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  • Oferta de emprego não cresceu com reforma trabalhista


    Fonte: Agência Câmara

    Entidades avaliaram que o emprego não cresceu e se precarizou com a reforma trabalhista, em seminário promovido na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (3). Promovido pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, o seminário discutiu os impactos da mudança na legislação trabalhista (Lei 13.467/17), que foi aprovada em julho e entrou em vigor em novembro do ano passado.

    Para o deputado Bohn Gass (PT-RS), um dos parlamentares que pediram realização do evento, nenhuma das promessas da reforma trabalhista se concretizou: o crescimento econômico, a estabilidade jurídica para a análise dos processos trabalhistas e a geração de empregos.

    Gass defende a aprovação de propostas em tramitação no Congresso para reverter a reforma. Entre elas, o Estatuto do Trabalho (Sugestão 12/18), em análise no Senado. A proposta, sugerida pela sociedade, é uma espécie de nova Consolidação das Leis Trabalhista (CLT) e revoga a reforma.

    André Santos, representante do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), também afirmou que o objetivo de gerar novos empregos a partir da reforma não foi atingido. “Os dados da PNAD [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE] mostram que não houve crescimento do emprego no primeiro trimestre”, apontou.

    O Diap avalia ainda que há precarização das relações do trabalho, a partir da inserção na lei de modalidade de contrato que permite a prestação de serviços não-contínua. “O trabalho intermitente deveria existir apenas nas áreas em que é necessário, como buffets, feiras, mas a forma como foi colocada na lei é abrangente, para todos, a ponto de empresários quererem demitir trabalhadores formais e quererem contratar na forma intermitente”, disse. “A reforma precisa de várias correções”, completou.

    Mulheres negras

    Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, destacou que os postos de trabalho gerados são caracterizados pela precarização e pelos baixos salários. Segundo ela, a taxa de desemprego hoje do Brasil é de 12,7% e atinge especialmente as mulheres negras.

    A pesquisadora citou os dados da Pnad, do IBGE – pesquisa que mostrou que havia no primeiro trimestre deste ano 27,7 milhões de trabalhadores subutilizados ¬– 1,2 milhão a mais do que nos três meses imediatamente anteriores. Desses 27,7 milhões, cerca de 10 milhões são de mulheres negras. Subutilizado é um conceito que abrange desempregados, pessoas empregadas que gostariam trabalhar mais e pessoas que desistiram de buscar emprego, mas estão disponíveis para trabalhar.

  • Fenabrave revisa previsão de vendas de veículos novos em 2018


    Fonte: CNC

    A Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) revisou para baixo a sua previsão de vendas de veículos novos em 2018. Razões foram a falta de clareza no cenário para a eleição presidencial e os efeitos da greve dos caminhoneiros na atividade econômica e na confiança do empresário e do consumidor.

    A projeção de crescimento em 2018 caiu de 12,8% para 10%, em conta que considera os segmentos automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, informou a Fenabrave em coletiva de imprensa nesta terça-feira. Em abril, no entanto, a entidade havia elevado a estimativa de 11,8% para 15,2%. Se a nova expectativa se confirmar, o setor vai vender 2,462 milhões de unidades. No ano passado, foram 2,239 milhões de unidades vendidas.

  • Setor de proteína animal recebe linha de crédito do BNDES


    Fonte: CNC

    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, informou que será criada uma linha de crédito no valor de R$ 1,5 bilhão destinado a empresas de proteína animal (aves e suínos) que tiveram prejuízos com a greve dos caminhoneiros.

    O setor de proteína animal foi um dos afetados pela paralisação da categoria, iniciada no final de maio, que por 11 dias bloqueou rodovias no país e interrompeu o transporte de cargas. Os caminhoneiros protestavam contra a política de preços da Petrobras para o óleo diesel.

  • Vendas de gasolina-C caíram 19% em Maio/2018


    Fonte: CNC

    As vendas de gasolina C (misturada com etanol) no Brasil caíram 19% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado e 9,2% antes de abril, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustível (ANP), que citou os impactos de protestos de caminhoneiros como razão para o recuo. No acumulado de 2018, de janeiro a maio, o tombo nas vendas é de 11,1%, diante também do aumento das vendas de etanol hidratado, segundo a agência reguladora.

    O preço médio da gasolina nas bombas subiu quase 10% no primeiro semestre, enquanto o do diesel avançou 1,9%. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço médio por litro da gasolina terminou o mês de junho em R$ 4,498 e o do diesel, em R$ 3,389. O aumento do preço da gasolina no acumulado do ano está bem acima da inflação esperada para 2018.

