em empreendedorismo e expatriação para os Estados Unidos, lembrando que 2018 é ano de eleições no Brasil.

    No escritório de Botrel, a demanda por assessoria para deixar o Brasil está aquecida. Em 2016, ele atendeu cerca de 60 clientes, dos quais 15 já foram embora do país. Em 2017, continua ele, já foram 120 atendimentos, e 25 desses clientes já embarcaram.

    "Estamos falando de pessoas qualificadas. O perfil do imigrante não é mais aquele que vem com uma mão na frente e outra atrás. São altos executivos, que estão abandonando suas carreiras para abrir um negócio, pessoas com PhD. É um movimento triste, porque o Brasil está perdendo recursos", destaca.

    Botrel afirma que aqueles que procuram seus serviços são, normalmente, pessoas na faixa dos 30 aos 55 anos de idade, que se mudam com a família. "São casais com filhos pequenos que querem dar um futuro melhor para eles, muitos empresários", conta.

    Esse é exatamente o perfil do paraquedista Ronaldo Tkotz, de 36 anos. Depois de muito ir e vir, ele fincou o pé nos Estados Unidos em maio. E levou a esposa e os dois filhos: um menino de 4 anos e uma menina de 2 anos.

    "Foi uma decisão muito ligada à nossa insatisfação com o Brasil, não só por conta do quadro econômico, mas porque é um país muito injusto com quem trabalha, quem empreende", diz Tkotz.

    Outra brasileira que ganhou um empurrãozinho da crise para dar adeus definitivo ao país foi a executiva de vendas Bruna Lousada, de 30 anos.

    Ela trabalhava em uma empresa que vendia equipamentos farmacêuticos importados no Brasil e sofreu pesado com a oscilação do dólar nos últimos anos. Diante desse cenário (e do término de um longo relacionamento), resolveu colocar em prática um plano antigo: procurar emprego no exterior, na sua área.
    A brasileira Bruna Lousada mora na Inglaterra há dois anos e meio (Foto: Arquivo pessoal) A brasileira Bruna Lousada mora na Inglaterra há dois anos e meio (Foto: Arquivo pessoal)

    A brasileira Bruna Lousada mora na Inglaterra há dois anos e meio (Foto: Arquivo pessoal)

    Bruna se mudou para a Inglaterra em julho de 2015 e, hoje, mora na cidade de Cambridge. Cidadã portuguesa, ela não precisou de visto – mas o investimento para conseguir a dupla nacionalidade foi de cerca de R$ 8 mil.

    "Agora que eu conheci as oportunidades que um país de primeiro mundo pode dar, não volto mais", diz Bruna.

    "No Brasil, trabalhei cinco anos na mesma empresa, sendo três deles na mesma função. Aqui, em um ano e meio já fui promovida três vezes", emenda.

    Imóveis no exterior

    Os investimentos de brasileiros em imóveis no exterior quase dobraram de 2011 para 2016: de US$ 3,6 bilhões para US$ 6,1 bilhões, segundo dados do Banco Central.

    Os Estados Unidos são o país preferido, onde foram aportados US$ 2,3 bilhões em imóveis no ano passado. Portugal vem em segundo lugar, com US$ 725 milhões, seguido de França, com US$ 589 milhões, e Itália, com US$ 290 milhões.

    Matias Alem, fundador da Beyond Realty Group (BRG), que comercializa imóveis de luxo em Miami, no estado da Flórida (EUA), diz que a procura de brasileiros por apartamentos no tradicional destino de compras aumentou nos últimos dois anos.

    "A gente mostra muito apartamento para brasileiros e vê profissionais qualificados se mudando para cá. Quem tem negócio grande no Brasil e não pode deixar o país também compra como segunda residência", diz.

    Os imóveis que ele vende custam, em média, US$ 5 milhões (cerca de R$ 16,5 milhões).

    Tkotz ainda não tem casa própria nos EUA, mas está trabalhando no relacionamento com os bancos para conseguir crédito.

    O engenheiro de formação, por outro lado, já aplicou uma boa quantia em um negócio próprio no país. O dinheiro que ganhou com a venda da empresa de autopeças da sua família, em 2014, foi usado para abrir uma escola de paraquedismo na cidade de Hollister, no estado da Califórnia. Segundo ele, a nova vida é difícil, mas recompensadora.

    Os investimentos na empresa foram de US$ 450 mil, e cerca de US$ 100 mil foram usados para conseguir os vistos (grande parte dos vistos que dão direito a permanecer nos EUA exige aportes significativos para movimentar a economia do país).

    Todo o processo para se mudar, facilitado porque Tkotz tem passaporte alemão, levou cerca de um ano.

    "Cheguei a fazer sete planos de negócios para coisas diferentes no Brasil [de táxi aéreo a franquia de fast food], mas não tive coragem de investir. Aqui, me sinto como em uma pista de patinação: é só você dar um impulso que vai longe. Lá, me sentia com lama até a cintura, é uma dificuldade enorme para se mover de um lugar para outro. Não penso em voltar de forma alguma. Se tiver que sair daqui um dia, vou para a Europa", afirma.

    Bruna Lousada, formada em turismo e com MBA em marketing, diz que está juntando dinheiro para também montar seu próprio negócio.

    Noiva de um português, ela pretende deixar a Inglaterra para abrir uma pousada com foco em atividades voltadas para qualidade de vida em Portugal, em 2019. Voltar para o Brasil não está nos seus planos. Pelo contrário: ela quer levar toda a família para viver na Europa – o irmão já foi, agora falta convencer os pais.

  • Mercado eleva previsão de crescimento da economia para 2017 e 2018


    Fonte: G1

    Menos de uma semana depois de o governo elevar suas previsões de crescimento para a economia em 2017 e 2018, economistas do mercado financeiro mantiveram a tendência verificada nas últimas semanas e ampliaram mais uma vez suas expectativas de crescimento para este e para o próximo ano.

    Segundo dados do relatório de mercado conhecido como "Focus", o mercado espera que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 0,96% em 2017 e 2,64% em 2018, as previsões da semana anterior eram de 0,91% e 2,62%.

    Foi a terceira alta seguida na previsão do PIB de 2017 e a quinta semana seguida de elevação do PIB de 2018.

    Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que o governo estima um crescimento de 1,1% do PIB em 2017 e de 3% em 2018.

    O Focus é feito com base em pesquisas feitas na semana passada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.

    Inflação

    No último relatório, os economistas entrevistados pelo Banco Central reduziram novamente a previsão de inflação para 2017, de 2,88% para 2,83%, mantendo o índice abaixo do piso da meta do governo, que é de 3%. Para 2018, a estimativa de inflação caiu de 4,02% para 4%.

    Se a expectativa do mercado se confirmar, a inflação deste ano também será a menor desde 1998, ano em que somou 1,65%, segundo a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Sistema de metas de inflação

    A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

    Pelo sistema brasileiro, a meta central é de 4,5% para este ano e para 2018, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo, de modo que a inflação pode ficar entre 3% e 6% sem que seja formalmente descumprida.

    Quando a meta de inflação é descumprida, o presidente do Banco Central tem que escrever uma carta pública ao ministro da Fazenda explicando as razões para a variação fora da previsão.

    Juros

    O mercado financeiro não mexeu na sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, e a manteve em 7% ao ano (atual patamar) para o fechamento de 2018.

    Câmbio, balança e investimentos

    Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 subiu de R$ 3,25 para R$ 3,29.

    Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana ficou estável em R$ 3,30 pela 13ª semana consecutiva.

    A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2017, apresentou uma leve alta de US$ 65,66 bilhões para US$ 65,82 bilhões de resultado positivo.

    Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit caiu de US$ 52,5 bilhões para US$ 52 bilhões.

    A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 80 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas também ficou estável também em US$ 80 bilhões.