  • Title: Balança comercial registra superavit de U$ 30 bi no I Semestre


    Fonte: CNC

    O Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que a balança comercial registrou superávit de US$ 30 bilhões no primeiro semestre deste ano. Ao todo, segundo o governo federal, as exportações somaram US$ 113,8 bilhões nos primeiros seis meses deste ano (melhor resultado desde 2013), e as importações, US$ 83,7 bilhões (melhor resultado desde 2015).

    O desempenho neste período é o segundo melhor da série histórica do MDIC, iniciada em 1989. O melhor resultado registrado até hoje é o do primeiro semestre de 2017, quando o superávit foi de R$ 36,2 bilhões. De acordo com o MDIC, a balança comercial registrou superávit de US$ 5,8 bilhões em junho deste ano.

    Este é o segundo melhor desempenho da série histórica para o mês de junho, atrás somente de 2017, quando o saldo positivo foi de US$ 7,1 bilhões. Em junho, as exportações somaram US$ 20,2 bilhões (média diária de US$ 962 milhões) e importações, US$ 14,320 bilhões (média de US$ 681,9 milhões por dia útil).

  • Google confirma: e-mails das contas Gmail são lidos por terceiros


    Fonte: ciberia.com.br

    O Google confirmou que muitos utilizadores do Gmail já tiveram seus e-mails lidos por terceiros. Estima-se que sejam cerca de 1,4 bilhão em todo o mundo.

    O Wall Street Journal chama de o “segredo sujo da tecnologia”. Na segunda-feira (2), o jornal norte-americano publicou um artigo no qual informa que cerca de 1,4 bilhão de utilizadores com conta no Gmail já tiveram seus emails lidos por terceiros.

    No centro da polêmica está o depoimento de funcionários de empresas de aplicativos, explica o Diário de Notícias, que admitem ter lido “milhares” de mensagens, tanto enviadas como recebidas pelos utilizadores.

    Isso acontece quando um determinado utilizador associa a sua conta a algum aplicativo, por exemplo, para planejar viagens ou comparar preços, e a empresa que faz a gestão do app passa a ter acesso aos e-mails, informação utilizada para desenvolver novos aplicativos ou softwares, tendo em conta as tendências e gostos das pessoas.

    Alguns desses casos são a Edison Software, que analisou os e-mails para criar um novo software, e a empresa eDataSource Inc., que admite ter analisado as mensagens de correio eletrônico para melhorar seus algoritmos.

    Segundo o mesmo jornal, o Google confirmou a prática e alega ainda que não vai contra a sua política, uma vez que são os utilizadores que autorizam o acesso quando fazem a associação da sua conta ao prestador de serviços.

    O jornal norte-americano recordou que, há um ano, a gigante tecnológica tinha garantido que ia impedir que seus computadores analisassem as caixas de entrada dos utilizadores do Gmail em busca de informações para personalizar publicidade.

    Essa é mais uma polêmica que se soma ao caso do Facebook, com a rede social acusada de ter falhas de segurança que permitiram à empresa Cambridge Analytica ter acesso aos dados de 50 milhões de utilizadores e de tê-los usado para fins eleitorais como, por exemplo, na campanha presidencial de Donald Trump, em 2016.

  • Câmara aprova projeto que permite a Petrobras negociar venda do pré-sal


    Fonte: www.ciberia.com.br

    O plenário da Câmara concluiu, nesta quarta-feira (4), a votação do projeto de lei que permite à Petrobras transferir ou negociar até 70% dos campos da cessão onerosa do pré-sal na Bacia de Santos. Pela proposta, será permitida a negociação do equivalente a 5 bilhões de barris de petróleo. A matéria segue para apreciação do Senado

    O texto-base da proposta foi aprovado em junho e para que a medida tivesse tramitação concluída, os deputados ainda precisavam analisar as sugestões de mudança ao texto. No entanto, nenhuma das propostas apresentadas foi aprovada.

    Para a oposição, a proposta diminui os poderes da Petrobras, ao esvaziar suas atribuições. Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS), o projeto interessa às empresas internacionais. “O que se pretende é abrir esta enorme fronteira de exploração do petróleo do pré-sal para entregar às transnacionais do petróleo”, declarou.