  • FenSeg diz que ano “foi díficil” para seguros gerais


    Fonte: CNseg

    O presidente da FenSeg, João Francisco Borges da Costa, classificou de difícil o ano de 2017, sobretudo pelo comportamento irregular da carteira de Automóvel, que é a ancora do desempenho de Seguros Gerais.

    Tal ramo, após registrar forte retração a certa altura, conseguiu uma recuperação muito grande nos últimos meses, virando para uma trajetória positiva- de 7% no acumulado até outubro. Outras contribuições importantes partiram das apólices de Garantia contra riscos financeiros; do Habitacional e do Seguro Rural.2

    Segundo ele, não fosse a forte redução dos valores dos prêmios do seguro DPVAT neste ano (31% determinados pelo CNSP), o mercado de Seguros Gerais teria condições de fechar o ano na casa de dois dígitos, mas o mais provável é que encerre com uma taxa bem perto de 8% (7,7%) e alcance algo parecido em 2018.

    “Estamos bastante otimistas em relação a 2018, mas temos, entre os principais desafios, o combate às associações que comercializam a proteção veicular, menos pelo volume de prêmios que subtraem do mercado segurador e mais pelo abalo na credibilidade que proporcionam. O segundo desafio é o de aperfeiçoar e difundir o seguro Auto Popular e, em relação a isso, temos a absoluta certeza que, com as novas normas, haverá um aumento de sua penetração”, afirmou ele.

    “Em terceiro lugar, mas não menos importante, nós queremos acompanhar de perto a regulamentação da nova lei de licitação de obras públicas, já que, com a obrigatoriedade de contratação de seguro de Garantia de Obrigações Contratuais, haverá um impacto significativo no volume de prêmios arrecadados”, finalizou.

  • É possível evitar grandes prêmios nos seguros contra cibercrimes?


    Fonte: Computer World

    O número de ciberataques é maior a cada dia e as violações de segurança ocupam as manchetes dos jornais. Com perdas financeiras maiores a cada novo ataque, a demanda por seguros de cibercrimes está em franca expansão. Nos Estados Unidos, a expectativa é que os prêmios de seguros em vigor cresçam dez vezes na próxima década, saltando de US$ 2 bilhões para US$ 20 bilhões. Por aqui, os números não serão muito diferentes.

    E isso porque este é um tipo de seguro que costuma cobrir não só as perdas financeiras, mas também as de imagem e reputação. Precisamos ter em mente que, com o crescimento da “internet das coisas”, aumenta também o número de portas de entrada para tais ataques e os danos podem ser consideráveis. Há alguns anos, o roubo de dados pessoais de clientes da varejista americana Target causou perdas superiores a U$$ 100 milhões.

    Diante dos números, as medidas de cibersegurança, incluindo as apólices de seguro, têm sido mais frequentes nas agendas dos executivos, sobretudo na alta direção. Hoje, a cobertura global disponível para as grandes empresas continua a ser uma preocupação. Em muitos casos, as empresas não conseguem comprar a cobertura que desejam, já que os valores são altos demais para a maioria das organizações. Em muitos aspectos, a demanda supera a oferta e, como em qualquer mercado, sob estas condições, o comprador fica em desvantagem.

    Neste cenário, tal como acontece com a maioria das categorias de seguros, a melhor forma de obter a cobertura necessária com as melhores taxas é demonstrar que sua empresa representa um risco baixo ou mostrar que estão sendo tomadas as medidas necessárias para que ela se torne mais segura. É a mesma lógica para quem compra carros ou imóveis, embora a categoria de cobertura do seguro de violação cibernética ainda seja insipiente em muitos aspectos. Se você conhece seus riscos, pode negociar. Se reduz seus riscos, fará um negócio melhor.

    Com muitas organizações decidindo que este é um bom momento para procurar a cobertura do risco cibernético, as empresas também estão percebendo que a melhor abordagem para negociar essa cobertura é estar mais bem preparado para a inevitável conversa sobre o perfil de risco organizacional.

    Há um paralelo entre o mundo atual da avaliação do risco de crédito ao consumidor e o mundo emergente da avaliação do risco cibernético de empresas. Os consumidores estão em uma posição muito mais capacitada em relação às instituições financeiras com as quais eles estão fazendo negócios. Ao entenderem a forma como os credores os visualizam, os consumidores estão conseguindo vantagens e fazendo melhores negócios com seus bancos.

    O fato de as seguradoras estarem examinando cada vez mais as ferramentas de avaliação de risco de terceiros como parte de suas decisões de subscrição não só melhora a quantificação de risco para o subscritor, mas também oferece uma oportunidade para os compradores de cobertura de risco cibernético se olharem através da mesma lente. E isso porque você não pode resolver problemas que não conhece.

    Promover a conscientização é uma ferramenta útil para reduzir a exposição. As avaliações quantitativas também proporcionam uma vantagem na medida em que podem ser rastreadas ao longo do tempo, permitindo que uma organização saiba se estão melhorando ou piorando.

    Com dados em mãos, a liderança pode tomar decisões mais assertivas a respeito das prioridades de investimento. Boas métricas são a base para uma boa ação. Alguns dos novos produtos de risco cibernético tomam uma abordagem empírica e quantitativa que proporciona uma correlação direta e previsível com os resultados de longo prazo. Estas são as ferramentas que, em última instância, serão avaliadas por seguradoras, e também as que os compradores de cobertura cibernética devem procurar entender e adotar. Elas podem fornecer uma avaliação de risco sólida e avançada, e seu uso contínuo pode servir para impulsionar a melhoria contínua.

    As informações públicas disponíveis, os dados da Deep Web e as varreduras de IP produzem informações sobre organizações que podem ser correlacionadas ao risco de violação cibernética. Embora muitos desses indicadores não sejam necessariamente vetores de violação para si mesmos, a correlação entre as características visíveis externamente dos ativos expostos da tecnologia da informação e os eventos reais de violação podem ser derivadas empiricamente.

    Assim como os scores de crédito do consumidor analisa o quão bem um consumidor gerencia suas obrigações de crédito para prever padrões futuros, as notas de risco de cobertura cibernética analisam o quão bem uma organização gerencia seus ativos de dados para prever futuras violações de dados. E assim como as pontuações de crédito criaram eficiência e transparência nos mercados de crédito, os escores de risco de segurança cibernética podem criar eficiência e transparência no seguro. Conhecer o seu perfil de risco relativo antes de procurar cobertura pode sim colocá-lo em uma posição vantajosa.

  • Bacharelado em Administração da Funenseg consolida posição entre os melhores do País


    Fonte: Escola Nacional de Seguros - www.funenseg.org.br

    A Escola Nacional de Seguros recebeu mais uma avaliação que reforça a qualidade do ensino oferecido pela Instituição. A classificação anual do Índice Geral de Cursos (IGC), divulgada na última semana, atribuiu ao ensino superior da Escola a nota 4 (em escala até 5), no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP).

    O IGC é o índice do MEC que abrange todas as dimensões da vida acadêmica de uma instituição de ensino superior, englobando a avaliação dos formandos, qualidade docente, infraestrutura, entre outros quesitos. Com isso, é possível comparar cursos diferentes.

    O recente resultado consolida a Graduação em Administração da Escola como uma das melhores do País. Levando em conta as quase 2.000 faculdades avaliadas pelo MEC em todo o Brasil, de todos os cursos existentes, a Escola Nacional de Seguros do Rio obteve a 33ª posição, e a de São Paulo, a 69ª posição.

    Considerando todas as faculdades de Administração do Estado do Rio de Janeiro, a Escola está avaliada como a segunda melhor. Já entre as faculdades de Administração da cidade de São Paulo, a Instituição figura na quinta posição.