    A oposição questionou ainda o tipo de licitação definido pela proposta. Pelo texto aprovado, a venda dos volumes excedentes ao contrato de cessão onerosa será feita sob o regime de partilha de produção. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definirá diretrizes para a realização de leilão, inclusive quanto à forma de pagamento.

    Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), o que se propõe é, na prática, eliminar a possibilidade de concorrência das licitações segundo as regras estabelecidas hoje.

    “Nós estamos discutindo regras para a exploração do petróleo, porque é uma riqueza do Brasil, um patrimônio do Brasil. Está, aliás, na Constituição, [estabelecendo] que é um patrimônio do nosso país. Já há regras próprias peculiares para a exploração do petróleo e as regras são peculiares, são próprias, por considerar as particularidades do setor de óleo e gás. Portanto, a licitação deve seguir as regras próprias para o setor de óleo e gás”, disse.

  • Venda direta de Etanol aos postos preocupa Sindicom


    Fonte: CNC - Confederação Nacional do Comércio

    A Plural (antigo Sindicom) considerou preocupante a aprovação no Senado do projeto de decreto que permite a venda do etanol diretamente do produtor aos postos de combustíveis.

    Foram 47 votos a favor e apenas 2 contra. A entidade sustenta que os custos extras serão da ordem de R$ 870 milhões e que é possível que ocorra perda de arrecadação. "É preocupante, ao não levar em conta as complexidades que envolvem o setor. O argumento de que trará benefícios ao consumidor carece de avaliação aprofundada", diz o posicionamento da entidade.

    A Plural acredita que as usinas produtoras não possuem logística necessária - que envolve sistemas de dutos, ferrovias e bitrens - para chegar aos mais de 40 mil postos espalhados pelo Brasil. Segundo a entidade que representa as maiores distribuidoras do País, a complexa malha em funcionamento atualmente só foi possível ao longo de anos de investimento e desenvolvimento sob uma "sólida regulação que define claramente os papéis e responsabilidades de cada agente da cadeia de suprimentos".

  • FMI aprova financiamento de três anos para Argentina


    Fonte: CNC - Confederação Nacional do Comércio

    O comitê executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou o acordo de financiamento de três anos no valor de US$ 50 bilhões para a Argentina.

    A decisão do FMI permite que o país tenha acesso imediato a US$ 15 bilhões, de modo que metade deste montante seja destinada para reforçar o orçamento. Segundo o Fundo, os outros US$ 35 bilhões da ajuda prevista serão disponibilizadas dentro da duração do acordo. Este valor estará sujeito a revisões trimestrais comitê executivo.

  • Blocos exploratórios de petróleo no Brasil já tem vários aptos e receber propostas


    Fonte: CNC - Confederação Nacional do Comércio

    A oferta permanente de blocos exploratórios de petróleo no Brasil, prevista para ter início em julho, já tem 158 blocos aptos a receberem propostas. É o que informou a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) durante audiência pública.

    No final de abril, quando a ANP divulgou as regras para a oferta permanente, havia 884 blocos disponíveis, sendo 722 terrestres e 162 marítimos. Deste total, 838 já haviam sido anunciados em novembro do ano passado. Os demais 46 são aqueles que não foram arrematados na 15ª Rodada de Concessão, realizada em março.

    Segundo a ANP, dos 884, 172 foram reanalisados por órgãos ambientais, sendo que 14 foram excluídos e 158 aprovados. A análise dos demais blocos segue sendo realizada e os aprovados serão incluídos tão logo seja dado o parecer. A previsão da ANP é abrir em 19 de julho o recebimento de ofertas para estes blocos. “As manifestações poderão ser feitas tão logo sejam publicados os pré-editais”, disse o diretor da ANP, Dirceu Amorelli.

  • Banco do Brasil reconhece que a greve dos caminhoneiros afetou crédito corporativo


    Fonte: CNC - Confederação Nacional do Comércio

    O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, admitiu que a greve dos caminhoneiros impactou o crédito corporativo que vinha apresentando melhora até então. "A melhora foi estagnada com a greve, mas esperamos que volte à normalidade", disse.

    De acordo com Caffarelli, a greve impactou mais do que a recente onda de volatilidade no País, com o descolamento do câmbio e o aumento dos juros futuros. Lembrou ainda que o volume de novas concessões de recursos para a pessoa jurídica vinha melhorando em relação ao ano passado.

    Do lado da pessoa física, porém, segundo ele, o BB não sentiu impacto após a paralisação dos caminhoneiros. Sobre as revisões nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, o presidente do BB destacou que crescimento de 1,7% ante 2017 ainda é relevante e que não motiva revisões dos guidances do banco para baixo neste momento.

  • Economia brasileira gera mais de 33.000 empregos registrados em Maio


    Fonte: CNC - Confederação Nacional do Comércio

    Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a economia brasileira gerou mais de 33 mil empregos com carteira assinada em maio.

    Os dados mostram que as contratações superaram as demissões. O mês de maio foi o quinto seguido com abertura de vagas com carteira assinada. O último resultado negativo, com mais demissões que contratações, foi em dezembro do ano passado (-328.539 vagas fechadas).

    O número de criação de empregos formais, porém, apresentou desaceleração frente aos últimos meses. Em janeiro, foram abertas 77,8 mil vagas, passando para 61,1 mil empregos formais em fevereiro, para 56 mil empregos em março e para 115 mil vagas em abril.

  • BNDES lança programa de crédito para franquias


    Fonte: G1

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou nesta terça-feira (12) o lançamento de um programa para facilitar o acesso de franqueados e franqueadores ao Cartão BNDES. A iniciativa foi tomada em conjunto com a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

    Pelo projeto, o Cartão BNDES passa a ter uma categoria de serviços voltada para o setor de franquias. Para fazer a solicitação de crédito, as redes franqueadoras precisarão cadastrar seus fornecedores com o banco de fomento.

    Segundo o BNDES, até o momento, China In Box e Casa do Construtor já cadastraram fornecedores na base do cartão.

    Em nota, Marcelo Porteiro, superintendente da Área de Operações e Canais Digitais, disse que a iniciativa veio em um momento em que “o Banco busca reforçar o relacionamento com MPEs. Em 2017, 42% dos recursos desembolsados pelo BNDES e 80% das operações foram direcionados a essas empresas”.

  • Ação criminosa com criptomoedas pode ter rendido R$ 520 milhões


    Fonte: CNC

    Um levantamento de dados realizado por um analista da empresa de segurança Palo Alto Networks aponta que a atividade de mineração forçada de criptomoedas, realizadas por pragas digitais, pode ter rendido um total de US$ 140 milhões (cerca de R$ 520 milhões) aos criminosos.

    A estimativa foi baseada na análise de quase 630 mil amostras (versões de pragas digitais) com esse comportamento. A mineração de criptomoedas é o intenso processo computacional pelo qual é realizada uma espécie de "loteria" para registrar as transações de moedas (quem envia moeda para quem) e conceder um lote de "novas" moedas ao vencedor dessa loteria.

    Grupos de mineradores formam os chamados "pools", que servem como uma espécie de "bolão" nessa loteria, para dividir o prêmio.

  • 63% dos reajustes salariais foram corrigidos acima da inflação


    Fonte: CNC

    Cerca de 63% dos reajustes salariais foram corrigidos acima da inflação oficial em 2017. Segundo dados do Departamento Intersindical Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

    O dado sugere uma ligeira melhora no quadro das negociações salariais em relação aos dois anos anteriores, marcados por grave recessão econômica.

    Em 2016, o reajuste médio dos salários perdeu 0,52% para a inflação em 2016. Mais da metade dos reajustes superiores à inflação (216 em 407) registraram ganhos de até 0,5%, e quase 80% (319 em 407), de até 1%.O estudo analisou os reajustes salariais de 643 unidades de negociação de trabalhadores na indústria, comércio e serviços, tanto no setor privado, como em empresas estatais, em todo o território nacional.

  • Lei dá incentivos a empresas que investem em pesquisa e inovação


    Fonte: Agência Câmara

    Foi sancionada nesta segunda-feira (11) a Lei 13.674/18, que autoriza empresas de tecnologia da informação e comunicação a receberem isenções tributárias caso invistam em atividade de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

    A lei foi sancionada pelo presidente da República, Michel Temer, que vetou diversos artigos, como o que enquadra entre os gastos passíveis de benefício a modernização de infraestrutura física e de laboratórios nas empresas.

    O texto é proveniente da Medida Provisória 810/17, aprovada na Câmara dos Deputados no último dia 8 e no Senado no dia 16, e concede incentivos fiscais como, por exemplo, redução ou isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

    A proposição amplia de 3 para 48 meses o prazo para as empresas brasileiras de informática, beneficiadas com incentivos fiscais associados a investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), reinvestirem valores pendentes.