    A nota do IGC também ratifica o excelente desempenho obtido pelo Bacharelado em Administração no último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado também pelo MEC, no qual o curso ficou com nota máxima, 5, no Rio de Janeiro, e 4, em São Paulo.

    Matrículas para 2018

    O Bacharelado da Escola segue com inscrições abertas para o primeiro semestre de 2018, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na capital paulista, o próximo processo seletivo será no dia 13 de janeiro, enquanto na capital fluminense, a data é 27 de janeiro.

    Outra opção oferecida pela Instituição para formação superior é o curso de Tecnólogo em Gestão de Seguros, disponível no Rio de Janeiro. O próximo processo seletivo para o primeiro semestre de 2018 também será no dia 13 de janeiro.

    Para ambos os cursos é possível se inscrever mediante resultado do ENEM (últimos três anos), apresentação de diploma de ensino superior e transferência externa.

    Candidatos que realizarem matrícula até 31 de janeiro, para o curso de Tecnólogo no Rio, ou até 29 de janeiro, para o Bacharelado em São Paulo, terão 50% de desconto na primeira mensalidade.

    As inscrições devem ser feitas no hotsite das graduações, o www.profissaosegura.com.br, onde mais informações estão disponíveis.

  • Primeiros cursos de extensão de 2018 terão início em janeiro


    Fonte: Escola Nacional de Seguros - www.funenseg.org.br

    O mercado de seguros está em constante evolução e, cada vez mais, exige profissionais com novos conhecimentos e competências. Visando a atender a essa necessidade, a Escola Nacional de Seguros oferece cursos de extensão em diversas áreas de negócio.

    Os programas são ideais para aqueles que buscam requalificação profissional ou atualização de conhecimentos. Quem pretende investir nesse tipo de capacitação em 2018 já pode se programar, pois é grande a oferta de extensões entre janeiro e junho.

    Rápidos e dinâmicos, os cursos têm duração de até 40h e abordam diferentes ramos do seguro. São ao todo 28 opções, que abordam temas como resseguro, responsabilidade civil, seguros ambientais, direito ressecuritário, seguros de transportes, seguro aeronáutico, previdência complementar, gerenciamento de riscos, seguros do agronegócio, entre outros.

    As primeiras cidades contempladas serão Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Os interessados devem ficar atentos, pois alguns cursos estão disponíveis em mais de uma localidade.

    As inscrições estão abertas e devem ser feitas no site da Escola, www.funenseg.org.br, que fornece outros detalhes sobre os cursos.

  • País terá recuperação sustentável e robusta em 2018 e crescerá 3,5%


    Fonte: Folha de São Paulo

    Economista que integra grupo que define períodos de recessão que só no ínicio de 2020. Atividade deve voltar ao pico registrado no começo de 2014.

    Mais otimista do que a média do mercado, cuja previsão é de uma alta de 2,5% para a economia em 2018, Marcelle Chauvet espera que a atividade cresça 3,5% no ano que vem. Mas, mesmo que esse percentual mais alto se repita no ano seguinte, o PIB (Produto Interno Bruto) só voltará ao pico registrado em 2014 nos primeiros meses de 2020, afirma Chauvet, que estuda os ciclos da economia desde o doutorado e ajudou a implementar um comitê sobre o assunto na Turquia.

    A economista também destoa de seus pares ao não prever grandes abalos na economia em ano de eleições.
    "O pior que poderia acontecer já aconteceu", afirma Chauvet, sobre o impeachment de Dilma Rousseff e as suspeitas de corrupção que recaíram sobre o atual presidente, Michel Temer.

    "Mesmo assim, o Brasil continua crescendo. Acho muito difícil ter choques negativos que possam tirar a economia do lugar."

    Professora-assistente da Universidade da Califórnia Riverside, Chauvet integra também o Codace, o grupo de sete economistas formado pela FGV e que data inícios e fins de recessão.

    Há uma semana, o comitê informou que a recessão brasileira durou 11 trimestres e acabou no fim de 2016.

    *

    Folha - A economia tem mesmo ganhado tração ao longo deste ano?
    Marcelle Chauvet - A recuperação não ocorre instantaneamente em todas as regiões, indústrias, setores. Mas, à medida que a economia vai se recuperando, o crescimento se torna mais robusto e fica mais visível nos dados agregados.

    A recuperação começou modesta, mas tem ganhado tração. A produção industrial e as vendas no comércio mostram uma aceleração, assim com o setor de serviços, apesar de apresentar alta mais modesta.

    O consumo das famílias puxa a retomada. Esse movimento parece sólido?
    Sim, ele decorre de um cenário favorável que inclui inflação em queda, Juros mais baixos, crédito à pessoa física e a renda da liberação do FGTS.

    Juntam-se isso a redução do desemprego e o desempenho positivo do mercado financeiro, o que leva a um ambiente de maior otimismo comparado com os últimos anos.

    Por que demoramos mais a perceber que a economia saiu da recessão?
    Em geral, a percepção tende a ser mais negativa no fim de uma recessão, assim como otimista demais no fim de um período de expansão.

    Mas o meu modelo indica que a probabilidade de termos saído da recessão é grande, e isso independe de percepção.

    Mas alguns dados ainda estão bem fracos, não?
    Normalmente, os períodos em que a economia está se recuperando são de muita incerteza, e incerteza leva a oscilação. É comum que alguns setores cresçam e outros não.

    E, se você olha dados agregados, esse crescimento pode ser pequeno. Num momento de recuperação, olhar o agregado pode ser desanimador.

    Que indicadores se destacam?
    A produção de bens de capital já vinha indicando recuperação da indústria de transformação desde o fim do ano passado.

    Quando um investidor vê que um setor está indo bem, ele já se sente mais confiante em começar a investir no próprio setor, e uma coisa leva a outra. E, se forem setores ligados àquele investidor, melhor ainda.

    Ao mesmo tempo, vemos os investimentos ainda muito ruins. Por que o descolamento?
    Tivemos uma recessão longa e muito forte, e há muito espaço para que o capital possa ser usado sem comprar máquinas novas. As indústrias estão usando o que já têm.

    E a construção civil?
    Para fazer um empreendimento, é preciso muito empréstimo bancário, além de certa redução de incertezas. Logo, há algumas indústrias que seguram o investimento até que as coisas se recuperem com mais força.

    Fora que o setor também estava esperando a queda dos Juros, cujo efeito demora alguns meses para ser sentido.

    Qual seria o ritmo da recuperação atual?
    A recuperação é lenta. O ambiente de incerteza política desacelera um pouco as coisas, mas acho que as expectativas estão sendo reajustadas para cima a cada semana.

    Quanto tempo a gente levaria para voltar ao nível anterior à crise?
    Tenho a avaliação de que no ano que vem já estaremos em uma recuperação mais sustentável e robusta. Minha projeção para 2018 é de alta de 3,5%.

    Mas, mesmo com um crescimento de 3,7% em 2019, não voltaríamos ao pico registrado pelo PIB no primeiro trimestre de 2014. Isso só ocorreria no início de 2020.

    O PIB só atingiria em 2019 o pico do início de 2014 se crescesse 3,5% em 2018 e 4% em 2019.

    Parece que você está mais otimista que alguns analistas em relação ao ano que vem.
    Ano que vem é ano de eleição. É notório que sempre há crescimento econômico em ano de eleição porque os políticos buscam aplicar medidas mais pró-crescimento.

    Mas uma expansão a todo vapor vai depender do que ocorrer em termos de choques.

    Quais por exemplo?
    O pior que poderia acontecer já aconteceu. Tivemos um impeachment no ano passado e um presidente que entra e, logo depois, quase é julgado também, o que cria uma incerteza muito grande.

    Mesmo assim, o Brasil continua crescendo. Então, acho muito difícil ter choques negativos que possam tirar a economia do lugar.

    O consumo está muito deprimido, o investimento está represado por tanto tempo que daqui a pouco não vai ter por onde. Tem que ser algo fenomenal para a economia sair do curso neste momento.

  • O ambiente de negócios é muito ruim


    Fonte: O Estado de São Paulo

    Na avaliação do economista Armando Castelar, do Ibre/FGV, ainda que o Brasil se destaque na produção de commodities, é ineficiente em todos os setores e teria, na verdade, “ilhas” de produtividade, com poucos empresários e produtores que ficam acima da média.

    Para resolver essa equação, o economista sugere a melhora do ambiente de negócios para que as pequenas empresas consigam crescer. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

    • Em que setores o Brasil tem potencial de ser mais produtivo?

    O Brasil é deficiente em todos os setores. Ele tem ilhas de produtividade em diferentes setores, como na área da agropecuária. Para resolver isso, é questão de baixar o custo de capital, reduzir a insegurança jurídica, melhorar a tributação, abrir a economia e deixar as empresas florescerem.

    • A impressão é que boa parte das pequenas empresas não consegue crescer e outra boa parte não quer crescer...

    É verdade. Mas também é verdade que muitos pequenos empresários são ex-empregados que não conseguem outra ocupação. Precisamos criar oportunidades para que mais pessoas trabalhem em empresas grandes ou criar oportunidade para que elas fundem pequenas empresas que consigam crescer. A Apple começou numa garagem. O Facebook começou em um dormitório. Isso passa por fazer a Reforma da Previdência e, com isso, reduzir o crescimento do gasto público. O juro para o empresário é alto porque tem uma política expansionista, o gasto cresce muito mais que o Produto Interno Bruto. O custo de capital é isso.

    • As empresas estão certas ao atribuir a baixa produtividade ao ambiente de negócios?

    As empresas brasileiras estão certas ao reclamar que o ambiente de negócios do País é muito ruim, com alta tributação, insegurança jurídica. O problema é que não há uma pressão para melhorar o ambiente de negócios. O Brasil precisa ir abrindo a economia.

    • A política dos campeões nacionais não era uma tentativa de aumentar a produtividade e a competitividade de empresas?

    Sim, era a ideia de que precisa ter empresas competitivas no exterior, mas era o contrário. O governo tentou fazer com que essas empresas fossem competir fora do País, mas algumas nunca saíram daqui e outras eram dependentes do subsídio. A política era equivocada. O que interessa em uma empresa como a Apple é que ela produz equipamentos de qualidade. A política dos campeões nacionais nunca teve um objetivo claro, mas a base era a capacidade da empresa competir, à base de subsídio.

  • Mitos cercam aumento da produtividade no País


    Fonte: O Estado de São Paulo

    Para pesquisadores do Ibre/FGV, maior escolaridade não foi suficiente para tornar o Brasil mais competitivo nem a formalidade reflete eficiência.

    O aumento no número de anos de estudos não tem sido suficiente para incrementar a produtividade do País. A relação direta entre ensino e ganho produtivo é um dos mitos para explicar a estagnação do Brasil no ranking da produtividade, segundo análise feita por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas.

    Outras mistificações questionadas pelos economistas são de que só o aumento da formalidade basta para melhorar a eficiência e que o País já resolveu seus problemas de improdutividade em alguns setores.

    No livro Anatomia da Produtividade no Brasil, os economistas reconhecem que os investimentos públicos em educação cresceram sucessivamente nas últimas décadas. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os gastos passaram de 3,8%, em 1994, para 6,0%, em 2014. Consequentemente, houve um grande aumento da escolaridade no período, por exemplo, com um maior número de pessoas ingressando no ensino superior.

    Uma delas é a capixaba Monique Morozin, de 23 anos. Ela se formou em engenharia de Petróleo e Gás no meio da crise que pôs a Petrobrás no centro dos escândalos de corrupção e atingiu em cheio o setor de petróleo. Sem emprego na área, ela voltou a ajudar os pais, que vendem farinha de mandioca em uma feira de produtores locais em Guarapari (ES).

    “Quando comecei o curso, a gente imaginava que era uma chance de mudar a realidade da família. Sempre ajudei os meus pais na produção e na venda dos produtos na feira, mas quando ganhei a bolsa integral para estudar engenharia, achava que isso mudaria nosso padrão de vida.”

    “Não é uma questão de reduzir o valor do investimento em ensino, mas o que o Brasil fez em termos de educação só atacou parte do problema, a gente tem a questão da baixa qualidade e o elevado abandono do ensino médio. Ao contrário do que se imaginava, o aumento do nível educacional praticamente não se reverteu em ganhos de produtividade”, diz Bruno Ottoni, um dos coautores do estudo.

    Para o economista, mesmo que o brasileiro passe mais tempo em sala de aula, isso não será aproveitado se o País não tiver um ambiente de negócios que gere empregos de qualidade.

    No caso da arquiteta Isabel do Carmo, de 28 anos, a queda no número de projetos durante os anos de crise deu um empurrão para que ela montasse a Flor da Cidade, uma microempresa de arranjos que oferece pacotes de assinatura. “Com o mercado em baixa, acabei descobrindo uma nova vocação.”

    Ottoni lembra que o período de crise ajudou a diminuir os ganhos no padrão de vida: a alta média anual de 0,2% da produtividade do trabalho de 1980 a 2017 se refletiu em aumento de 0,7% ao ano da renda per capita.

    Não quero ser grande. O estudo do Ibre aponta, ainda, que uma das causas para o Brasil amargar baixa produtividade é o grande número de pequenas empresas e de empreendedores informais. Os dados mais recentes do mercado de trabalho apontam que a volta do emprego é impulsionada pelas micro e pequenas empresas.

    “A empresa existe desde 1971. Se o ambiente de negócios fosse menos difícil, a gente poderia investir mais e diversificar o negócio. Mas a gente não tem condição, no atual cenário econômico, de planejar estratégias mais longas”, conta Sérgio Kyrillos, sócio da fábrica de tesouras e grampos de cabelo La Lupe.

    Sem condições de competir, fazer grandes aportes de capital e produzir em maior escala, o pequeno empresário também é incentivado a não crescer para não deixar de ser enquadrado em regimes diferenciados de tributação, como o Simples.

    No caso da informalidade, a produtividade agregada do setor formal é cerca de 3,4 vezes superior ao do informal, segundo dados de 2009. A realocação significativa do emprego do setor informal para o formal explica 87% do ganho de produtividade agregada entre 2003 e 2009.

    Ilhas produtivas. Um outro mito quando se discute a produtividade, explica Armando Castelar, também do Ibre/FGV, é o de que o País tem setores produtivos. Segundo o economista, o Brasil tem ilhas de produtividade em diferentes setores, com exemplos de empresas e produtores agropecuários que se destacam.

    “O Brasil deu um exemplo mundial ao deixar de ser um país de insegurança alimentar para se transformar em um dos maiores players. Isso foi conquistado com tecnologia, com aumento produtivo”, diz Celso Moretti, diretor da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Como a maioria das propriedades é familiar, ainda há muito espaço para aumentar a produtividade. O Matopiba (região entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) tem áreas de pastagens degradadas que podemos recuperar.”

  • Governo deve insistir na reforma da Previdência


    Fonte: O Estado de São Paulo

    Para Mesquita, um dos riscos de se deixar a reforma para o próximo governo é de o País ter novo corte no rating.

    Para o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, o governo deve se esforçar para passar a reforma, sob o risco de novo rebaixamento do rating do País.

    O cenário para a aprovação da Reforma da Previdência está difícil, mas o governo deve fazer um esforço para conseguir passar o que for possível das medidas o quanto antes, afirma o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, ex-diretor do Banco Central. Um dos riscos de deixar a reforma para o próximo presidente pode ser um novo rebaixamento do rating soberano do Brasil, disse ele em entrevista ao Estadão/Broadcast. Já a aprovação pode ajudar o Banco Central a reduzir ainda mais a taxa de Juros. Mesquita prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do País vai crescer 3% em 2018, puxado pelo consumo. A seguir, os principais trechos da entrevista.