    O projeto é fruto do relatório do deputado Thiago Peixoto (PSD-GO). Uma das novidades incluídas pelo relator é condicionar a concessão dos benefícios fiscais à comprovação, por parte das empresas, de regularidade das contribuições para a seguridade social.

    O texto original altera as leis 8.248, que trata da capacitação e da competitividade do setor de informática e automação, e 8.387, ambas publicadas em 1991. Essas leis já exigem que empresas apresentem contrapartida para recebimento de incentivos fiscais, que pode se dar por meio de investimentos em P&D. A nova lei acrescentou como possibilidade os investimentos em inovação.

    Vetos

    Os artigos que enquadravam os gastos em aquisição, implantação, ampliação e modernização de infraestrutura física e de laboratórios como dispêndios de pesquisa, desenvolvimento e inovação foram vetados. Pelo PLV enviado à sanção, esses gastos poderiam atingir até 20% do total.

    Também houve veto à possibilidade de o acompanhamento e a fiscalização do cumprimento das obrigações tratadas na lei serem realizados por amostragem ou com o uso de ferramentas automatizadas.

    Pela nova lei, as empresas beneficiárias encaminharão anualmente ao Poder Executivo relatórios descritivos das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação previstas no projeto elaborado e dos resultados alcançados, além de relatório consolidado e parecer conclusivo acerca dos demonstrativos elaborados por auditoria independente.

  • Caminhoneiros e agronegócio divergem sobre fretes


    Fonte: Agência Câmara

    A tabela de preços mínimos dos fretes do transporte de cargas ainda é o maior entrave para se chegar a um acordo entre os caminhoneiros e os diversos setores do agronegócio. O assunto foi discutido nesta terça-feira (12) em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

    Participaram do encontro representantes de diversos segmentos da produção rural, dos transportadores e dos caminhoneiros autônomos. Depois que a audiência acabou, os produtores rurais e os caminhoneiros continuaram negociando.

    O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), que propôs a audiência, está confiante de que se possa chegar a um termo comum. "A partir da audiência pública, foi aceita por todas as partes a continuação de diálogo e de uma construção [de acordo] que será levada ao governo, de preferência ainda nesta semana. Eu considero que foi uma audiência estratégica, fundamental porque justamente coloca na forma de diálogo essas partes importantes do processo econômico, que são os caminhoneiros, os transportadores e os produtores agrícolas", declarou.

    Os produtores agrícolas e as empresas transportadoras são contrários a um preço mínimo para os fretes. Eles afirmam que os preços dos produtos comercializados são negociados com antecedência, não cabendo manter fixo o preço dos fretes.

    O governo definiu uma tabela mínima dos fretes por meio da Medida Provisória 382/18. O agronegócio reclamou da medida, e o governo fez uma nova tabela, que não foi aceita pelos caminhoneiros. O governo voltou atrás e manteve a tabela anterior, mas o impasse foi mantido.

    Negociações

    O consultor da área de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Fayet, lembrou que, na crise dos caminhoneiros em 2015, todos os setores envolvidos foram para a mesa de negociações, o que resultou em um fórum permanente no Ministério dos Transportes. Agora, durante a greve dos caminhoneiros de maio, que quase paralisou o País por dez dias, Luiz Fayet afirmou que a CNA foi excluída das negociações.

    "Do setor rodoviário, o principal cliente não foi colocado à mesa para dar a sua contribuição. Não era nem para dizer que sim ou que não, mas para trazer a sua contribuição, como temos feito no fórum. Isso foi lastimável, porque nós não podemos dizer o que pensávamos", afirmou o representante da CNA.

    Ouça esta matéria na Rádio Câmara

    A entidade está disposta a judicializar a questão, por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Já o representante do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti Dahmer, disse que a posição da CNA dificulta o fim do impasse sobre a tabela de fretes. “A Confederação Nacional da Agricultura é contrária, vai fazer uma Adin contra o piso mínimo do frete. Não quer pagar. No entanto, ela está exigindo que exista um preço mínimo do café. Para receber, é possível. É constitucional e é legal existir um piso mínimo do café. Porém, para pagar o preço mínimo do frete é inconstitucional. Dois pesos, duas medidas. Quando me serve, sou favorável, quando não me serve, sou contrário", criticou.