    • O sr. acredita que a Reforma da Previdência, mesmo que diluída, tem chance de ser aprovada neste governo?

    Acho que está difícil. Primeiro, pelo fato de que o tempo está acabando e tem outras pautas que podem ser prioritárias, como a própria pauta do ajuste fiscal de curto prazo, que são as medidas para atingir a meta fiscal (de Déficit de R$ 159 bilhões) em 2018. Há outras pautas importantes para os congressistas, como a segurança pública. Parece que há um certo “engarrafamento legislativo”. Não é impossível que uma versão light seja aprovada, mas está se tornando mais difícil, dada a questão do tempo. O ideal é passar o que for possível o quanto antes, porque a cada momento que se adia a reforma, o problema não é resolvido e faz com que a reforma tenha de ser mais severa, as regras de transição mais abruptas. A versão mais light geraria economia de 50% da economia proposta pelo governo.

    • Se a Reforma da Previdência não passar este ano, as agências de rating podem rebaixar o Brasil novamente?

    A comunicação das agências tem sinalizado que a manutenção do rating do Brasil pode ser desafiadora se não avançar a Reforma da Previdência. A equipe econômica goza de enorme credibilidade, mas as agências ressaltam que, ao avaliar um país, consideram não só as políticas, mas o comprometimento da classe política como um todo com a solvência do país. Se essa elite dirigente, que envolve Executivo, Legislativo e Judiciário, não consegue chegar a um acordo a respeito das medidas para estabilizar a dívida, o rebaixamento acaba sendo inevitável.

    • Nos últimos anos, vimos um enorme salto da dívida pública em relação ao PIB. Para onde caminha essa situação?

    Com a volta do crescimento da economia, o efeito da queda dos Juros e a devolução de recursos do BNDES ao Tesouro, o ritmo de crescimento da Dívida bruta nos próximos um ou dois anos vai ser bem mais lento do que foi nos últimos dois anos. Não significa, de forma alguma, que a questão fiscal está sendo resolvida. Continuamos com um problema fiscal muito sério, que é transformar um Déficit primário (resultado das receitas menos as despesas do governo, sem contar o pagamento dos Juros da dívida) de 2,5% do PIB em um superávit ao redor de 2,5%, ou seja, um desafio de 5 pontos do PIB. É muito difícil conseguir superar esse desafio e também viver com outra trava fiscal, que é o teto de gasto, sem a Reforma da Previdência. Se tiver reforma, pode ser que a relação dívida/PIB se estabilize. Sem reforma, não tem perspectiva.

    • O governo vai conseguir cumprir o teto de gastos nos próximos anos?

    Estimamos que consegue cumprir, sem a Reforma da Previdência, este ano e em 2018. Mas em 2019 complica e em 2020 fica inviável.

    • Qual o cenário para a taxa de Juros no País?

    Seguimos com a previsão de que o atual ciclo de cortes vai terminar com a Selic em 6,5%. Me parece claro que, se passar a Reforma da Previdência, ainda que seja uma versão mais diluída, tem chance maior de o BC continuar reduzindo os Juros no início de 2018. Se a reforma não encontrar respaldo no Congresso, essa chance diminui. Não é condição absolutamente necessária a aprovação das reformas, mas acho que favoreceria de forma importante a continuidade do ciclo no ano que vem.

    • Com a retomada da economia e a volta do consumo, o País corre o risco de ter inflação de demanda?

    Estimamos que a folga na economia, o hiato de produto, muito provavelmente só vai se fechar lá para 2020. Assim sendo, deve ser esse o prazo para termos pressão de demanda, o que não quer dizer que não existam riscos no cenário inflacionário. Tem riscos do lado da oferta, algumas pessoas já estão começando a ficar preocupadas com o comportamento do preço de alimentos, que foi uma ajuda muito grande para trazer a inflação cheia para baixo. Um movimento mais agressivo de política monetária lá fora poderia ensejar uma depreciação da moeda, o que teria implicação inflacionária.

    • O que esperar do investimento?

    Já devemos ver recuperação do investimento no terceiro trimestre. O consumo de bens de capital teve recuperação, o setor de construção, que vinha em contração, deve ter tido atividade estável. Para 2018, prevemos expansão de 3% do PIB, muito em função dos efeitos defasados da política monetária. Vamos ver o efeito mais intenso do corte de Juros na atividade a partir já talvez deste trimestre e no ano que vem.

    • A retomada de investimentos por parte das empresas pode ficar para depois das eleições?

    Depende do grau de incerteza que o processo eleitoral pode vir a suscitar. Se existe um certo consenso sobre o tipo de política econômica que será implementado após 2019, aí a incerteza tende a ser mais limitada. Os pré-candidatos não têm propostas econômicas e não estão falando sobre isso. É um tema meio árido para a maioria da população e é razoável que não seja mencionado na largada. O cenário fiscal incerto, que tem a ver com trajetória de reformas e a política econômica depois de 2019, é algo que pode atuar negativamente sobre o investimento. Se tivermos eleição em que todos os principais candidatos se comprometam com o ajuste fiscal, a eleição passa a ser algo que não vai elevar a incerteza fiscal.

  • Apesar de alta da inflação, mercado prevê Selic em 7%


    Fonte: O Estado de São Paulo

    Os economistas do mercado financeiro elevaram suas proje- ções para o índice oficial de inflação (IPCA) neste ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), mostrou que a estimativa para o IPCA em 2017 foi de 3,00% para 3,06%. Já a projeção para o índice de 2018 permaneceu em 4,02%.

    Apesar da alta, as projeções de mercado indicam que a expectativa é de que a inflação fique dentro da meta perseguida pelo BC neste ano – de 4,5% com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (taxa entre 3,0% e 6,0%). Este também é o parâmetro para 2018. Nos cálculos do próprio BC, a infla- ção terminará 2017 em 3,2% e o próximo ano em 4,3%.

    Os profissionais do mercado, conforme o Focus, mantiveram a previsão de que a Selic (a Taxa Básica de Juros) terminará 2017 em 7,0% ao ano. Atualmente em 8,25% ao ano, a Selic será novamente avaliada a partir de hoje, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Amanhã, o colegiado divulgará no início da noite o novo patamar da taxa.

    Os economistas também elevaram levemente a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. A expectativa de alta para o PIB deste ano foi de 0,72% para 0,73%.

  • Programa de qualificação do governo federal emprega só 10% dos alunos


    Fonte: O Estado de São Paulo

    Os programas de qualificação profissional bancados pelo Ministério do Trabalho só conseguiram empregar, até agora, um em cada dez beneficiados. De 2003 para cá, esses cursos custaram ao governo R$ 1,75 bilhão. A constatação é de uma auditoria do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) obtida pelo ‘Estadão/Broadcast’.

    A baixa efetividade surpreendeu os técnicos e motivou um parecer com recomendações e alertas para evitar que o Qualifica Brasil, nova iniciativa do governo para fornecer ensino profissionalizante, siga o mesmo caminho.

    Segundo a CGU, no ProJovem Trabalhador (criado em 2008) apenas 6,6% dos jovens qualificados conseguiram se inserir no mercado de trabalho. No Plano Nacional de Qualificação (PNQ), com oferta de vagas a partir de 2004, esse porcentual ficou em 10,3%. Ambos foram financiados com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e, com um terceiro programa vigente entre 2003 e 2007, tiveram custo total de R$ 1,75 bilhão.

    A auditoria encontrou brechas nos convênios firmados entre o governo e as entidades de ensino para a execução dos cursos. As falhas de gestão foram consideradas comuns e, em diversos casos, houve dispensa de licitação sem a devida justificativa. Segundo a investigação, o porcentual de inscritos que conseguiram emprego pode estar superestimado, porque também são considerados empregados quem recebe do governo uma “doação de equipamentos”: alguém que fez o curso de manicure, por exemplo, e ganhou um kit de instrumentos para trabalhar.

    A CGU aponta ainda que os cursos não atendem a uma necessidade real do mercado do trabalho. Há uma predominância, por exemplo, de aulas de administração, que têm menor custo. “Sinceramente, (quem mais perde) é o trabalhador, que não consegue emprego por não ter qualificação”, diz o coordenador-geral de auditoria da área de Trabalho, Emprego e Serviços Sociais Autônomos da CGU, Cléssio de Oliveira Bezerra.

    O presidente do Conselho Deliberativo do FAT, Leonardo Arantes, que é representante do governo no colegiado, rebateu as acusações e disse que é preciso analisar os resultados à luz do contexto econômico. “Em um mercado de trabalho restritivo, garantir inserção de trabalhadores torna-se muito difícil”, disse por e-mail. Dados do IBGE mostram, porém, que a taxa de desemprego caiu de 8,9%, em 2004, para 6,9%, em 2014, e só subiu em 2015.

    “Não dá para culpar a crise porque de 2014 para trás o mercado estava aquecido”, diz o economista João Saboia, professor da UFRJ e especialista em mercado de trabalho. “Acho um fracasso, dinheiro jogado fora.” O Ministério do Trabalho é criticado no relatório pela morosidade e pela baixa efetividade nas fiscalizações. Há ainda hoje tomadas de contas em aberto na Pasta, mesmo de convênios já encerrados. O ministé- rio não se pronunciou.

    O Codefat aprovou em abril a transformação do PNQ em Qualifica Brasil. O orçamento do fundo para 2018 prevê a aplicação de R$ 73,2 milhões para a qualificação profissional de 187,1 mil trabalhadores no País.

  • Janela para reforma da Previdência é estreita


    Fonte: O Estado de São Paulo

    Para analistas internacionais, governo tem pouco tempo para mudar regras de aposentadoria, mesmo com rejeição de denúncia contra Temer.

    A janela de tempo para o governo Michel Temer aprovar a Reforma da Previdência no Congresso está se fechando com a chegada do fim do ano, na avaliação de agências internacionais. Para a Moody’s e o Eurasia Group uma grande mudança no regime previdenciário do Brasil já considerada improvável, mesmo após a rejeição das denúncias contra o presidente Michel Temer na Câmara.

    Em relatório a clientes, o Eurasia Group avalia que o prazo para ter o aval de parlamentares para tal mudança estrutural vai até a segunda semana de dezembro, pois, se isso não ocorrer, a reforma precisará ser feita de forma integral pelo próximo presidente, a partir de 2019. A consultoria estima que há 55% de possibilidade de uma proposta de reforma “bem diluída” ser aprovada pelo Congresso neste ano, que contaria com idade mínima e regras de transição.

    Para isso, diz ainstituição, será fundamental o resultado da votação da segunda denúncia contra o presidente no plenário da Câmara na próxima semana.

    “Se o número de deputados que votarem contra Temer for bem maior que 227, atingindo de 257 a 280 votos, será um sinal preocupante para o presidente”, destaca o texto. Para a instituição, isso poderá significar que a base aliada do governo estaria perdendo massa crítica, o que poderá afetar de forma expressiva a votação da Reforma da Previdência até o fim do ano.

    Mais pessimistas. Para a Moody’s, uma grande Reforma da Previdência no Brasil é improvável, mesmo após a rejeição das denúncias contra Temer. A agência diz que parte do mercado espera que a rejeição
    das denúncias na Comissão de Constituição e Justiça e o apoio do governo no Congresso restaurem o impulso para fazer a reforma, “mas o tempo está se esgotando para a proposta atual e o apoio está diminuindo, o que torna reformas substanciais improváveis”.

    A Moody’s sustenta que uma reforma previdenciária é crucial para as perspectivas de crédito do Brasil. Sem ela, o governo estima que seus gastos em seguridade social aumentariam para 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, de cerca de 8% em 2017, e isso iria absorver dois terços dos gastos do governo, de cerca de 50% atualmente. “Em um cenário sem reforma, não haveria virtualmente espaço para o governo manter os gastos atuais em áreas como saúde e educação, sem contar despesas discricionárias como investimento, que já são mínimas”, diz a agência.

    A proposta de reforma do governo enviada em janeiro incorporava economias fiscais equivalentes a 2% do PIB anualmente ao longo de dez anos, lembra a Moody’s. Em maio, foi apresentada uma versão modificada, que previa economia igual a 1,2% do PIB ao ano na próxima década. Essa é a versão que o Congresso voltará a negociar, aponta a agência. Essas discussões, porém, por ocorrerem meses após as primeiras acusações de corrupção terem sido apresentadas contra Temer, devem fazer com que a reforma tenha de ser mais diluída para ser aprovada, afirmou a Moody’s.

    Maioria apertada

    55% é a chance de que uma versão “bem diluída” da Reforma da Previdência seja aprovada pelo Congresso ainda neste ano, segundo estimativa da consultoria Eurasia Group

  • Gasto público atinge "nível de compressão perigoso", afirma secretária do Tesouro


    Fonte: Valor Econômico

    O contingenciamento de despesas promovido pelo governo federal neste ano, atualmente em R$ 32 bilhões, levou os gastos públicos para patamares preocupantes, segundo a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi.

    "Chegamos a um nível de compressão [de despesas] perigoso", disse ontem em palestra no Insper.

    Ao longo do ano, o contingenciamento atingiu R$ 45 bilhões, mas diminuiu depois que o governo mudou a meta de resultado primário de Déficit de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões.

    No segundo semestre, alguns serviços públicos foram suspensos ou não conseguiram atender a demanda da população, em função do corte de despesas discricionárias (não obrigatórias). Houve problemas em agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e na emissão de carteiras de trabalho. A emissão de passaportes, por sua vez, chegou a ser suspensa. Já os investimentos públicos podem terminar 2017 no menor patamar como proporção das despesas primárias em pelo menos uma década.

    Por isso, Ana Paula defendeu a Reforma da Previdência e o corte de outras despesas não discricionárias como maneira de evitar situações semelhantes nos próximos anos. "Temos que passar a limpo gastos obrigatórios, como estrutura de carreiras, subsídios e programas sociais", disse. Para ela, é importante analisar se os programas sociais cumprem seus objetivos, como tirar famílias da pobreza.

    Durante a palestra, a secretária também afirmou que a queda da inflação causará até o fim deste ano uma perda de R$ 30 bilhões no Orçamento do governo federal. Ela disse que uma alta menor dos preços "é boa para a sociedade", mas admitiu que "inflação ajuda a fechar as contas".

    Isso acontece em função da indexação das despesas à inflação passada, mais alta, e à indexação das receitas à inflação atual, mais baixa. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminou o ano passado em 6,29%. Neste ano, a estimativa do boletim Focus aponta para alta de 3%.

  • Falta de regulamentação atrasa a receita da União com óleo do pré-sal


    Fonte: Valor Econômico

    O governo federal esperava obter este ano a primeira receita com a venda do petróleo do campo de Libra que cabe à União. Libra foi o primeiro campo do pré-sal licitado, em 2013, no novo sistema de partilha de produção. O governo previa receita de R$ 768 milhões em 2017 com a venda do óleo e o dinheiro foi considerado no cálculo feito para alcançar a meta fiscal. Em setembro, a previsão foi reduzida para R$ 190 milhões. Por uma série de atrasos, no entanto, não ingressará um único centavo nos cofres do Tesouro neste ano.