    Em vez de um frete com um preço mínimo fixo, os produtores de grãos preferem um preço de referência, que possa ser negociado livremente. É o que afirmou o produtor Arney Antônio Frasson, que é presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra). "Nós defendemos uma referência do preço de frete que seja dada pela iniciativa privada, que seja construída tanto pelos caminhoneiros como pelos embarcadores.”

    Para ele, o preço de referência deve atender à necessidade do caminhoneiro e não pode ser algo imposto pelo governo, o “que vai desorganizar toda a economia".

    Os resultados das negociações na Comissão de Agricultura da Câmara – entre os produtores rurais, as empresas transportadoras e os caminhoneiros – serão encaminhados para a mesa de negociação da tabela do frete dos transportes rodoviários na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

  • UBS corta recomendação para ações do Brasil


    Fonte: G1

    O banco suíço UBS instou nesta quinta-feira (7) clientes a comprarem ações de mercados emergentes, declarando que é "tempo de compra" para essa classe de ativos, apesar das crescentes preocupações com o Brasil, a maior economia da América Latina.

    O banco cortou a recomendação para as ações do Brasil a "neutra", citando uma deterioração significativa nos fundamentos do mercado local, grandes reduções de projeções de crescimento e incerteza política generalizada antes das eleições no final do ano.

    Os analistas do UBS mostraram um otimismo renovado em relação à Europa, Oriente Médio e África, ao adotarem recomendação de 'overweight' para a região ante 'underweight'.

    Entre as melhoras individuais, o UBS elevou a recomendação para a Polônia e para o México, onde o banco disse que os riscos das eleições no próximo mês estavam agora precificados e o peso parecia barato. A Colômbia foi elevada para 'neutra'.

    "Continuamos positivos em ações de mercados emergentes baseadas no cenário macro/mercado do UBS", disse a equipe de estratégia de ações do UBS. "Nós vemos isso como 'tempo de comprar'".

  • Dólar continua a subir e vai a R$ 3,91


    Fonte: G1

    O dólar continua a subir em relação ao real nesta quinta-feira (7) e chegou a operavar acima de R$ 3,90 no início dos negócios, com os investidores ainda cautelosos diante das incertezas nos quadros fiscal e político.

    Às 10h33 a moeda norte-americana tinha valorização de 1,30%, a R$ 3,8868. Na máxima até agora, a cotação chegou a R$ 3,9133.

    O dólar não era cotado acima dos R$ 3,90 desde março de 2016.

    Na véspera, a moeda subiu 0,72%, a R$ 3,8371 na venda. Na máxima do dia, chegou a R$ 3,8493.

    Efeito greve

    Para o economista Alexandre Cabral, um misto de notícias contribui para a desvalorização do real.

    "A Anfavea divulgou ontem que 25 mil carros deixaram de ser entregues devido à greve dos caminhoneiros e o mercado passou a ter certeza que o PIB do segundo trimestre vem pior do que o esperado. E hoje de manhã foi divulgado o IGP-DI, pela FGV, que mostrou uma inflação de 1,64% em maio, forte devido a vários fatores como a paralisação e a desvalorização do real", afirmou.

    Intervenção do BC

    O BC oferta nesta sessão até 8.800 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho. Também ofertará até 15 mil novos swaps.

    O Tesouro Nacional decidiu reforçar sua intervenção na renda fixa. A instituição realiza hoje e amanhã leilões de compra e venda de títulos públicos prefixados (NTN-F).

    Já o BC atuará nesta quinta-feira com operações compromissadas com prazo mais longo, de nove meses, no qual serão envolvidos LTN, NTN-B e NTN-F. Especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que a medida é um movimento claro de tentar acalmar o mercado financeiro.

  • Indústria vai à Justiça contra redução de benefício ao exportador


    Fonte: CNC

    As entidades que representam diversos setores da indústria anunciaram que devem ir à Justiça com o objetivo de barrar a decisão do governo de reduzir o benefício ao exportador chamado de Reintegra. Para viabilizar o desconto de R$ 0,46 no diesel na tentativa na tentativa de encerrar a greve dos caminhoneiros, o governo decidiu na semana passada, além de quase eliminar os incentivos para os exportadores, acabar com benefícios para a indústria química, e cancelar parte de gastos de uma série de programas públicos.

    O Reintegra é um programa que "devolve" aos empresários uma parte do valor exportado em produtos manufaturados via créditos do PIS e Cofins. Até o fim de maio, essa devolução está fixada em 2% mas, a partir de junho, será reduzida para 0,1% - valor que vigorava até o fim de 2016.