    Mesmo a receita de R$ 507 milhões com a venda de petróleo do campo de Libra, prevista na proposta orçamentária para 2018, está ameaçada, pois a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), a estatal responsável pelo gerenciamento do sistema de partilha, ainda não escolheu a empresa que irá comercializar o óleo que caberá à União. Essa indefinição resulta, de acordo com fontes credenciadas do governo, da falta de uma regulamentação clara sobre a venda do óleo da União, o que tem afastado as empresas do setor.

    A arrecadação que será obtida com a venda do óleo é importante porque é considerada uma receita primária, ou seja, poderá ser usada para pagar despesas primárias, ajudando, assim, o governo a financiar os seus gastos. O dinheiro arrecadado irá para o Fundo Social, instituído pela Lei 12.351.

    De acordo com a lei, os recursos serão usados em programas nas áreas de educação, cultura, esporte, saúde pública, ciência e tecnologia, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O atraso no ingresso desses recursos agrava o quadro fiscal da União.

    O chamado Teste de Longa Duração (TLD) do campo de Libra está atrasado. A previsão inicial era de que ele começaria em julho deste ano, com produção de 30 mil barris de petróleo por dia. Quando estiver operando plenamente, o FPSO (plataforma) Piloto de Libra vai produzir 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m3de gás.

    Há um desencontro de explicações para o atraso. A primeira razão apontada foi a falha em um equipamento chamado "Umbilical Eletro Hidráulico", que são mangueiras e cabos elétricos usados para operar equipamentos submersos e monitorar temperatura e pressão dos poços. A Petrobras informou que esse problema já foi superado.

    A outra razão seria o pedido de waiver feito pela Petrobras para o não cumprimento do conteúdo local nesta fase de exploração de Libra. O pedido da empresa foi feito em agosto de 2016, mas a Agência Nacional do Petróleo (ANP) só concedeu um waiver parcial no início deste mês - mais de um ano depois.

    O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, negou que tenha ocorrido atraso na decisão do órgão. "Demorou porque as regras são muito complexas", disse Oddone ao Valor. "Houve um processo que durou meses e foi judicializado, prova de que o modelo é impraticável em larga escala", afirmou. "Se não formos capazes de resolver esses problemas continuaremos retardando projetos e prejudicando principalmente a sociedade", acrescentou.

    Oddone lembrou que, no caso de Libra, da renda que sobra depois que investimentos e custos são descontados, 75% correspondem às diferentes participações governamentais, enquanto 25% ficam para as companhias responsáveis pelos projetos. "Assim, a sociedade é a maior prejudicada com os atrasos", observou. "Por isso, a nossa luta para destravá-los".

    O presidente da PPSA, Ibsen Flores Lima, disse que, de fato, houve atraso na produção. Além disso, ele explicou que o governo definiu, inicialmente, uma estratégia para a comercialização do óleo da União em duas fases. Na primeira, a Petrobras seria o agente comercializador do petróleo e, na fase seguinte, seria feito uma licitação internacional para a escolha do agente. "A Petrobras, no entanto, não manifestou interesse", disse ao Valor.

    Nos bastidores do governo, a história contada diz que em dezembro de 2016, a PPSA baixou uma portaria que criava a figura do agente comercializador. Entre as normas da portaria, de acordo com as fontes, existia a obrigação de que o agente teria de provar que a venda do petróleo da União realizada tinha sido o melhor negócio. A prova seria, é claro, submetida ao Tribunal de Contas da União (TCU). Ou seja, o risco seria todo da empresa que iria vender o óleo. Além disso, o serviço prestado pela empresa seria remunerado com recursos do Orçamento da União. As regras teriam desestimulado a Petrobras, disseram as fontes.

    O Ministério de Minas e Energia abriu licitação para contratar um estudo sobre a política de longo prazo para a comercialização do petróleo e do gás pertencentes à União. A consultoria terá 240 dias para entregar o relatório final. O presidente da PPSA informou que não vai esperar a conclusão do estudo para fazer uma licitação internacional para a escolha do agente comercializador, o que será feito no próximo ano. "Mas isso é uma coisa de longo prazo", observou. No curto prazo, Lima pretende consultar empresas do setor para tentar realizar a venda do óleo.

    Quando o governo conseguir resolver os problemas, a União terá uma nova e importante receita. A ANP prevê que apenas com os blocos das 2ª e 3ª rodadas de partilha da produção no pré-sal, que serão licitados no dia 27 deste mês, a União terá uma receita estimada em US$ 35 bilhões, ou algo em torno de R$ 110 bilhões pela cotação de ontem do dólar, ao longo da vida útil dos contratos.

  • Governo pode baixar idade para saque do PIS


    Fonte: Valor Econômico

    Numa estratégia que pode ter impacto semelhante à liberação de recursos do FGTS na economia, integrantes do governo têm avaliado a possibilidade de apoiar emendas à Medida Provisória (MP) 797, que reduziu a idade do saque do PIS/Pasep para 65 anos no caso de homens e 62 para mulheres. As sugestões dos parlamentares ampliam o alcance de proposta com reduções mais fortes de idade e possibilidades de saque, o que poderia estimular mais a economia neste último trimestre de 2017 e até a aprovação do presidente Michel Temer, após a votação da denúncia criminal pela Câmara.

    A depender do tamanho da redução da idade de saque ou de outros critérios de acesso, o impacto da medida poderia até dobrar em relação aos R$ 15,9 bilhões previstos. Ou seja, aproximaria a medida da estimativa inicial que se tinha ao liberar o FGTS, a medida mais popular do governo Temer até hoje e que injetou R$ 44 bilhões na economia. Esses recursos liberados do PIS/Pasep poderiam ser gastos diretamente, poupados ou usados para pagar dívidas, o que pode aumentar a demanda por crédito no momento seguinte.

    Pesa contra uma flexibilização mais pronunciada da medida o eventual impacto nos bancos públicos, já que os recursos depositados nas contas do PIS/Pasep são fonte barata de dinheiro para os bancos gestores - Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil -, além de financiarem alguns investimentos por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O maior volume está sob controle da Caixa. Algumas linhas de crédito para empresas de menor porte também têm como fonte de recursos esse fundo. Por isso, também há no governo fontes que resistem às ideias de se ampliar o alcance da medida provisória.

    Segundo cálculos divulgados pelo Executivo, as mudanças originalmente previstas na MP beneficiam cinco milhões de homens e três milhões de mulheres. O volume total do fundo era de R$ 35,1 bilhões em junho de 2016, dos quais 85,5% estavam alocados em empréstimos do BNDES.

    Entre as emendas apresentadas, há propostas para reduzir a idade mínima para 60 anos para ambos os sexos, para liberar o dinheiro para desempregados, agricultores familiares e mulheres grávidas e até para acabar com o fundo, com o argumento de que não entram novos recursos desde 1988, quando a Constituição direcionou o PIS/Pasep para custeio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

    Líder do PSDB, o senador Paulo Bauer (SC) propôs, por exemplo, que todos aqueles que já cumpriram os requisitos para aposentadoria possam utilizar o dinheiro, o que poderia incluir muita gente com idade entre 55 e 60 anos, que concentram boa parte dos recursos parados no fundo do PIS/Pasep, que parou de ser abastecido após a Constituição de 1988. "Grande parte desses trabalhadores, que podem se aposentar, mas permanecem no mercado de trabalho, o fazem justamente porque dependem da renda que recebem e que seria reduzida em eventual aposentadoria", disse o tucano.

    Além da idade, o trabalhador também pode requisitar o dinheiro quando solicitar a aposentadoria. As outras alternativas que já existem na lei são: militares que entram na reserva; invalidez do trabalhador ou seu dependente; idoso ou pessoa com deficiência beneficiário do Benefício da Prestação Continuada (BCP), voltado para a baixa renda; doenças específicas, como HIV; ou morte, quando será pago para os dependentes ou herdeiros.

    O relator da MP, deputado João Campos (PRB-GO), ainda está em fase inicial de elaboração do seu relatório, mas não se posiciona contra a possibilidade de reduzir a idade. O parlamentar diz que ainda não conversou com o governo, mas fará uma audiência pública com os bancos, as centrais sindicais e o Executivo. "A princípio não tenho objeção [a reduzir a idade]. Mas preciso saber, se o governo realmente tiver essa intenção, qual a justificativa. A redução da idade foi para adequar o PIS à proposta de Reforma da Previdência", ponderou.

    Um dos possíveis focos de resistência seriam o BNDES e empresas que vão ao banco atrás de empréstimos para infraestrutura, como obras de saneamento básico. Na justificativa da MP, contudo, a equipe econômica já deixa claro que a prioridade é estimular a economia com a redução do endividamento das famílias e que não vê prejuízos ao banco.

    "Trata-se de uma medida de amplo alcance junto aos trabalhadores, que não prejudicará os programas de financiamento do desenvolvimento econômico implementados pelo BNDES, que ainda dispõe do fluxo anual de recursos do FAT constitucional e da possibilidade de captar nos mercados financeiro e de capitais e também estimular parcerias com o setor privado para o financiamento de projetos de investimentos de longo prazo", afirma a justificativa da MP.

  • Registro.Br oferece nova categoria de Registro de Dominios


    Registro.Br oferece nova categoria de Registro de Dominios

    Fonte: Multisites

    Vários de nossos clientes têm recebido notificações da agencia Registro.Br, responsável pelo registro de Nomes de Domínio no Brasil, oferecendo uma nova categoria de registro de Dominios, denominada sampa.br.

    Segundo o Registro.Br isso seria uma nova forma de chamar São Paulo, e a ideia é criar uma denominação que os paulistanos, nativos ou que adotaram a região, gostem de usar como marca distintiva.

    Muitos têm nos telefonado perguntando se são obrigados a fazer esse registro. Queremos deixar claro que NÃO.

    Se você achar interessante para seu produto, serviço ou marca, use, se não, ignore o comunicado.

    E caso, então, queira que façamos esse registro pra você, e até mesmo o associemos ao Domínio que já tem conosco, basta entrar em contato conosco pelo endereço:

    contato@corretoresdeseguros.com.br.

  • Receita quer cassar benefícios de devedores


    Fonte: O Globo

    A Receita Federal quer cassar os benefícios fiscais de empresas que tenham dívidas exigíveis com a União. A medida é uma das estratégias do Fisco para pressionar os contribuintes a aderiram ao novo Refis, programa de parcelamento de débitos tributários cujo período de adesão termina no próximo dia 31.

    Em nota, a Receita informou que a própria Constituição prevê que 'a pessoa jurídica em débito para com a União não poderá receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios'. E enfatiza: 'o contribuinte que goza de benefício deve manter a regularidade fiscal durante toda a sua fruição.'

    Segundo a Receita, a exclusão poderá ocorrer a partir do momento em que o contribuinte for intimado para se regularizar e não o fizer. Isso poderá ocorrer a partir do prazo final de adesão ao Refis.

    O governo espera arrecadar R$ 6,6 bilhões com o novo Refis. A estimativa é bem inferior ao previsto inicialmente, R$ 13 bilhões, porque o governo teve de ceder ao Congresso Nacional para conseguir aprovar o texto. A medida provisória que foi aprovada prevê descontos sobre os Juros que podem variar de 50% a 90%, de acordo com a modalidade de pagamento escolhida. No caso das multas, os descontos ficam entre 25% e 70%.

    R$ 320 MILHÕES DOS ESTADOS

    No mês passado, o governo pagou R$ 320,1 milhões em dívidas não honradas por estados e municípios e que tinham garantia da União. No ano, essa conta já ultrapassa R$ 2 bilhões, sobretudo por conta do Rio de Janeiro, que ganhou na Justiça o direito de não ter as contas bloqueadas ao deixar de pagar as dívidas garantidas pelo Tesouro Nacional.

    Esse geralmente é o procedimento da União quando um estado ou município deixa de pagar uma parcela da dívida com os credores. Contratualmente, o Tesouro tem direito a executar contragarantias, com o bloqueio de recursos de fundos de participação, ICMS e IPI Exportação. Como isso não é feito para o Estado do Rio, ele é responsável por quase a totalidade do que não foi recuperado no ano, R$ 1,99 bilhão.

    Em setembro, o Rio deixou de pagar R$ 309,72 milhões. O governo ainda teve de honrar R$ 8,19 milhões em atrasados de Roraima e R$ 2,19 milhões de Natal.

  • Aumentam ataques cibernéticos causados por Estados




    Fonte: Folha de São Paulo

    Nos últimos três anos, os ciberataques atribuídos a Estados aumentaram em 140%, segundo a consultoria PwC, e os perpetrados por terroristas cresceram 24%.

    “Cada vez mais o meio virtual pode ser usado para obter informações privilegiadas, ou atacar um sistema essencial ao seu inimigo”, afirma Eduardo Batista, sócio da consultoria no Brasil.

    Uma das maiores empresas de antivírus do mundo, a russa Kaspersky, foi acusada de ajudar o governo de seu país a invadir computadores da Agência de Segurança Nacional norte-americana que tinham o software instalado.

    “A Kaspersky Lab não esteve envolvida e não possui nenhum conhecimento sobre a situação em questão”, respondeu a empresa em nota.

    A acusação partiu dos israelenses, que, em 2015, hackearam a Kaspersky para investigar a suspeita de que os russos estariam roubando inteligência norte-americana.

    No Brasil, o grupo Anonymous tirou do ar sites do governo durante a Olimpíada de 2016. As empresas brasileiras não estão entre as mais visadas, mas seus usuários são os maiores alvos de invasão de contas pessoais.

    O Brasil costuma ser atacado por extensão. Em fevereiro, o Banco Central brasileiro e instituições de outros 30 países eram alvos potenciais de um “malware” inserido pela Coréia do Norte no site de um órgão regulador do sistema bancário polonês.

    Não há provas de que os hackers norte-coreanos tenham tido sucesso no ataque.

  • Seguros da Caixa atraem cerca de 20 interessados


    Fonte: O Estado de São Paulo

    Além da seguradora francesa CNP Assurances, cerca de 20 interessados teriam assinado acordo de confidencialidade (NDA, na sigla em inglês) para disputar o balcão de seguros da Caixa Econômica Federal. Dentre as candidatas, estão, em sua maioria, players internacionais, como a japonesa Tokio Marine, as alemãs HDI e Allianz, a chinesa Fosun e a americana Chubb. Algumas têm interesse nas duas sociedades ofertadas pelo banco: uma de seguro habitacional e consórcio e a outra de riscos elementares, automóvel, rural, residencial e patrimonial. O prazo para envio do acordo assinado terminou ontem. Procuradas, as companhias mencionadas não comentaram.

    Do outro lado, a corretora Wiz já negocia um novo acordo com a Caixa Seguros, para ser o braço oficial de distribuição de apólices nas novas parcerias que a seguradora constituirá. As conversas começaram logo após a Caixa informar ao mercado sobre a assinatura de um memorando com a atual sócia, a CNP. Se a francesa levar, ainda, todos os demais segmentos que vão a leilão, ficará mais fácil para a Wiz. Somente os ramos contemplados, até aqui, na nova sociedade com a francesa correspondem a 50% do faturamento da Wiz. A tratativa oficial, porém, só começa após a Caixa acertar os novos parceiros em seguros, o que deve se arrastar até o começo do ano que vem. Procurada, a Wiz não comentou.